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Terça-feira, Julho 13th, 2010

Se

Se todo o mundo que edificar perante meus olhos desaparecer, desvaneço. Apagam-se meus olhos. Obscurece meu coração. Apaga-se cada palavra. Ofusca-se a emoção, desaparece tudo. O que resta então?

Se tudo o que é real em mim morrer e ficar apenas nada. Se o sol não nascer, para por fim à madrugada. Se me achar sozinho, na noite a viajar a grande estrada. O que resta então? Nada.

Se o total que tenho, dividido for nada. Se realmente caminho sozinho na estrada. Se tudo o que tenho, acabar por desaparecer. Se tudo o que tenho é esta vontade insana de escrever.

Então se for que seja. Se tiver que ser, que seja agora. Eu quero voar. Eu quero escrever e a escrever amar. Eu quero. Eu tenho. Eu desespero. Porque no jardim da minha vida, não gosto de viver em zero.

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Category: Prosa / Prosa Vida
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6 Responses

14 de Julho de 2010
Sérgio

Perfeito como sempre mano.


14 de Julho de 2010
vigilante

Obrigado :)


15 de Julho de 2010
Patricia

Os “se’s” atormentam-nos um pouco , se nos pomos a pensar muito nisso , bloqueiam-nos um pouco o cérebero ahahah O texto está magnifico . Parabéns :D


15 de Julho de 2010
vigilante

Obrigado Patricia :)


1 de Agosto de 2010
Flávia

Parabéns…mais um texto fantástico


1 de Agosto de 2010
vigilante

Muito obrigado Flávia :)