Posts Tagged ‘Fazer’
Carta à vida
Olá vida, mando-te esta carta porque o amor teima em não responder, mando-te esta carta porque na verdade quero que sejas a primeira pessoa a ler. Todo este tempo te respeitei e tu pouco mais me deste senão dor, toda essa treta de felicidade, a única que tive foi no amor. És falsa sabias? Só nos iludes com o sucesso, mas ao longo dos anos, tropeço, só consigo ver o inverso. Onde está o envelhecer que todos querem, vida isto nem é viver, contar moeda atrás de moeda, muitos nem moedas têm para comer.
Vida és tão injusta nem forças nos dás para lutar, nem te mexes para ajudar, as pessoas que vês imóveis prestes a fracassar. Onde está a felicidade que todos dizem ser fácil de alcançar? Neste sociedade de dormentes nem os anti-depressivos são capaz de nos curar. Se não dependesse de ti provavelmente já me tinha despedido, não gosto de ti ponto, não preciso de te dar mais algum motivo, tu não crias o mundo.
Obrigado vida por tudo aquilo que não és capaz de fazer, mando-te em correio azul, nem precisas de responder…
Diferença? Todos semelhantes…
Por vezes somos julgados, impõem-nos padrõesPor vezes o próprio padrão, não admite variações
Não somos diferentes, por ser diferente o que vestimos
Porque no fundo somos todos iguais, é igual o que sentimos
Alguns por voarem tão alto, nas nuvens se enraízam
Não voltam, ficam perdidos, e nem a chuva os faz cair
Apenas traz lembrança do sonho que outrora viu partir
Também não é o cabelo, que nós faz sermos diferentes
A diferença está no coração, nos seus componentes e no que sentes
No que fazes, no modo como fazes, e no modo de o fazer
Pois o desejo é comum, amar a humanidade e ajuda-la a crescer
Por isso sonha muito, luta e sê apenas quem tu és
Não te vejas obrigado a mudar, habitua-te no invés
Eu sou quem sou, um ser igual a todos vós
Agora uso a escrita, talvez mais tarde use a voz
Chamam-me Vigilante

Chamam-me Vigilante,
mas eu não sei quem sou,
estou aqui, mas não estou,
não sei quem me colocou,
que se passou?
Chamam-me Vigilante,
mas só vigio as palavras,
na vigília toda a noite,
para saírem as mais raras.
Chamam-me de poeta,
mas poeta não me sinto,
apenas me expresso e confesso,
nas palavras com afinco.
Chamam-me mc,
mas apenas me expresso,
sobre um beat,
para me mostrar mais complexo.
“Gatinho, o que estás aqui a fazer?
Procurei-te por todo o lado, porque te vieste aqui esconder?
Gatinho, o que foste tu dizer?
Não me digas que és Vigilante o meu próprio ser?
Ai, o que estou eu a dizer?
Um gato só fala apenas se o escrever…”
O seu mexer
Só eu sei como ela mexe, só eu a sei fazer mexer
só eu sei como a enlouquece, o meu tocar, o meu gemer
só eu sei sua lida, só eu perfaço a sua inteira vida
só eu trago o labirinto, finalmente com uma saída.
Só tu sabes como te amo
só tu sabes que não te engano
só tu sabes todo o amor que emano
só tu sabes as palavras que derramo
Meu coração é espelho
para ti não há segredo
não tenho medo, receio
amo-te de coração cheio.













