Um pouco de nada
Novamente abro o caderno para escrever um pouco de nada, um pouco de tudo de uma mente baralhada. Sou como o vento que sopra sem direção, sou como o tempo que oscila sem razão. Sou a tempestade que ninguém deseja, sou o lábio que ninguém beija, mas o calor que muita gente inveja. Sou a lágrima que escorre na cara de quem sofre, sou o tesouro perdido onde nunca procurarão o cofre. Sou a desilusão na pele de quem nunca venceu, de quem dá tudo e deu tudo e no final tudo perdeu. Sou a voz dos que não falam mas sentem, aqueles que ao sorrir mentem, porque não existe felicidade, sou a tristeza e com tristeza trago verdade. Sou um hino que nunca irá ser cantado, sou uma voz chata, mas nunca viverei calado. Porque tirar-me a voz é como me tirar a escrita e a vontade de escrever e aí para além de já estar morto, terei de voltar a morrer.
2 Responses
Obrigado pelo teu comentário amiga.
Sê bem vinda ao meu caderno, espero que gostes da estadia, que voltes sempre e sobretudo que deixes a tua marca.














É lindo. Disso não tenho qualquer dúvidas (: