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Agosto 26th, 2010

Deitado no sabor do tempo

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Parei para deixar passar o tempo. E na sua passada suave, como um sentimento que em mim se crave, fiz dele um passatempo. Olhei em redor, tudo o que tinha em poesia, fragmentos de prosa de outro dia, que não conseguia apagar. Desfolhei a minha mente em páginas infindáveis e incompletas, páginas essas que virão a ser descobertas, por novos jovens poetas.

Hoje o poeta, fala de alma e coração, deixa palavras soltas no tempo para no futuro construírem uma nova emoção. Procuro sentir e fazer sentir a imensa dispersão de sentimentos que cada um guarda no seu interior. Desde paixão, raiva, ódio, até à última réstia de amor. Quero que sintam tudo!

E aí a prosa, transforma-se em poesia,
o sol beija a lua, no nascer do novo dia,
e a poesia que hoje trago, diferente da que fazia,
hoje sou um simples mago, espalhando sua magia.

A minha realidade, realiza-se no coração de cada um leitor. A pior desilusão, é não existir a sensação, dentro do seu interior. Não interessa qual, não interessa de que forma, apenas importa a luz, que deixa a vossa alma morna.

Setembro 20th, 2009

Minha caixa mágica

Vagueio a rua, sozinho comigo próprio, confiado a um cigarro eterno que se encontrava gasto. Minha vida essa, também se encontrava gasta, estava na lama, tentando avançar no meu ritmo, sem colocar o pé em alguma poça que me afunda-se ainda mais. Dei 1 passo, 2 passos, 3 passos, caí em tua figura, e foi contemplando-a que me levantei.Olhei em minha volta, estava sozinho, à minha frente estava uma televisão antiga, e o que me fizera cair, teria sido sua ficha, ligado a lado algum, mas, mesmo assim uma imagem aparecia. A preto e branco podia denotar uma rapariga, com um sorriso, divinal, perfeito, motivador. Perdi algum tempo em volta daquele objecto, tocando os botões, tentando descobrir o seu funcionamento, mas, nada acontecia, o que aumentava ainda mais a minha curiosidade.

Acerquei-me da estranha imagem, estranha mas perfeita, e sozinho na rua, sem mais ninguém à minha volta, usei-a como objeto de desabafo, dizendo…

Eu, este ninguém que vagueia em nada, encontra-se hoje sozinho. Já tive muita gente… Minto! Já muita gente me teve, sinto-me como tu, um objeto, banal que toda a gente usa e ninguém tem o cuidado de tratar e dar carinho. Somos isso objetos deste mundo cruel, que apenas segue em frente, sem nunca parar ou esperar por quem fica para trás. É triste… eu sei. Mais triste ainda é ninguém me ouvir, olha para mim… Pareço louco, falando para ti, uma imagem, nada mais que uma imagem. Que mundo é este em que vivemos? Que já ninguém ama, já ninguém sabe o que é amar. Chega, meu coração já foi tão espremido que já não contem qualquer réstia de amor… Porque? Ninguém me compreende. Sou um sobrevivente, do que eu acho que é amar, saberás tu o que é amor para me citar?

Nesse preciso momento, a simples televisão, ganhou cor, e de seu ecrã saiu a figura que me olhava durante todo este tempo, e que teria segundos antes ouvido todo o meu desabafo. Acercou-se perto de mim, tocou meu rosto, e pronunciou as seguintes palavras… 

Amar… O que é amar? Não te consigo dizer, definir ou precisar, mas sei que amas. Já estou aqui à anos, nesta mesma rua, durante todos esses anos, ninguém parou para reparar o que faço ali, ninguém deu uma réstia que seja de atenção, e tu, tu deste. Desabafas-te comigo, deste-me vida, fizes-te de mim importante, e deste-me força para ser o que nunca fui… alguém! Como te disse não sei o que é amar, mas sei que te amo. Meu coração palpita forte, meus olhos perdem-se em teus, meu corpo desespera para sentir o sabor do teu, meus lábios esses resistem à tentação de beijar os teus. Amo-te.

As resistências foram quebradas, os lábios se tocaram, os corpos se fundiram, os corações se ligaram, sem medos, sem insegurança, sem vergonha, ninguém ligava, ninguém ligou, apenas eu, apenas nós. Caí por ti, ainda bem, faz-me cair novamente. Amo-te e amarei-te para sempre.

Setembro 19th, 2009

A veracidade do amor…

Meu coração está exposto, e ao teu agregado. Minhas veias, tuas veias, juntas, em curvas de amor, em histórias de paixão. Veias agregadas ao mesmo coração, que palpita e dá vida a ambos. Se um desaparecer, o outro deixa de existir, diz-me princesa, o que estás a sentir. Tal como teu coração, o meu também é teu. Corres em mim, nas minhas veias, nas minhas artérias, só tu és a minha essência. Sou a tua Julieta, e tu o meu Romeu…o único que consegue alimentar a minha existência. Para onde vás, eu vou contigo, estamos os dois ligados, num laço tão forte que nada nem ninguém consegue destruir. É o sentimento que nos liga, a distância que nos afasta, mas na verdade, é muito mais o que nos une, do que aquilo que nos separa. O vento une-se ao mar, através de quem nos quer afastar, pessoas fracas, que sem terem acesso à sua própria felicidade, procura destruir a dos outros. Mas nós, e este sentimento calmo, é mais forte que a própria natureza. O nosso sentimento calmo, que tanto tem agitado certas pessoas. Não namoramos…mas é só por enquanto, tudo a seu tempo. Mas vejam de uma vez por todas, que o amor aqui existe, e existe sem fim…este nosso sentimento único e magico… jamais alguém ira destruir. Nosso coração está unido, cada um vive, ligado a outro alguém, somos únicos, nosso amor é único, não será separado por ninguém. Colhi uma rosa no jardim, e plantei-a em meu coração, quando cresceu, deu belas rosas, da nossa linda paixão. Essa rosa és tu, e sou eu quem te irá tratar, prometo-te rosa, para sempre irei te amar…

Preto: Vigilante
Roxo: Joana
Setembro 19th, 2009

Carta à vida

Olá vida, mando-te esta carta porque o amor teima em não responder, mando-te esta carta porque na verdade quero que sejas a primeira pessoa a ler. Todo este tempo te respeitei e tu pouco mais me deste senão dor, toda essa treta de felicidade, a única que tive foi no amor. És falsa sabias? Só nos iludes com o sucesso, mas ao longo dos anos, tropeço, só consigo ver o inverso. Onde está o envelhecer que todos querem, vida isto nem é viver, contar moeda atrás de moeda, muitos nem moedas têm para comer.

Vida és tão injusta nem forças nos dás para lutar, nem te mexes para ajudar, as pessoas que vês imóveis prestes a fracassar. Onde está a felicidade que todos dizem ser fácil de alcançar? Neste sociedade de dormentes nem os anti-depressivos são capaz de nos curar. Se não dependesse de ti provavelmente já me tinha despedido, não gosto de ti ponto, não preciso de te dar mais algum motivo, tu não crias o mundo.

Obrigado vida por tudo aquilo que não és capaz de fazer, mando-te em correio azul, nem precisas de responder…

Setembro 19th, 2009

Só se vive uma vez…

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Só se vive uma vez…
Por isso trata de procurar a tua felicidade.
Não acredites que ela venha a aumentar com a idade.

Só se vive uma vez…
Por isso luta por ti próprio e pela tua existência.
Não esperes que um cientista descubra o rumo da tua existência.

Só se vive uma vez…
Por isso, ama, mostra amor e no fim volta a amar.
Porque a vida são dois dias nem tempo há que engravidar.

Só se vive uma vez…
Por isso, não guardes deveres para um novo dia.
Não te julgues por vizinhos, não faças porque o outro faria.

Só se vive uma vez…
Por isso, não vivas tua vida pensando na tua morte.
Sê positivo, pois negativismo só traz falta de sorte.

Só se vive uma vez…
Por isso, sê amigo, verdadeiro e inteligente.
Mas evita ser o cão que é pisado por toda a gente.

Só se vive uma vez…
Por isso, canto hip-hop e escrevo muita poesia.
Tenho amigos, que dizem que vou ser Saramago qualquer dia.

Só se vive uma vez…
Por isso, não te rebaixes, mantêm a auto-estima.
Sê o comandante de tua vida, mantêm o bom clima.

Só se vive uma vez…
Por isso, só tens uma oportunidade de agradecer.
Vá lá toca a escrever uma apreciação do que acabaste de ler.