Se fecho os olhos para sempre « Vigilante, o Poeta Vigilante
Domingo, Setembro 20th, 2009

Se fecho os olhos para sempre

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Pressiono play, mas não um incompleto play, um play à minha vida, um existir à minha existência, uma incitação ao meu intelecto, um molde de subsistir. A melodia invade meu ouvir, segue meu corpo até tocar meu coração, tal como tu o fazes. Esta aviva-me para cerrar meus olhos, e para arriscar entender o que sucede, e na verdade a resposta é fantástica. A melodia continua a soar em meus ouvidos, mas no mar das suas notas traz consigo imagens, imagens de ti, imagens perfeitas que o meu intelecto intelectualiza. Abro os olhos, as imagens desaparecem, e então fico assim, de olhos cerrados, de mente aberta, de coração estendido ao teu amor.

Que bom é ouvir as notas que me levam na direção do teu coração, que bom navegar nas notas que formam o instrumento que é o teu corpo. Que bom afundar nele e dar-lhe música. Que bom poder ser a melodia que te desperta e te dá vida.

Abri os olhos e segui a sua linha musical, para ver onde me levava, na esperança que me levasse a teu encontro. Percorri a pé desertos, nadei sobre o mar, escalei até há mais alta montanha, e nela estavas tu, sentada sobre um banco num lindo jardim. Aproximei-me de ti, mas a música estava cada vez mais baixa, quase inaudível. Quando me aproximei de ti, quando ia para te tocar, tu desapareceste… Foi aí que vi que fiquei sem pilhas, vida injusta…


Category: Prosa / Prosa Vida
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