Morrendo como todos (2) « Vigilante, o Poeta Vigilante
Sexta-feira, Setembro 18th, 2009

Morrendo como todos (2)

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Ao fundo vejo uma luz, mas esta não me ilumina, ofuscada com mente rebuscada que recrimina. Hó luz incerta, porque brilhas sem te poder ver, minhas lágrimas são de sangue, já não tenho lágrimas para verter.

Ao fundo vejo um caminho, mas tenho medo do atravessar, os espinhos que este ostenta são demasiado grandes para alguém tentar ultrapassar. Ai vida porque tudo tem de ser assim, o que te devo? Diz-me! O que precisas de mim…

Ao fundo vejo a esperança, e quem corre sempre alcança, mas mesmo lhe tocando, é o meu sonho que vai sonhando, porque para grandes sonhos, nem mesmo com esperança se vai ganhando.

Ao fundo vejo a mágoa, que me tenta persuadir, será que hei-de continuar com uma vontade de desistir. Ai vida, porque és tão injusta… porque me dás sem sentir o sabor, será por ter demais, ou por querer dar demais amor…


Category: Desabafos
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