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Novembro 24th, 2009

Doces lábios

Doces lábios, como gostava de vos provar
tenho falta de açúcar, por isso não podes rejeitar
prometo tratar-te bem e não retirar esse teu doce
desde que os tenha por um segundo ou um pouco mais que fosse.

Hoo doces lábios, como gostava de vos ter
guardava-os só para mim, para mais ninguém os ver
repunha todo o doce, dia após dia
pois cada dia tua boca, era uma nova filosofia.

Escreveria em tua boca, uma história de amor
mostrava-te a verdadeira linha, abolindo a tua dor
posso não ser mais que isto, um poeta com um sonho
mas nunca prometo mais do que aquilo que proponho.

Setembro 19th, 2009

O silêncio…

Nasce o gesto, para a anunciação de uma fala
O silêncio soa,
E sua boca, essa, simplesmente cala …
O silêncio fica,
Ninguém explica,
O significado duro da vida, em que habitamos
Porque viemos ao mundo? Porque amamos? O silêncio perdura,
Porque tanta amargura?
Porque será que a vida se apresenta tão dura?
O silêncio perdura.

Tantas questões, tão minutas respostas
Tantas dúvidas, tantas caras mal dispostas
Tanto sofrimento, tanta guerra, tanta dor
Não terá o mundo ser feito pelo amor?

Deus, se existes, prova, a tua existência
Faz algo pelo mundo, prova-nos a tua crença
Nada, nada acontece, nada irá acontecer
Se não podes fazer nada, porque acreditar no teu ser?

O silêncio fica,
Mas porque não o quebrar?
Porque continuar?
Porque enganar?
Se o mundo é para triunfar?

Viemos ao mundo para deixar uma marca do nosso ser
Amamos, por o nosso coração o querer
Amargura? É devido a esta vida dura
Que embora criada com amor, representa a desgraça pura

O silêncio quebrou,
A palavra reinou,
Vigilante voou,
E apenas sua marca ficou

Setembro 19th, 2009

Quem sou eu?

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Quem sou?
Resposta que não consigo dar…
Porque?
Abro a minha boca, mas não consigo falar…

Minha garganta é uma prisão
Que exprime com exatidão
Muitas palavras são em vão
Mas não as guardo no coração

Não…

A liberdade de expressão, serve para expressar
Não há controlo de retenção, é falar até estoirar
O que falo, o que escrevo, obriga o teu ser a ler
O que faço, o que sou, nem eu consigo entender

Quem sou?
Porque aqui estou?
Porque escrevo para ti?
Porque me obrigas a estar aqui?
Será porque não vivo sem ti?

Escrita, amo-te, do fundo do meu coração
Sem ti não era nada, sem ti não tinha opinião
Não tinha certidão, de escritor de sentimentos
E não partilharia contigo todos os nossos momentos.

Tu e eu somos um, sempre o seremos um só ser
Tu e eu, unidos desde o nascer até morrer
Quem sou eu?
Apenas alguém que ama, pelo facto de ser amado.