Posts Tagged ‘desilusão’

Março 3rd, 2010

Suicídio Lirical

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Como um boneco de trapos sinto-me ser controlado, manipulado, usado e invertido, já não consigo ter certezas de coisas que para mim não fazem sentido. Sinto um vazio, um sentimento de solidão que não encontra o seu complemento, vejo-me preso a convicções que não possuem qualquer fundamento.

Rasguei palavras,
nesta vida já rasguei o tempo,
furei barreiras e superei-as
para encontrar meu alimento.

Mas o caminho não é certo, talvez seja tão certo como eu ser poeta, que se fodam objectivos que nunca irão cumprir a meta. Choro lágrimas de sangue, todo o meu corpo parece ficar vermelho, tenho medo de me levantar, medo de ver meu ser ao espelho. Como a droga que consome, só pede mais e nada tem, quantas vezes me vejo colado e esperando por algo que nunca vem.

Procurei sonhos, tentei
compreender a vida e errei.
Venci, lutei e perdi
fiz tudo para provar ao mundo
que gosto, do que vivi,
mas nada prova,
e o meu ser comprova,
que venci, lutei e perdi.

060 by JackieJealousy Suicídio LiricalColoquei a poesia numa caixa e decorei-a o melhor que o meu ser sabe fazer, foi o melhor que guardei de todo este meu viver. Olhei as fotos de paixões, de momentos felizes nesta vida, pena que sempre no auge do bem, vem um seguimento de partida. Por várias vezes ouvi ser especial, eu penso ser uma especialidade de merda, se sou tão especial porque só mantenho o que me enerva. Porque é que tudo o que tenho, voa com um vento que não vejo soprar, porque é que tudo o que partiu não ganha uma ânsia de voltar.

O meu coração é um espelho, vivo entre sensações que me prendem ao amor, não peço que entendam o que sinto, apenas peço que não me transmitam dor. Queria ser o ponto central de uma partilha, igual, mágica e inalterável, tudo o que me transmitem é falso, sem esperança e pouco saudável.

Hurt by fantasmica Suicídio LiricalChamam qualidade ao meu dar demais, eu chamo ter a menos, dar tudo nada ter, verem tudo e nada vermos. Tudo o que produzo é efêmero, é vago e será esquecido, à muito tempo que não vejo a luz, à muito tempo que me fugiu o motivo. Porque vida? Porque razão tudo parece errado, mal tenho forças para viver, porque me queres manter acordado.

Quero respostas às perguntas que nunca fiz mas sempre quis saber, quero ver a vontade de viver ser superior à de desaparecer. Quero tocar mais alto, quero sentir o céu me possuir, quero ser mais do que sou, mas menos do que me faz sentir. Quero divagar, quero correr no vento atrás de quem já não está aqui presente, quero morrer e dar o corpo a toda essa minha gente. Porque eu não vivo sem os presentes, os que partirão e os que virão, eu não vivo… No meio de tanta solidão.

Fevereiro 1st, 2010

Uma estrada

7e4c9f1a6de28c022538801e16cf02ca Uma estradaQuantas vezes seguimos uma estrada, cientes que essa mesma nos irá levar a nada, um nada inconsciente, uma baralhada armada, por uma mente não crente,  um passado que não conseguimos tirar da nossa mente, e uma vontade de mostrar o nosso futuro a toda a gente.

Somos passadas de história, momentos de derrota e glória, que definem a nossa pessoa, e tudo o que fazemos, mesmo nos momentos que pensamos ser à toa, é aí que a nossa imaginação voa, e nos torna o ser que seremos.

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