Recuso-me a ouvir « Vigilante, o Poeta Vigilante
Sábado, Setembro 19th, 2009

Recuso-me a ouvir

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Recuso…
Palavras audíveis,
metáforas confusas,
frases previsíveis,
entre infinidades possíveis,
fórmulas intangíveis,
de mentes incríveis,
em momentos inesquecíveis…

Recuso…
Palavras cortadas,
derramadas, mas delicadas,
delineadas, da mente brotadas,
amargamente amontoadas,
de angústias pintadas…

Recuso…
Ouvir o mundo,
imensamente profundo,
moribundo por um segundo,
de um pensamento vagabundo,
oriundo de um filho imundo,
idealizado e fecundo,
em que me afundo…

Recuso…
Recusar…
Viver…
Pensar…

Recuso ter capacidade de viver e de sonhar…


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