Posts Tagged ‘poema triste’

Julho 17th, 2010

O que eu tenho

Speechless  2  by MyNameIsJustine O que eu tenhoMataste a minha ambição ao dizer que não a tinha. Tenho mas a vez, nem sequer teu ser adivinha. Tudo o que faço é zero, aos teus olhos nada faço, aos teus olhos serei e sou pobre, minha vida é fracasso. Troquei o ouro da moeda pelo sorriso de um coração sincero, o que isso para ti? Nada. Zero.

Idealizaste algo que não sou, um caminho que não sigo, deixa lá, sei aquilo que sou nem me chateio contigo. A vida está difícil e a minha fudida por completo, tenho pena que não sobreviva a escrever meu ser completo.

Eu vou conseguir algo e depois o teu sorriso venceu, pena que não saibas que parte de mim morreu. A minha princesa, por vezes acha-me louco, nem sei como me achar, só sei que te amo e não te quero deixar.

O que eu tenho… Tenho é de ir trabalhar, empacotar os sonhos e deixar de sonhar. E por agora fico, fico a ver-me chorar, fico a ver a merda que acabei por criar.

Maio 21st, 2010

Pequena Escuridão

emo girl by EmOlover 21 Pequena EscuridãoFazia frio. Ela fitava, olhava e pensava e por fim falava.

Que verdade é esta que minha mente vê?
Vejo perguntas sem respostas, não percebo porque.

Fazia frio e a pequena rapariga apenas olhava, inocente do mundo sem perceber o que fitava. Mas dizia.

Gostava de compreender o mundo. Que heresia!
Gostava de me compreender a mim mesma. Que bem me faria!

Era confusa outrora, não percebia o presente. Não questionava a existência, uma razão de ser diferente. Não enumerava o certo, vivia consoante o errado. Não procurava roubar a cadeira, o lugar do eterno sentado. Levantava e levantando procurava. E de tanto procurar falou do que não encontrava.

Quem sou eu? Uma caneta me dá existência
sou o produto de um poeta, sou a sua eloquência.
Quem sou eu afinal? Será o fim da tinta a minha morte
sou apenas a criação, um ser apenas no papel forte.

As questões continuavam. E cada questão sua me faz chorar mais tinta. Eu dou vida, mas muita vida morre ao fim de uma palavra. Muitas pessoas em mim nascem, muitas encontram a mente fechada. Pobre mundo o meu, sou criador e destruidor. Amo cada personagem minha sou curandeiro do amor. Sou a morte em cada palavra, meu deus como é mau o meu destino, criar tantas personagens e acabar escrevendo sozinho…

Abril 26th, 2010

Morrendo

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Por vezes sinto a morte.
Sinto-a fria em mim,
nas palavras que escrevo,
enfim…

Sinto as veias de minha escrita,
dilatar, inchar de raiva e desilusão.
Vejo sonhos, vejo metas,
desvanecerem e morrerem sem conclusão.

Olho em volta, mas nada está para lá do vazio.
Tenho medo, arrepio, mordo o lábio prossigo,
muitas vozes sussurram, nenhuma de um amigo.

Existe quem na luta, lute para ver perder.
Preso em seu próprio medo sem capacidade de vencer.
Perder é perder, nunca poderá ser ganhar.
Se perder, perdi, morri, ficarei a divagar.

Assim fico, vou ficando. Pensando. Sofrendo.
Vendo passar o mundo. Escrevendo para os que vão morrendo.

Janeiro 29th, 2010

Longas Horas

bcaa60b06b6765cd0d1bc20cc1eb8b48 Longas HorasCaí e recaí onde não queria cair, agora tenho amor que nunca consegui sentir, podes chamar-me falso mas meu amor nunca o será, agora sofro para seguir o caminho que meu coração me dá.

Ao menos tu consegues, esperar sem perder a força, aguentando esse amor que tanto bate sem deixar moça. Já sofreste mais que eu, nada apaga a dor da partida, eu cá vou sobrevivendo, curando ferida após ferida. Não te posso prometer a perfeição pois não sei o caminho para a atingir, não sei já o que é amor e as formas de o sentir. Apenas sei que nada sei e que de tudo sei um pouco, nesta jornada da vida que aposta em por-me louco.

Nez, gostava de agradecer tudo aquilo que me ofereces, tudo aquilo que me dás, tudo aquilo que me prometes e cumpres sempre a sorrir, a tua amiga disse “há muito não a via assim sorrir”, só isso é capaz de me encher o coração, rasgar páginas do diário e deixar de viver na solidão.

Novembro 23rd, 2009

Um pouco de nada

theGlance ofAn imaginary girl  by m0thyyku Um pouco de nadaNovamente abro o caderno para escrever um pouco de nada, um pouco de tudo de uma mente baralhada. Sou como o vento que sopra sem direcção, sou como o tempo que oscila sem razão. Sou a tempestade que ninguém deseja, sou o lábio que ninguém beija, mas o calor que muita gente inveja. Sou a lágrima que escorre na cara de quem sofre,  sou o tesouro perdido onde nunca procurarão o cofre. Sou a desilusão na pele de quem nunca venceu, de quem dá tudo e deu tudo e no final tudo perdeu. Sou a voz dos que não falam mas sentem, aqueles que ao sorrir mentem, porque não existe felicidade, sou a tristeza e com tristeza trago verdade. Sou um hino que nunca irá ser cantado, sou uma voz chata, mas nunca viverei calado. Porque tirar-me a voz é como me tirar a escrita e a vontade de escrever e aí para além de já estar morto, terei de voltar a morrer.

Novembro 16th, 2009

No espelho

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Olho no espelho procurando ver a cara deste poeta invisível, olho, volto a olhar, procuro sem nunca encontrar, a minha imagem horrível. Era previsível, mesmo escrevendo algo que procuro ser indestrutível, era previsível, que a minha morte estivesse entra a maior possibilidade possível. Hoje sou pó, que arrasta esta vida injusta, hoje sou a dor que sabe o que a vida custa. Fiz um pacto com o vento para não me fazer desaparecer, tentei fazer um pacto com o tempo mas ele mandou-me foder, enfim, tudo o que dou é mais do que dou a mim, tudo o que faço apenas me conduz ao fim.

Olho no espelho procurando encontrar os sonhos que outrora tive, procurando a pessoa que neste meu corpo vive, não encontrei. Na verdade não sei se errei, para muitos sou merda para outros sou o rei, mas na verdade sou nada, sou um viajante nesta estrada que nem no espelho tem reflexo. Sou um livro demasiado complexo, sou uma definição nunca definida, sou a merda de uma vida que eu próprio construí.

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