Vigilante, o Poeta Vigilante
Setembro 19th, 2009

Pequenas palavras do meu coração

Na Rua

A chuva cai, mas não consigo medir sua espessura
O quanto no fundo, esta afunda e profusa
Mente confusa, sem limite, sem compreensão
No meio de tanto disputa, uma alcança meu coração

 

Vinda do céu, como um anjo em plena ascensão
Perfura e completa, minha suprema paixão
Como uma bala perdida na guerra do amor
Como o eterno atingido, morrendo de teu sabor

Fui atingido por ti, minha gota certeira
Apenas tu me molhas, apenas tu sabes a maneira
Fico molhado, apenas contigo minha simples gotinha
Que ao invadir o meu corpo, esta se torna molhadinha

Apenas tu e só tu, solitária como eu
Podes ser minha Julieta, que por ti sou o Romeu
A chuva cai em mim, mas apenas tu me moves
Suave e fria, mas mesmo assim me comoves

Tu és a gota escolhida para a minha constipação
Aquela bala perdida que fere, meu coração
Por ti abro o céu, para te sentires especial
Por ti convenço o sol a trazer um temporal

És uma num milhão, mas única para um ser
Aquele que te dá valor, que por ti era capaz de morrer
Esse ser sou eu, e tu gota és a minha vida
Sem mim, não existias, serias uma gota à deriva

Agora que te encontrei, quero sentir-te perto
És apenas uma gota, mas alimentas um deserto
O meu, o deserto que é a minha vida
Foste tu que deste a água para limpar a minha ferida

Aberta e exposta por gotas sem coração
Que desconhecendo o amor, enveredam na traição
Que caiam agora, sós! Que embatam forte no chão
Para verem qual a dor, de quebrar o coração

Não tenho pena de vocês, tenho antes de mim
Já sofri muito, mas contigo renasci assim
Com o teu nome cravado: Joana Filipa
És a gota vencedora, a que venceu a despica

Minha pequenita, tudo isto é só para ti
A mais perfeitinha, mais especial que conheci
Por ti movo montanhas, transformo a distância num caminho
Contigo a meu lado, não o caminho mais sozinho

Meu ser, meu calor frio, és tudo
Obrigado por teres, elevado meu ser lá do fundo
Meu ser perfeito, como tu nunca vi
Quero gritar ao mundo que foste a gota que escolhi

Com frio e à chuva eu te escrevo esta dedicatória
Só por ti, estas palavras são em tua glória
Meu corpo treme o papel fica molhado
A caneta perde tinta e tenho meu coração gelado

Meu corpo fraqueja, está meio dormitando
Talvez tudo seja um sonho, se calhar tou sonhando
Preciso de calor, aqui, sinto-me a morrer
Preciso de teu abraço, de ti, para me aquecer

Qual a minha? Devo ser maluco para aqui estar
Mas queria sentir tudo isto, para te poder contar
Como é sentir o frio, como é estar a morrer
Como é chegar à cama e o calor me renascer

Sou um poeta louco, é como agora me sinto
Tanto frio… E a chuva, molha não minto
Não aguento mais… Vou ao encontro do calor
E continuar a escrever, para ti amor

Na Cama

Tou deitado na cama, é bom sentir o quente
Por momentos tive medo, de morrer derrepente
Não por mim, mas pelo que escrevi para ti
Tinha medo de perder o que senti e vi

Tinha medo que meu esforço por ti, tivesse sido em vão
Que perdesse pequenas palavras do meu coração
Como é bom o calor, escrever imaginando-te a meu lado
Contigo no pensamento, posso adormecer descansado

Não tenho medo de dormir ou estar acordado
Porque sei que estarás sempre aqui do meu lado
Hoje, amanhã e para todo o nosso sempre
Quero provar nosso amor mágico para ti e toda a gente

Estou cansado, preciso de parar e sonhar
Contigo a meu lado, para sempre me amar

Minha gota…

Caminho de Casa

Caminho sozinho nesta rua sombria
Com tão tarde que é, consigo ver a luz do dia
São oito da manhã, um novo ano até nós chegou
Dar vida e luz ao ano que por nos passou

Na rua vejo água, da chuva que caiu
Que deixou as gotas, pegou malas e partiu
Sinto a tua falta, uma voz do meu lado
Que me traz à realidade, quando estou alucinado

Apaixonado, esse é o meu estado

Meu coração e teu, no mesmo espaço alojado
Preciso ver o teu sorriso, para fazer o meu brilhar
Preciso de ver mais do teu ser, o que esconde teu olhar

Será que este, esconde linhas de paixão?
Guardadas no coração, para serem libertas na devida ocasião
Esta paixão sem limite, que não consigo conter
Este medo constante, medo de te perder

Para os braços de outro eu
Ver partir para outro, aquilo que outrora fora meu
Amo-te e grito ao mundo o que sinto
E que venha o primeiro, dizer que em palavras minto

As gotas caem, será que alguma terá teu rosto
Estará alguma reservada para mim, era suposto
Essa gota, eras tu e mais ninguém
Quero oferecer-me a ti, fazer de ti mãe

Este sentimento calmo, é difícil de conter
Estas palavras não escondem, é impossível esconder
Que te amo loucamente, digo a ti e toda a gente
És tu que estás em mim, tu que ocupas minha mente

Casa

Já em casa, agora penso se vou dormir
Daqui a nada estarei acordado, para partir
Novamente, para longe de ti
Mas prometo mais logo, estar aqui

Tenho saudades da minha menina especial
Esse teu poder fenomenal, em mim é fatal
Consegues perceber o quanto sinto a tua ausência
És tu que me fazes andar, és tu minha vivência

Sem ti dias de tempestade não soltam uma gota
E em dias de sol, esta se encontra solta
Apenas queria demonstrar, que te amo a qualquer hora
Não sou daqueles, de usar ou deitar fora

Amor vou dormir, já estou meio dormente
Apenas escrevi para mostrar que te amo a toda a gente.

Em Casa

Acordei duas horas depois, mas o sono permanece
Em me deixar cansado e esgotado, este investe
Preciso do teu beijo, para poder renascer
Preciso de ti a meu lado, preciso de apenas te ver

Doeu a ausência? Lembras-te minha existência?
E contra as saudades? Lutas-te com persistência?
Amo-te sabias? Um novo ano chegou
O nosso ano, nossa vida começou

Agora somos dois no mesmo livro da vida
Muitas páginas, mas apenas uma saída
A saída da felicidade, entre tu e eu
Quero descobrir teu mundo, desvendar tudo o que é teu

Quero ouvir de tua boca, as palavras de dor
Quero partilhar contigo as consonâncias do amor
Ontem embriaguei-me de teu pensamento
Não me esqueci de ti, por nenhum momento

Se tinhas medo digo, que nada se passou
Meu coração ama-te e meu ser não te deixou
É meio dia e pouco tempo passou
Desde que o novo ano até nós chegou

Princesa, estava novamente com algo a te dizer
Como por exemplo: Te amo até morrer.

No Carro

Já estou perto de chegar, onde me esperas
Minha donzela perfeita, de saudades desesperas
Tu e eu, e penso que toda a gente
Pois quando se ama, sentimos falta da pessoa ausente

Quando se ama com o coração e se ama com a razão
O amor é verdadeiro, pois ninguém destrói esta união
Olho o espelho do carro, tudo está envolto em nevoeiro
Incerteza profunda, no primeiro dia de Janeiro

Que estarás fazendo, agora que escrevo para ti
Estarás sentindo a sintonia, e pensando em mim
Denoto que tua ausência solta minha veia de escritor
É nestas alturas que mostro o mais lindo amor

Não sou poeta ou escritor mas escrevo por ti
Obrigado por me amares, obrigado porque te conheci
Sempre foste a pessoa que eu sempre quis ter
Mas para se ser feliz primeiro temos que sofrer

O mesmo acho que a ti te aconteceu
Chegou a altura de sermos felizes tu e eu
Cheguei amor, vou agora te contactar
Pois acho que tenho umas palavritas a te mostrar.

Setembro 19th, 2009

Amor

O amor é tão forte, tão intenso, tão arrebatador, de certo modo tão doce, que o açúcar se envergonha, tão mágico, tão natural, tão certo e incerto, tão longe e tão perto, o amor, esse amor é meu, é o amor que temos, aquele amor forte, que me deixa sem palavras, que me faz ficar mudo, mesmo tendo tanto para dizer… Este amor.

O seu toque paralisa-me, hipnotiza-me e controla-me. Torna-me seu e de um momento para o outro, perco tudo o que era, tudo o que possuía como meu. Esse meu torna-se nós e é aí que nasce a magia, não posso dizer muito, apenas que te amo mais que poesia.

Setembro 19th, 2009

Desejo carnalmente parvo

Acordas, e ao olhares para o outro lado da cama denotas que esta já se encontra vazia e que a tua namorada já partiu para o trabalho. Olhas para a mesa de cabeceira e pegas num bilhete que diz “Saí mais cedo para o trabalho, espero que tenhas um dia ótimo, amo-te demasiado“. Pousas o bilhete sorridente e desces ao piso inferior para tomar o pequeno almoço e nas escadas pensas no quanto a tua namorada te dá e no quanto a amas.

Chegado à cozinha és interrompido por um toque de campainha, apressas-te a chegar à porta e ao abrir vês que é a tua secretária, que diz querer falar contigo e acabas por convida-la para tomar o pequeno almoço. Durante o pequeno almoço, esta faz tudo para conseguir ter um pouco de ti, roça a perna, sobe a saia, e a tua carne fraca acaba por apodrecer e cair no jogo dela. Tu e ela no sofá, agora só pensas nela e nada do que ela faça, nada do que ela diga te fará lembrar a pessoa que está a trabalhar para te sustentar e para fazer a vossa relação possível. Essa pessoa morreu para dar lugar a uma simples relação carnal e sem significado.

Ela sai consolada e na saída acompanha-la à porta distribuindo mais um beijo. Chegada a tua namorada a casa, esta pergunta como havia sido o teu dia. Respondes que foi normal, embora com muito trabalho. Ela sorri e diz que te ama. E tu retribuis.

Serão todos tão fúteis, ou acharão que algo aqui está mal?

Na verdade está, mas a nossa sociedade é meio isto, fútil, fraca ao ponto de ceder a instintos carnais e de puro sexo. A nossa sociedade é parva ao ponto de trocar o amor, por isto… Quem está correto? Esta mente fechada, ou a vossa mente demasiado aberta?

Setembro 19th, 2009

Desejo

Desejo-te de uma forma que nunca ninguém ousou desejar, e desejando, desejo para sempre te amar. Desejo ser o ombro em quem encostas e choras, e chorando, mostras o quanto me amas. Desejo ser o beijo que toca teu rosto antes de adormecer, e adormecendo a teu lado direi, “Te amo até morrer

Setembro 19th, 2009

Fruto Proibido

Angustiada, perdida assim estava, esperando por alguém que ansiava, que tirasse a última carta, uma pessoa que não chegava.

Assim estava, sem rumo no fundo, perdida no meu mundo, onde ninguém entrava nem que fosse para tirar o último trunfo, de um jogo viciante, que me vicia assim que o tento compreender, que me agarra e me prende, de uma forma estranha de ser mulher.

Ele abusa do jogo, e joga com cartas que não entendo, e eu… vou vivendo, contradizendo o que vou vendo, porque sei sabendo que mesmo não querendo o que digo dizendo, meus olhos mostram que o desejo.

É insaciável, no fundo é proibido, mas é também verdade quando dizem que este é o mais apetecido.