Por entre palavras calmas

Por entre palavras calmas não me consigo encontrar, sinto-me perdido num mar de palavras, no qual não sei navegar. Nas palavras que me formam, perco-me no toque da sua essência e encontro-me de modo incessante no fundo da minha consciência. Perco-me novamente, como se fosse próprio de mim nunca me encontrar, ou simplesmente ignorar completamente a força que me faz andar.
Vivo em palavras e apenas em palavras eu me sei perder, construindo vários castelos para um dia me poder esconder. Quero viver em palavras, mas por vezes não sei o que dizer, as palavras parecem sumir-se à medida que as tento escrever. O papel fica em branco e as palavras deambulam à minha frente, escrevo na esperança de igualdade e obtenho um resultado diferente.
Rendo-me em palavras e sem palavras não o poderia fazer, com as palavras crio pensamentos que muitos outros irão ler. Sem palavras muito falta, falta até me completar, falta descrever quem eu sou e uma forma de me encontrar. Com os passos que descrevo e que vou marcando o caminho, deixo palavras para trás para nunca me sentir sozinho e há medida que o faço, vou sendo um pouco mais eu, vou procurando ser poeta que nas palavras morreu.
Pitas emancipadas e violações (Atualizado)

Hoje em dia são debatidos tantos assuntos completamente sem importância e muitos outros totalmente pertinentes acabam por ser esquecidos. O assunto que me traz aqui hoje não é nada mais do que o que considero ser o crescimento exacerbado de raparigas com uma mentalidade de ervilha que procuram insaciavelmente por se tornarem mulheres fisicamente e descurando a parte mental… E também de violações…
Nada é mais vulgar atualmente do que ver uma “criança” dos seus 12 ou 13 anos e já não refiro idades inferiores a isto, com o cigarrinho nas unhas. Como referi isso é já totalmente vulgar e já foi referido no meu artigo “Onde paira a juventude“, razão pela qual não me irei alongar nesse campo.
O assunto que verdadeiramente quero focar é o facto que as crianças de hoje cada vez mais querem saltar a adolescência e passar para uma fase adulta. Quando isto sucede coloca-se um grande problema, visto que a evolução apenas se processa a nível físico e da aparência e não a nível mental, porque é puramente impossível uma criança saber pensar como um adulto ou julgar sequer as suas atitudes e as repercussões que estas podem ter.
A culpa não é apenas das crianças mas também dos pais que muitas vezes ignoram como as suas filhas se vestem, já nem falo naqueles que incentivam as mesmas a vestirem-se como umas autênticas “prostitutas de miniatura“. As crianças devem vestir-se como crianças e comportar-se como tal, ou como jovens adolescentes que são, nunca como umas mulherzinhas prontos para iniciar a sua vida sexual e a enredarem numa rede de vícios com os quais nunca tiveram contacto na vida e que apenas querem ter porque a sua geração lhe faz crer que são “fixe“.
Tudo piorou com a introdução das redes sociais. Os pais já não tinham controlo sobre as suas filhas antes, mas tudo se processava a um nível local. Com a introdução das redes sociais e com a sua utilização por parte de crianças que não conhecem os seus riscos potenciais, o nível local passou a nacional e quem sabe até mundial!
Depressa começou a febre das garotas pequenas em colocar fotos menos próprias nas grandes redes sociais como o hi5 e o mais utilizado atualmente o facebook. Não conhecem sequer os perigos que uma ação como esta acarreta, mas mesmo assim continuam a fazê-lo.
Depois ouve-se falar em violações e no aumento que se tem verificado, o que nos leva a pensar de vários pontos de vista esta questão.
Serão as violações todas fruto de um bando de tarados que tem vindo a crescer? Ou serão grande parte provocados por uma crescente exposição e provocação por parte das raparigas? Não serão muitas delas também inventadas?
Não acredito que os tarados tenham vindo a aumentar, porque sempre existiram. Acredito que muitas vezes a violação é causada por culpa da própria rapariga, porque muitas vezes a relação é consentida e a rapariga é que provoca e quer a relação e depois usa-a para alegar uma violação (casos assim têm crescido a um ritmo alarmante ). Mas sabemos que isso não acontece em todos os casos e seria triste afirmar que a culpa é inteiramente delas porque não é, mas é verdade também que muitas vezes acontece porque cada vez mais as raparigas tendem a provocar o homem e a agir e vestir-se como verdadeiras mulheres que ainda nem atingiram a adolescência.
Também não acredito em grande parte das violações que são relatadas. Acredito em pessoas simples, sem grandes posses e sem ostentação de grandezas. Não me pretendo estender muito mais dentro deste assunto, gostava apenas de vos deixar a pensar no que aqui foi debatido, talvez para certas pessoas sirva como um “abre olhos“, porque nunca é tarde perguntar:
A tua mãe sabe que és assim tão puta?
O artigo tem causado muita controvérsia porque metade das pessoas não perceberam o que eu queria transmitir e isso é compreensível. Não estou a colocar a culpa das violações nas raparigas, estou apenas a tentar alertar as mesmas para criarem uma atitude diferente perante a vida e para não tentarem ser o que não são. As violações existem e são uma tristeza, mas serve também abrir algumas cabeças e pensar se muitas vezes os nossos comportamentos de risco não as poderão também causar. Pensem nisso nesta noite de passagem de ano!
A minha paixão por carros

Sou completamente viciado em carros! Qualquer pessoa que me conhece sabe isso. Infelizmente não tenho dinheiro para comprar um e tenho de me contentar com conduzir o carro do pai, que toda a gente sabe que não é a mesma coisa. Não existe nada melhor que o sabor de termos algo verdadeiramente nosso e sobretudo se puder ser pago com o nosso próprio dinheiro. Infelizmente não tenho essa possibilidade.
Sou viciado, mas é um vicio bom. Um vício controlado. Um vício consciente de que provavelmente muitos dos meus sonhos no que toca a carros serão apenas sonhos e nunca conseguirei transportar parte deles para a realidade. Sou aquela pessoa que para na rua para apreciar um carro. A pessoa que vai na rua com alguém e de longe já está a ouvir um carro que faz mais barulho e a esperar impacientemente que este apareça.
Sou um apreciador nato de modificações quando estas são bem feitas. Sou fan de luxo e não de plásticos ambulantes com 4 rodas. Tenho várias paixões e apeteceu-me escrever um bocado sobre uma dela para vocês. Por hoje fico-me por aqui, a minha constipação e dor de cabeça não me permite alargar muito mais o assunto. Se não nos virmos até lá, uma excelente passagem de ano para todos!
Portalegre uma nova vida
Há muito tempo que não vos falo da minha vida pessoal, não é que seja totalmente interessante ou de muito fascinante, mas decidi partilhar na mesma. Como alguns de vocês devem saber entrei na Escola Superior de Educação de Portalegre, ou “trocando por miúdos”, não ao estilo do Michael Jackson claro, entrei na Universidade de Portalegre, no curso de Jornalismo e Comunicação.
Não posso garantir que esse fosse o meu grande sonho, talvez fosse entrar num curso de escrita criativa, mas o mundo em que vivemos atualmente, não permite que alguém viva exclusivamente do seu prazer pela escrita. Os contos de fadas acabaram há algum tempo e também já há algum tempo que as pessoas não dão valor nenhum às palavras.
Muita coisa mudou com a minha ida para Portalegre. Inicialmente pensei que me iria mudar de um sítio completamente morto para um ainda pior, mas a verdade é que existe muita vida para além daquelas ruas onde já pisaram muitas vidas. Nem toda a vida é palpável. Em Portalegre encontrei também uma pessoa que me fez pensar em toda a minha vida e na minha actual relação que terminou. Atualmente namoro essa mesma pessoa e depois de curar todas as feridas que as várias pedras que me foram atiradas, posso garantir que fiz a melhor escolha.
A vida é feita de escolhas e quando fazemos uma. por mais certa que essa mesma escolha nos possa parecer, nunca será totalmente correta para outra pessoa. A nossa felicidade será sempre a infelicidade de alguém e isso é um risco a correr.
Mas devemos acima de tudo orgulhar-mo-nos das escolhas que fazemos e defender essas mesmas escolhas. Sou feliz com a escolha que fiz, com a ideia de formar uma vida com quem me faz feliz e realmente me dá valor como nunca deram. Esse mesmo amor, eu respiro em cada palavra e transmito a cada gesto e foi descoberto em Portalegre. Isto tudo para dizer aos mais curiosos que não tenho medo de perguntas. Não tenho medo das pedras, porque cada uma das que me atiram irá servir para construir o meu caminho para a felicidade, embora concorde que não existe caminho para a felicidade e que a própria felicidade seja o caminho.
Posso também dizer que as coisas na universidade estão a correr bem. As disciplinas não são totalmente interessantes mas também não são completamente chatas. A única coisa que não gosto é a quantidade de trabalhos de grupo que temos e o facto de querer trabalhar e fazer um bom trabalho e ter de levar com pessoas que não sabem o que andam ali a fazer e que apenas me fazem ter notas abaixo das minhas capacidades. Mas parece que o nosso mundo ignorante é assim e apenas tenho de aprender a levar com isso.
Bem, não vos quero maçar mais, apenas queria partilhar com vocês alguns dos acontecimentos mais recentes na minha vida. Estamos perto do natal, por isso aproveito para desejar a todos um bom natal, com tudo o que desejam.













