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Setembro 19th, 2009

Sou palavras de um livro… que nunca foi escrito
Sou as palavras que sou… e não devia ter dito
Sou a carta rasgada… da namorada que a perdeu
Sou a Julieta que discreta… ansiava por Romeu

Sou a lágrima… que no meu rosto escorreu
Sou o guerreiro que lutou… e no final perdeu

Sou o sangue que escorre… na morte se sobressai
Sou o sempre em pé… que balança mas não cai
Sou a tempestade que vem… sem qualquer bonança
Sou o choro da humanidade… sem uma réstia de esperança

Sou o teu ser… quando pensas não ser ninguém
Sou teu abrigo… tratando-te como uma mãe

Sou o sorriso que… morreu sem ter nascido
Sou o poeta… sem vida e sem sentido

Sou quem chora… para me rir de o fazer
Sou o eu consumido… preparado pra morrer

Sou a tua vida… quando nem a minha tenho
Visto como ouro… menos valioso que estanho

Sou a natureza que… se renova com o vento
Sou um relógio… numa luta contra o tempo

Sou o coração… numa relação com amor
Sou um boneco voodoo… onde todos depositam a dor

Sou o mundo… ao mesmo tempo o nada
Sou o crítico triste… que tudo lhe agrada

Sou a fatia do bolo… pronta a ser comida
Sou as chamas do inferno… sem porta de saída

Sou cicatriz de um passado… que já morreu
Sou a casa de uma família… que um dia ardeu

Sou reticências… nada afinal
Sou isto… não me levem a mal

Setembro 19th, 2009

Sonho…na realidade…

Constantemente sonho, que tenho alguém a meu lado
Constantemente sonho, mas vejo que sonho acordado
Sonho em ser grande, ter o corpo mais elaborado
Sonho em ser quem não sou e caio em ser falhado
Muitas vezes me questiono o que é o sonho o que me faz sonhar
Digam-me qual é o Deus que rege a capacidade de nos fazer acordar
Ou de fazer a distinção
Sim porque muitas vezes sinto-os bem fortes no meu coração

Como se o pudesse agarrar, acreditem já agarrei
Bem forte, mas o sonho era bem matreiro e cedo branquejei
Minha capacidade de sonhar essa não desistiu
Também não podia, pois bem nunca existiu

Não sei o que sou, não sei o que faço muito menos o que escrevo
Meu deus, dá-me direções, dá-me caminhos que me levem a sensações
Agora preciso de serenidade, que me leve à verdade
É verdade,

Já me esquecia, é verão, altura em que tudo acontece
Será?
Não acredito, só quando o quero aparece
Ou desaparece, se já o tiver
O meu sonho é ter poeta e de ter a poesia como minha mulher

Setembro 19th, 2009

Estrela da noite…

Numa noite de verão, olhei o céu e deslumbrei
Em cada estrela, a luz fazia a noite brilhar
Não disse nada, simplesmente foquei
A estrela que queria para mim guardar
Gostava de ter, alguém para me escutar
Alguém que valorize o meu brilho e o faça brilhar
Gostava de ter alguém que me ame pelo que sou
Não pela personagem que o próprio poeta criou

A ti estrela, tenho-te sempre bem pertinho
São tantas, que iluminam minha escuridão
Mas só tu tens o dom de piscar no meu olhinho
Quando o que sinto é simplesmente paixão

Agora estrela vou dormir, enquanto vives
Porque sei que saberei quando partires
Estrela, simbolizas tanto nestas palavras
E só eu poeta, consigo ver onde estavas

Setembro 19th, 2009

Recuso-me a ouvir

http://th04.deviantart.net/fs19/300W/i/2007/260/e/1/so_far_by_mistress_of_insanity.jpg

Recuso…
Palavras audíveis,
metáforas confusas,
frases previsíveis,
entre infinidades possíveis,
fórmulas intangíveis,
de mentes incríveis,
em momentos inesquecíveis…

Recuso…
Palavras cortadas,
derramadas, mas delicadas,
delineadas, da mente brotadas,
amargamente amontoadas,
de angústias pintadas…

Recuso…
Ouvir o mundo,
imensamente profundo,
moribundo por um segundo,
de um pensamento vagabundo,
oriundo de um filho imundo,
idealizado e fecundo,
em que me afundo…

Recuso…
Recusar…
Viver…
Pensar…

Recuso ter capacidade de viver e de sonhar…

Setembro 19th, 2009

Talento, Motivação, Empenho

http://www.psychologytoday.com/files/u248/writing%20sample.jpg

Por vezes penso, de onde provêm todo o talento
Penso que seja fruto de criatividade, de tudo o que invento
Desta minha cabeça, do meu pensar, que nunca desliga
Amo a poesia, é a minha viga e também minha amiga

Meu talento, vem de um empenho sem barreira
Faço tudo à minha maneira, ninguém me coloca coleira
Sou livre, sou eu, sempre que liberto a poesia
Sou eu que dia, após dia, lhe trás uma nova alegria

Não me importa de ser diferente, de escrever sem sentido
Porque escrevo sempre vivido, acerto em todo o coração ferido
Posso até nem sequer ter algum talento
Não o procuro, apenas escrevo palavras do momento

Motivação, vem de cada pessoa que me motiva
Cada leitor, que me lê, e com palavras ou gestos, me incentiva
Obrigado a tudo e todos, que sempre estiveram do meu lado
Vigilante World para sempre, podes ficar descansado