Opinião: A força da Palavra

Recentes acontecimentos que decorreram na minha vida e a leitura de um livro intitulado de “Carteiro” de Pablo Neruda, obrigaram-me a refletir as palavras na sua globalidade e o seu puder nas pessoas. É normal aquando um desentendimento se disser que “A violência não resolve nada, e para falarem em vez de se baterem”, na verdade e na minha opinião a violência é a escapatória para as pessoas fracas que não sabem ou conseguem usar a palavra a seu favor.
Uma outra situação onde está bem patente o uso da palavra é em situações de burla, mas aqui, e ao contrário do que acontece na violência, as palavras são usadas na vertente de maior força, mostrando que a melhor arma hoje em dia para persuasão é mesmo as palavras e os discursos que com elas formamos, visto que caso seja bom, consegue convencer qualquer pessoa, mesmo no fundo estando este errado. E por fim, não querendo dizer que a força das palavras se resume apenas a estes três pontos, algo chamado de amor.
Os poetas e escritores em geral, falam de modo diferente, apresentam uma maneira de pensar diferente e por vezes suas palavras não são entendidas da melhor maneira, porque devia á sua complexidade são interpretadas pelo interprete de um modo diferente ao originalmente transmitido. Pelo minha experiência posso garantir que pelo facto deste teram uma necessidade de fala e escrita que estes possuem mais facilidade em impressionar raparigas, porque têm uma força quase máximo quando falam. Mas não podemos nos iludir, porque como diz Neruda no seu livro, tudo pode não passar de fogo de artíficio, isto é o seu discurso pode até ser cheio de metáforas e lindas palavras, mas acaba por nenhuma ser sentida, ser verdadeira, e aí, na minha opinião vale zero. No fundo temos atentos ás palavras para sas saborear-mos mas também para perceber-mos a sua função e objectivo, sobretudo o seu objectivo. Sejam verdadeiros no seu uso, e ao usarem as palavras, não esqueçam o poder que estas têem.













