Passos na chuva « Vigilante, o Poeta Vigilante
Domingo, Setembro 20th, 2009

Passos na chuva

Chovia, a estrada submergia de brilho, reflexão das luzes da cidade, que conquistavam os pingos de chuva e lhes dava existência. Eu aguardava, ansioso pela tua chegada, queria dar-te o brilho que se acha em meus olhos e que somente tu provocas, queria dar-to e colocar-te a brilhar. Queria que pudesses e conseguisses decifrar e ler meus lábios, para perdurar-mos ambos mudos, deixando simplesmente o momento e a circunstância falar e atuar por nós. Queria igualmente, que pudesses estudar meu coração, cada artéria, que inspira e respira amor por ti. Ouve, vê como palpita, vê como o deixas, vê como amplia a sua pulsação assim que te aproximas de mim, vês… Consegues ver, que és tu que provocas tudo isto? É por ti que ele bate, é para te ser oferecido que ele existe.

Aproximaste-te de mim, nenhuma palavra soou, meus lábios e os teus, o momento os juntou. A chuva caía o teu sorriso sorria, minha alma aquecia, contrastando com minha mão fria. Beijei-te, novamente, teria sido antes a primeira vez, não perguntas-te nada, não havia razões de porquês. Apenas o amor entre nós estava presente, e nos fazia agir e fluir, um lote de sentimentos, escondidos e controlados em certos momentos. Agora libertos, num momento apenas teu e meu, a chuva cessou, mas o amor permaneceu…


Category: Prosa / Prosa Amor
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