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Minha caixa mágica
Vagueio a rua, sozinho comigo próprio, confiado a um cigarro eterno que se encontrava gasto. Minha vida essa, também se encontrava gasta, estava na lama, tentando avançar no meu ritmo, sem colocar o pé em alguma poça que me afunda-se ainda mais. Dei 1 passo, 2 passos, 3 passos, caí em tua figura, e foi contemplando-a que me levantei.Olhei em minha volta, estava sozinho, à minha frente estava uma televisão antiga, e o que me fizera cair, teria sido sua ficha, ligado a lado algum, mas, mesmo assim uma imagem aparecia. A preto e branco podia denotar uma rapariga, com um sorriso, divinal, perfeito, motivador. Perdi algum tempo em volta daquele objecto, tocando os botões, tentando descobrir o seu funcionamento, mas, nada acontecia, o que aumentava ainda mais a minha curiosidade.
Acerquei-me da estranha imagem, estranha mas perfeita, e sozinho na rua, sem mais ninguém à minha volta, usei-a como objecto de desabafo, dizendo…
Eu, este ninguém que vagueia em nada, encontra-se hoje sozinho. Já tive muita gente… Minto! Já muita gente me teve, sinto-me como tu, um objecto, banal que toda a gente usa e ninguém tem o cuidado de tratar e dar carinho. Somos isso objectos deste mundo cruel, que apenas segue em frente, sem nunca parar ou esperar por quem fica para trás. É triste… eu sei. Mais triste ainda é ninguém me ouvir, olha para mim… Pareço louco, falando para ti, uma imagem, nada mais que uma imagem. Que mundo é este em que vivemos? Que já ninguém ama, já ninguém sabe o que é amar. Chega, meu coração já foi tão espremido que já não contem qualquer réstia de amor… Porque? Ninguém me compreende. Sou um sobrevivente, do que eu acho que é amar, saberás tu o que é amor para me citar?
Amar… O que é amar? Não te consigo dizer, definir ou precisar, mas sei que amas. Já estou aqui à anos, nesta mesma rua, durante todos esses anos, ninguém parou para reparar o que faço ali, ninguém deu uma réstia que seja de atenção, e tu, tu deste. Desabafas-te comigo, deste-me vida, fizes-te de mim importante, e deste-me força para ser o que nunca fui… alguém! Como te disse não sei o que é amar, mas sei que te amo. Meu coração palpita forte, meus olhos perdem-se em teus, meu corpo desespera para sentir o sabor do teu, meus lábios esses resistem à tentação de beijar os teus. Amo-te.
As resistências foram quebradas, os lábios se tocaram, os corpos se fundiram, os corações se ligaram, sem medos, sem insegurança, sem vergonha, ninguém ligava, ninguém ligou, apenas eu, apenas nós. Caí por ti, ainda bem, faz-me cair novamente. Amo-te e amarei-te para sempre.
Desabafo…
Onde? Quando? Porque, porque razão? Porque mente? Porque coração? Sinto-me só, embora te tenha a meu lado, sinto-me a sonhar, embora me encontre acordado. Sinto-me levitando e ao mesmo tempo toco o chão, pois o coração voa, mas a mente não. Porque? Acredito no amor, sinto-o, embora este não me acredite, muito menos me sinta. Se me queres leva-me, duma vez, não às prestações, habilita-me a amar, ou deixa-te de falsas intenções. Após o falso amor, várias fazes de sofrimento, torna-se difícil acreditar na ressurreição de um verdadeiro, de um novo alento. Quero acreditar e acredito, mas não consigo ser crente, tenho medo da verdade, tenho medo da mentira que mente. Amo-te, não duvides, eu nunca duvidei, pois o sentimento já existia, diminuto desde o dia em que te encontrei. Não consigo ver a tristeza nos olhos de quem sente o amor, não consigo ver a beleza, com olhos invadidos de dor. Amo a escrita, amo o amor que nutro no papel, aquele que nunca desilude, nunca é ou foi infiel. Calma igual a sucesso, assim o queria, poder acordar um dia, podendo ter a meu lado a tua alegria. És parte da minha vida, provavelmente a mais forte a mais viva, não minto, não finjo, a minha alma está despida. Porque estás triste, se eu te amo? Porque choras, se eu assumo ser teu damo? Porque será que a vida nos apresentou? Porque será que o amor entre nós se cruzou? Tantas respostas, gostava de saber responder, será que podes ajudar-me a simplesmente perceber? Teu rosto cora, teu sorriso floresce, tal como as rosas, a beleza aparece. Quero poder dizer amo-te, sem ter medo de ser em vão, quero poder abraçar-te, e sentir teu coração. Tua batida é a minha, teu coração é o meu, repartido e repleto de amor e paixão. Tu és a metade que completa o meu sofrimento, tu és meu passado, futuro e o presente momento. Porque, porque escrevo em vão? Gostava dizer-te as palavras que pairam no meu coração. Porque estás distante? Quando quero sentir-te perto… Porque serás a água que necessito no meu deserto. Desculpa os ciúmes, desculpa a falta de compreensão, desculpa as desculpas, desculpa a intenção. Sou teu e só teu, mas não quero que penses que já me tens, não quero que deixes de lutar, mostra-me os teus bens… Luta como luto, ama como amo, serás minha damita e eu teu damo. Eu príncipe tu princesa, do sonho encantado, da relação de amor, em que quero estar acordado. Não quero o teu corpo, podia ser transparente, quero a tua alma o teu ser, isso sim é importante. Futilidade os que pensam que amor se resume a uma relação, pior os que sofrem com a dor da desilusão. Os que sentem na pele a dor da separação, os que sofrem por se verem envolvidos numa péssima situação. De ver o que é nosso, nas mãos de outrem, de ver as lágrimas surgirem e irem mais além. Chorar por quem não merece, sofrer por quem não nos amou, já aconteceu mas não acontecerá, morreu, acabou. A dor? O amor já a levou, o que restou? O sentimento duro e puro, que sinto por ti, o dia que o perder, não me culpo mas morri. Escrevi no coração teu nome, nas veias o que sinto, se isso se perder, arrancárei-lo, não minto nem brinco. Longo discurso, decorrido, muito sentimento vivido, muito sentimento sofrido, ficou o positivo. Desculpa, amo-te, quero-te para mim, é o resumo deste texto, com palavras sem fim…A veracidade do amor…
Meu coração está exposto, e ao teu agregado. Minhas veias, tuas veias, juntas, em curvas de amor, em histórias de paixão. Veias agregadas ao mesmo coração, que palpita e dá vida a ambos. Se um desaparecer, o outro deixa de existir, diz-me princesa, o que estás a sentir. Tal como teu coração, o meu também é teu. Corres em mim, nas minhas veias, nas minhas artérias, só tu és a minha essência. Sou a tua Julieta, e tu o meu Romeu…o único que consegue alimentar a minha existência. Para onde vás, eu vou contigo, estamos os dois ligados, num laço tão forte que nada nem ninguém consegue destruir. É o sentimento que nos liga, a distância que nos afasta, mas na verdade, é muito mais o que nos une, do que aquilo que nos separa. O vento une-se ao mar, através de quem nos quer afastar, pessoas fracas, que sem terem acesso à sua própria felicidade, procura destruir a dos outros. Mas nós, e este sentimento calmo, é mais forte que a própria natureza. O nosso sentimento calmo, que tanto tem agitado certas pessoas. Não namoramos…mas é só por enquanto, tudo a seu tempo. Mas vejam de uma vez por todas, que o amor aqui existe, e existe sem fim…este nosso sentimento único e magico… jamais alguém ira destruir. Nosso coração está unido, cada um vive, ligado a outro alguém, somos únicos, nosso amor é único, não será separado por ninguém. Colhi uma rosa no jardim, e plantei-a em meu coração, quando cresceu, deu belas rosas, da nossa linda paixão. Essa rosa és tu, e sou eu quem te irá tratar, prometo-te rosa, para sempre irei te amar…
Roxo: Joana
Carta à vida
Olá vida, mando-te esta carta porque o amor teima em não responder, mando-te esta carta porque na verdade quero que sejas a primeira pessoa a ler. Todo este tempo te respeitei e tu pouco mais me deste senão dor, toda essa treta de felicidade, a única que tive foi no amor. És falsa sabias? Só nos iludes com o sucesso, mas ao longo dos anos, tropeço, só consigo ver o inverso. Onde está o envelhecer que todos querem, vida isto nem é viver, contar moeda atrás de moeda, muitos nem moedas têm para comer.
Vida és tão injusta nem forças nos dás para lutar, nem te mexes para ajudar, as pessoas que vês imóveis prestes a fracassar. Onde está a felicidade que todos dizem ser fácil de alcançar? Neste sociedade de dormentes nem os anti-depressivos são capaz de nos curar. Se não dependesse de ti provavelmente já me tinha despedido, não gosto de ti ponto, não preciso de te dar mais algum motivo, tu não crias o mundo.
Obrigado vida por tudo aquilo que não és capaz de fazer, mando-te em correio azul, nem precisas de responder…
Só se vive uma vez…

Só se vive uma vez…
Por isso trata de procurar a tua felicidade.
Não acredites que ela venha a aumentar com a idade.
Só se vive uma vez…
Por isso luta por ti próprio e pela tua existência.
Não esperes que um cientista descubra o rumo da tua existência.
Só se vive uma vez…
Por isso, ama, mostra amor e no fim volta a amar.
Porque a vida são dois dias nem tempo há que engravidar.
Só se vive uma vez…
Por isso, não guardes deveres para um novo dia.
Não te julgues por vizinhos, não faças porque o outro faria.
Só se vive uma vez…
Por isso, não vivas tua vida pensando na tua morte.
Sê positivo, pois negativismo só traz falta de sorte.
Só se vive uma vez…
Por isso, sê amigo, verdadeiro e inteligente.
Mas evita ser o cão que é pisado por toda a gente.
Só se vive uma vez…
Por isso, canto hip-hop e escrevo muita poesia.
Tenho amigos, que dizem que vou ser Saramago qualquer dia.
Só se vive uma vez…
Por isso, não te rebaixes, mantêm a auto-estima.
Sê o comandante de tua vida, mantêm o bom clima.
Só se vive uma vez…
Por isso, só tens uma oportunidade de agradecer.
Vá lá toca a escrever uma apreciação do que acabaste de ler.
Poeta ferido
Hoje sou, um poeta feridoSem direcção, sem rumo, simplesmente perdido
Roubaram meu orgulho, no rio desabou
Perdeu-se no mar, nunca mais se encontrou
Tratado como criança nem meu pai me conhece
Pois não sabe que uma criança com o tempo sempre cresce
Só gostava de ver valorizado este meu talento especial
Será assim tão difícil afinal?
Não podes pura e simplesmente me tentar conter
Pois hip-hop é o que faço é o que gosto de fazer
Pai eu cresci…Passo em frente…
Não vês que me estás a privar de ver a minha gente?
Não podes julgar sem ver, julgar sem conhecer
Mas infelizmente, é isso que estás a fazer
Que pai és tu que nem com os amigos posso estar?
Só falta me privar de escrever e de cantar
Olha amanhã, 25 de Abril, feriado nacional
Mas mais do que isso tem valor emocional
Falo por mim e pelas minhas manas
Com a idade que possuem ainda são privadas como pequenas damas.
A culpa não é minha mas delas afinal
Só eu faço a revolução, só eu tenho espírito reaccional
Mas sozinho contra uma pedra nada sou
Sozinho continuo um poeta ferido como hoje estou…
Papel rasurado, tempo empregado…
Mesmo quando as ideias, tendem a querer fugir






Aveiro
Olá a todos os visitantes deste meu diário público, ou deveria dizer muro das lamentações? Este domingo estive em na cidade de Aveiro, razão pela qual não deixei aqui nenhuma marca no site. Estava para ir inicialmente na sexta, mas devido a uns assuntos de última hora tive de deixar para domingo. Fui a Aveiro pelo facto do meu primo fazer anos.
Quem já conhece este blog à algum tempo sabe que todos os Verões eu me dirijo a Aveiro de férias, sendo um local de eleição para mim, embora este ano só tenha ido lá nesta altura e apenas por um dia. Este ano concentrei a minha atenção em Lisboa, e claro quem me conhece sabe porque! É onde está a minha miúda.
Falando de Aveiro, está no mesmo sítio, fiquei na casa do meu primo favorito que é sempre o que está mais longe, certo? Não saí muito apenas para tomar café, fiquei em Cacia e já conheço bem aquela zona. Deu para ver amigos que tenho lá o que foi bom, tive também de aturar a minha prima emprestada que não é prima, que eu adoro / odeio. É tipo cão e gato tão a ver? Mas adoramos-nos
Foi apenas isso, repararam que este texto tem cerca de 220 palavras e não disse nada de jeito? Miséria.