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Naquele banco
Fantasiei e nessa ficção, passeava junto ao jardim, acreditando ver-te chegar, observando em minha volta, esperando poder distinguir o teu sorriso, poder sentir-te presente. O sol brotava por entre as árvores, inseguro, tal como eu, impaciente por aparecer, como eu, ansioso que surgisses. Calcava as folhas esquecidas no chão, os papelinhos que outrora haviam sido dedicatórias das mais harmoniosas cartas de amor. Olhei em frente, alvejei os teus olhos, que me irradiaram como o sol, estava confuso, porque embora te vendo, não confiava na tua presença. Mas ali estavas, sentada, isolada, num diminuto banco de jardim. Aproximei-me dando passos tímidos, e sentei-me ao teu lado, sentei-me no teu banco. Minhas palavras eram tímidas, eram cobertas de amor, “amo-te”, dizia-te enquanto sentia teu calor. O mundo cessava, à medida que a minha face se acercava da tua, os meus lábios choravam, de alegria por finalmente tocarem os teus. Saborosos, doces e famintos, eram como se encontravam os meus, recetivos, doces e únicos, foi como recebi os teus. Minha mão tímida, passava por teu corpo suave, começando em teu pescoço, descendo por teus seios e acabando brincando em teu umbigo. O desejo era enorme, mas apesar disso, a palavra soou “amo-te calmamente”, ambos nos afastámos trocando olhares tímidos. Despedi-me desta sem beijos, apenas com um adeus, e agora, acordado, relembro o que sinceramente nunca aconteceu.













