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Sexta-feira, Maio 21st, 2010

Pequena Escuridão

Fazia frio. Ela fitava, olhava e pensava e por fim falava.

Que verdade é esta que minha mente vê?
Vejo perguntas sem respostas, não percebo porque.

Fazia frio e a pequena rapariga apenas olhava, inocente do mundo sem perceber o que fitava. Mas dizia.

Gostava de compreender o mundo. Que heresia!
Gostava de me compreender a mim mesma. Que bem me faria!

Era confusa outrora, não percebia o presente. Não questionava a existência, uma razão de ser diferente. Não enumerava o certo, vivia consoante o errado. Não procurava roubar a cadeira, o lugar do eterno sentado. Levantava e levantando procurava. E de tanto procurar falou do que não encontrava.

Quem sou eu? Uma caneta me dá existência
sou o produto de um poeta, sou a sua eloquência.
Quem sou eu afinal? Será o fim da tinta a minha morte
sou apenas a criação, um ser apenas no papel forte.

As questões continuavam. E cada questão sua me faz chorar mais tinta. Eu dou vida, mas muita vida morre ao fim de uma palavra. Muitas pessoas em mim nascem, muitas encontram a mente fechada. Pobre mundo o meu, sou criador e destruidor. Amo cada personagem minha sou curandeiro do amor. Sou a morte em cada palavra, meu deus como é mau o meu destino, criar tantas personagens e acabar escrevendo sozinho…

 

 

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Category: Prosa / Prosa Pessoal
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3 Responses

24 de Maio de 2010
Sérgio Lucas

Adorei Vigilante.
Há muito que não falamos, espero que andes bem mano.
Um Abraço


24 de Maio de 2010
vigilante

Verdade. Eu ando bem mano :D


29 de Maio de 2010

Gostei do texto, diferente…rs.
As vezes fico imaginando o que meus personagens pensam da história que escrevo para eles XD
 
Ps.: Adoro essa música *–*