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Sexta-feira, Setembro 18th, 2009

Ser poeta ou não… Eis a questão!

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Como proferiu William Shakespeare, em – “A tragédia de Hamlet”, <<Ser ou não ser, eis a questão>>, expressão mundialmente conhecida, mas para além disso mundialmente sentida. O que é um poeta? Esse ser filho das palavras, primo das metáforas e anáforas indistintas que articulam um texto que todos tencionam analisar, mas que ninguém tem os instrumentos necessários e precisos para o fazer. Confusos, confusão vai nessa vossa mente, se pensam poder conseguir retirar de um poema os mil sentimentos que cada um encerra, estão enganados, diria mesmo perdidos. Como li uma vez, pela imensa internet – “Um lapso de inspiração e vocês desligam, pois bem tentem ser poetas por minutos e sobrevivam!”, eu alteraria e diria mesmo segundos.

Questionei-me sobre a verdadeira definição da palavra poeta, e a minha procura deu nisto – “Poeta, quem escreve poesia”, se me perguntassem uma definição de vácuo e vazio seria exactamente esta definição, porque é vazio que me traz. Convínhamos poeta é quem escreve poesia? Então cada pessoa, que escreve uns versos será poeta? Uns rabiscos de um aluno do quinto ano no caderno pode ser considerado poesia e posteriormente será esse poeta? Pois bem a definição tem um ponto de verdade, mas um ainda maior de mentira. Na minha sincera opinião todos temos uma costela poeta, mas nem toda a gente nesta vida a descobre, toda a gente precisa de exprimir o que sente de certa forma, mas ninguém exprime da mesma forma do seu vizinho, pois somos todos, mas todos diferentes, não existem pessoas iguais, mas sim pessoas semelhantes.
Mas o verdadeiro ponto disto tudo, advêm da própria definição de poeta. O país tem falta de cultura? A língua portuguesa tem vindo a sofrer uma degradação com o tempo? As escolas já não conseguem motivar para a escrita?
Pois bem, Portugal tem falta de poetas, há quem diga que este tenha poetas a mais, eu digo que poderia ter mais poetas, quem diz poetas diz escritores, se existe uma entidade que ajuda-se esses pequenos poetas. Todos sabem que vivemos numa sociedade de cunhas, sim de cunhas, é triste mas a verdade deve ser dita. Uma sociedade em que toda a gente que tem dinheiro, seja conhecida ou não, tenha algo de interessante e relevante a transmitir ou não, mas consegue ter um livro seu, com publicidade nos mais variados canais de televisão. Não estará algo de mal aqui?
Eu sou uma pessoa que me alimento, digamos com “aspirantes poetas”, pessoas que tal como eu, suam dia após dia sem nunca dar descanso ao cérebro para vos trazer um pouco de nós, um sorriso, um pouco de cultura, o que quer que seja, para vos trazer no fundo o pedaço que pode faltar na vossa vida. Esses, sim esses sim são os verdadeiros poetas. Sempre disse e continuarei a dizer, não me importo de viver no escuro, não me importo de ser poeta apenas de 100 pessoas e para um outro milhão ser pó, sinceramente não me importo porque sejam 10 ou 20, ou mesmo menos, trabalharei para essas pessoas, porque um sorriso vosso, compensa todas as perdas que possa ter. 

A minha deixa é a seguinte, sejam poetas, no escuro ou no claro, porque poeta não desiste, poeta não vive por si, vive para ser alimentado por quem o lê. Poeta, poeta é este nada, que no nada se desvanece, poeta sou eu? Aquele que a sociedade esquece…


Category: Artigos
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