Quinta-feira, Outubro 29th, 2009

Vigilante – Dia-ria-mente

Olho o espelho difuso, controverso e confuso
tento escapar de uma vida, em que eu próprio estou incluso
Dou uso da razão, sem confusão, exploro e abuso
a sociedade maquinizada sofre de falta de parafuso
A vida é como veneno, a invenção da ratoeira
não queiras ser o rato de experiência que cai logo à primeira
olho bem aberto, proguide apenas no teu império
um passo em falso, já sabes é mais uma lápide no cemitério
vejo pedintes pedindo pontas em vez de pedir alimento
e putas a partilhar sida, para comprar o seu sustento
não há equilibrio, pois a luta é pelo poder
não importa a profissão, o que interessa é aquilo que pode render
não importa quem se fode no caminho da ascensão
a vida é a puta estrutura sem livro de reclamação
desiquilibrio, a terra caminha prá terminação
a culpa não é das ruas, mas de quem as torna como são

Todos os dias partem manos e as pessoas são esquecidas
onde estamos, onde ficamos, a vida barra-nos as saidas
Todos os dias, diminui o nosso caminhar eterno
cada dia, juntamos lenha para nos queimar no inferno
actualmente não acredito na história do adão e eva
o mundo expreme a nossa mente como latas de conserva
somos manipulados para agir de forma correcta
a mim não me manipulam, ponho-vos a andar de bicicleta
eu só dou ouvidos, a quem forneça opinião completa
no mundo em que todos se ferem não quero ser o alvo da seta
o mundo é tão diferente, mas podemos ser todos iguais
neste monopolyo da vida parece que somos todos rivais
muitos tentam ficar ricos, sem dinheiro no banco
muitos acabam por roubar, pra ganhar 5 euros nem tanto
neste mundo tudo aumenta, inclusive o poço em que estamos
eu rimo por uma causa, com a força de mil manos

Vejo um preto ensaguentado esperando o final
é preciso derramar sangue para o racista ver que ele é igual
onde está o sorriso nas crianças que hoje choram?
e todas as casas perdidas, onde estão as pessoas que lá moram
tudo está trocado, tá fudido e quem fode é o estado
querem que o homem trabalhe, mas ninguém trabalha sem ordenado
não somos bonecos de um pais que quer irrequecer
eu trabalho para morrer, o mundo irá sempre vencer
políticos? esses bem se podem ir fuder
com discurso de ir á cona, nunca me irão convencer
o importante é vencer e ter o bolso a rebentar
o vosso dinheiro só cresce, é tipo camara de ar
tanta gente que morre, por falta de um só pão
tanto desperdicio que provoca toda esta nação
filhos da puta nenhum de vocês me dá tesão
quem me dera que todos vocês ouvissem esta canção

Vigilante morto? Nunca meu,
por mais que o diário da mente me troque,
vou estar sempre cá,
tá na alma percebes…
Diariamente

Já agora, foi adicionado um player na barra lateral com as minhas músicas!

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Category: Música
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2 Responses

31 de Outubro de 2009
Cevas

Passei pa te dar uma força! abraçao


28 de Novembro de 2009
Rui Silva

Gosto bastante da música :)
Realidade nua a crua.


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