Vigilante, o Poeta Vigilante
Março 29th, 2012

A poesia perdeu uma das suas páginas

livraria de poesia fecha portas

O lead da notícia do público que me leva a escrever hoje é a seguinte:

Lisboa perdeu a sua única livraria exclusivamente dedicada à poesia. Lisboa e o país. A Poesia Incompleta era caso sem-par em Portugal até hoje, terça-feira, dia em que fechou as portas. O proprietário, Mário Guerra, admite reabrir num outro espaço, mas não consegue esconder a profunda desilusão com o rumo do país. Podem ler a notícia na integra no público.

Portugal é um país de poetas que não lê poesia, segundo várias editoras e livreiros a venda de poesia têm vindo a aumentar, mas este é o género literário com o número mais baixo de vendas. Relembro um artigo publicado em Março de 2010 no DN onde Mário Guerra, proprietário da livraria Poesia Incompleta afirmava que “passa muitos dias sem vender livro nenhum” e ainda que ”se lê, se fala ou se compra poesia de forma superficial, porque as pessoas não têm coragem de assumir que não lhes interessa“.

Com o fecho desta livraria perdeu-se um pedaço de história e igualmente um pedaço em cada amante de poesia. As pessoas cada vez mais procuram entretenimento, um entretenimento efémero e que não obrigue ao pensamento e à divagação em que a poesia nos afoga. Por outro lado as editoras parecem viver cada vez mais focadas em cifrões e não em pessoas, procurando cada vez mais promover os seus “besta-sellers” que inundam as prateleiras de futilidades. As editoras na sua generalidade pouco ou nada investem em poesia, a poesia não vende e o ciclo renova-se.

Amanhã, a PI fechará portas.
Espera-se que as reabra em breve, num novo local.
Este foi o comentário que deu origem a este notícia e que foi publicado no blog oficial da Poesia Incompleta. Resta-nos acreditar que esta possa voltar a abrir num novo espaço, com uma nova vida e que o público saiba lhe dar o seu devido valor. É ainda de salientar livrarias como a Poetria no Porto que conseguem manter viva a poesia e o teatro desde 2003, contra todas as adversidades que um país como Portugal coloca… 
Março 22nd, 2012

Comemorar a vida

comemorar a vidaPorque? Porque razão e sem noção nos invade a apatia. Porque razão, nos imunda de um sentimento de impossibilidade quando na verdade tudo é possível. Como fazes vida para nos oferecer tudo e de um momento para o outro nos retirares a perspicácia para perceber o que temos e a sorte que temos em o ter.  Como fazes?

Deveríamos comemorar a vida, mas parecemos tão ocupados com o que não temos que esquecemos de valorizar tudo o que nos pertence. Tudo o que lutámos por ter e tudo o que ainda se encontra ao nosso alcance. Temos todo um mundo e uma vida à nossa frente e à distância de um gesto. De uma ação e quem sabe de uma atitude.

Comemorar a vida é essencial como essencial é viver, como essencial é saber e como essencial é aprender. Viver por viver só se resume a uma passagem e querer sem ter é realidade e não miragem…

Março 15th, 2012

Viver assim para sempre

casal romântico

A vida é como um livro em constante formação. Um agregado de palavras que formam frases e descrevem vivências que a vida nos proporciona. A vida não é estática, tudo muda. As coisas por vezes mudam a um ritmo alucinado quase impossível de acompanhar. Mas cabe a nós fazer com que certos momentos se tornem estáticos e ao contrário do ritmo alucinado e ao mesmo tempo efémero da vida, nos marquem e continuem a marcar diariamente.

Uma dessas coisas é o amor e a pessoa que amamos. O amor é como um carrossel, deixa-nos tontos, e ao mesmo tempo completamente cientes da inocência que este carrega. Será possível tornar o amor estático? Será possível viver um amor incondicional que nos faça amar para além da própria denominação da palavra.

Amar-te como te amo é como uma certeza que escrevo no meu livro a tinta forte que nem a água ou o vento consegue danificar. Assim vejo o amor. Um amor incondicional que sinto por ti.

Por vezes vivemos a vida demasiado rápido, sem nos determos nos pormenores que fazem toda a diferença. Por vezes não conseguimos ver que a vida permanece lá por mais que tentemos correr mais rapidamente que a mesma.

Viver para sempre neste ritmo frenético é como querer tudo e não conseguir atingir nada. É um desafio dia após dia. É querer ser tudo e estar em todo o lugar e não conseguir superar metade dos desafios. É querer ser tudo e fazer tudo e acabar por fazer apenas um pouco de cada coisa, enquanto se podia fazer tanto apenas de uma. Neste ritmo frenético que é a vida por vezes esquecemos de nos olhar a nós próprios. De olhar o que nos rodeia. De apreciar o que o que nos rodeia pode proporcionar e sobretudo de amar. Amar as pequenas coisas e conseguir tornar essas mesmas coisas em coisas muito maiores do que são na realidade.

Cabe a cada um de nós criar os nosso sonhos e ir atrás dos mesmos, mas com a calma de quem procura e com a calma de quem um dia irá atingir. A vida acaba para todos, para uns mais rápido, para outros de forma mais lenta e quando damos por nós percebemos que toda uma vida passou e que não conseguimos aproveitar os pequenos momentos

Março 10th, 2012

Um mini doutor amor

As pessoas sempre tiveram necessidade de classificar as pessoas em alcunhas mediante o que os outros fazem. Faz-me lembrar a necessidade incessante de um casal em encontrar o nome para o seu filho que chegará ao mundo após 9 meses. Por mais que tenhas um bom nome de nascença este nunca irá sobressair perante a tua alcunha, mais pessoal e segundo os teus amigos e desconhecidos mais aproximada da realidade.

por do sol

Geralmente sou apelidado pelo meu próprio nome ou por Vigilante, tal e qual como sou conhecido nos meus projetos online e offline. Mesmo assim há quem me trate segundo o trabalho que faço no meu site de amor e relacionamentos o Sentimento Calmo, e são estas pessoas que me fazem parecer um mini doutor do amor.

São essas mesmas pessoas que me fazem parecer um guru do amor, coisa que não sou, apenas sou mais informado do que a maioria da população no que toca a grandes partes dos assuntos. Quando leem os meus artigos de cariz adulto na secção de sexualidade a história ainda se torna mais caricata. Passo a ser um mini sexólogo, pronto a explorar todos os limites do prazer e a desvendar os segredos e confusões da própria raça humana.

amorSe não tivesse namorada, que por sinal amo para além da própria força da palavra, talvez fosse interessante receber esta denominação. Seria visto como um guru da coisa, e como um bom pescador não faltariam peixinhos na rede. Mas na verdade nunca fui pescador e enjoa-me a ideia de andar de rabo em rabo de pescada e muito mais a ideia de comer vezes sem conta marisco estragado. Muitos deveriam saber o que é amor incondicional.

Sou apenas um interessado em entender o amor e sobretudo entender o ser humano e as suas atitudes completamente irrefletidas no que toca a este sentimento. Conhecer a magia das coisas e sobretudo ajudar as outras pessoas a conhecer o mesmo que eu. Ajudar as pessoas a melhorar a sua relação e a conhecerem na sua totalidade a palavra amor e o que esta abarca.

O amor não é uma questão de saber mais que… Mas de tentar fazer mais que… Hoje, amanhã e numa imensidade de dias. Provar diariamente que se ama. Procurar diariamente aprender mais para ser cada vez melhor no que se faz. Perceber o porque das coisas para agir da melhor forma. E ir ao fundo da questão para procurar atingir o máximo de prazer.

O sentimento calmo é isto e este é o mini doutor amor.

Março 7th, 2012

Erotismo em letras

erotismo em letras

Sinto mais que desejo, quando penso mais em ti, por palavras que não profiro, não esqueço o que sinto por ti. Por entre tempestades de vontade uma nova vida em ti semeei, por tormentos de maldade que eu nunca experimentei. Em labirintos de persuasão onde tento encontrar uma saída, onde me perco e me deixo descoberto para os enredos desta vida.

Em palavras te enredo numa teia de persuasão, em palavras te mostro o caminho do meu coração. Em sentimentos que transmito solto um grito que me leva a ti, em cada palavra um desejo, um desejo de te desejar a ti.

O amor é intenso, como intensas são as palavras que fruem do meu pensar, como perfeito é te ter e como perfeito é te amar. Em palavras me afogo, como me afogo em meu escrever, como me delicio em teu corpo e em tudo o que tem para oferecer. Escrevo por simples palavras o que não consegue ser descrito, o que apenas consegue ser vivido. Vivido para além das palavras, para além dos sentimentos que a tua presença é capaz de nutrir. Para além das palavras que este poeta consegue construir. Para além de mim e da minha essência, para além de mim e da minha própria consciência.