Maratona Poética – Todos os poemas « Vigilante, o Poeta Vigilante
Sábado, Setembro 19th, 2009

Maratona Poética – Todos os poemas

O que é a maratona poética?

Maratona Poética, foi uma ideia que tive neste blog, tanto para aumentar a minha produtividade, mas também para aumentar o número de comentários e interatividade neste blog. A ideia era eu escrever um poema e a primeira pessoa a comentar escolhia o tema para eu escrever no dia seguinte. E isto decorria durante dias.

Poemas da Maratona Poética

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Pego numa caneta, e com ela escrevo magia
Palavras agregadas, que na junção dão poesia
Escrita libertadora, o papel é minha testemunha
Nele escrevia versos, riscava e sobrepunha

Na minha unha, opunha um risco que supunha
Ser o risco da vida da qual eu dispunha
Riscava letras, que inferiorizavam palavras
Palavras que destruíam versos, por não serem bem elaboradas

Riscava quadras, que destruíam um poema
Este sistema é um problema, vou tentar escrever em esquema
Olhava para o caderno, que apenas tinha desenhos
Desenhados e aperfeiçoados, durante vários anos

Era suposto isto ser um poema? Só vejo risquinhos
Em versos que deveriam levar a poemas perfeitinhos
Mas não, a escrita virou um quadro de picasso
E eu pintor de papel fui quem deu o último passo.

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Sempre aprendi e apreendi que a liberdade é relativa
Que as decisões da decisão, se fazem de uma forma pouco decidida
A liberdade acaba onde a dos outros se inicia
A liberdade tem limites que a própria razão desconhecia

Para que serve a liberdade se não houver a sua expressão
Para que serve o amor se não tivermos coração
Para que serve a prisão se depois não houver libertação
E para que serve a discussão se no fim não houver perdão

A liberdade surgiu aquando o nosso nascimento
A vida é tão leve que se afasta com o vento
Poucas palavras partilhadas na flor de um momento
Se não tens um relógio não esperes poder mudar o tempo

Liberdade repara como a tua é precária
Repara que na prisão esta é mais que desnecessária
Repara que a divisão li-berdade abala
Que a verdade a li com liberdade escala

Liberdade…

Sopra um silêncio que a liberdade não move
Minha boca solta palavras que a própria caneta comove
Envolvo liberdade nas palavras que transcrevo
É por precisar de a sentir, que eu próprio me escrevo
Liberdade é a minha capacidade de improvisação
Que motiva e cativa a tua falta de atenção
Que te torna vigilante e te envolve no meu mundo
Que desperta e liberta tua liberdade lá do fundo.

Um rosto oculta mil faces ocultas num sorriso
A falsidade involuntária, pisa o piso, sem qualquer aviso
Ao fundo vês um friso, impreciso e pouco conciso
Mas mesmo assim o segues, iludido pelo paraíso
Quantas vezes mentes, com medo de uma verdade
Já não existes à tanto tempo que até causa saudade
O teu ser não é 1, mas um universo multifacetado
O caminho era tortuoso e tu atravessaste a nado
Porque mentes, porque enganas o que sentes
Porque és mais que tu, várias caras diferentes
Porque escondes o que fazes, nas costas de quem amas
Porque não ganhas coragem para confessar que também te enganas

 

Porque sorris quando na verdade queres chorar
O teu mundo é tão grande, não precisas de te isolar
Larga a falsidade, e volta ao que é o teu único eu
Aquele que escondes e ninguém nunca conheceu.

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Sentada e só, pensava em quem eu amava
Quem queria que me encontra-se e não me encontrava

Estas lágrimas que largava, eram por estar assustada
Por dar tudo a quem e alguém que nunca me deu nada

Vida amaldiçoada amar quem nunca me amou
Se nunca dele tive carinho, porque será que o coração se apaixonou
Não entendo, porque somos obrigados a sofrer
Amar quem não nos ama, até desistir ou esmorecer

É preciso força, para dizer não ao sentimento
Mas ele é tão forte e ataca sem qualquer arrependimento
Quando vemos seu sorriso, quando focamos seu olhar
O coração palpita, e não quer mais descansar

A boca tenta falar, mas as palavras ficam retidas
Na cabeça guardadas, enquanto o coração faz feridas
A alma corrói por ver o que não deseja
Nas feridas trago raiva de quem me faz inveja

Descobri e aprendi que nunca serás minha princesa
Mas cada passo teu mantêm a minha chama acesa
Será que conseguirei, amar novamente como te amei
Por agora não sei, provavelmente nunca saberei.

.::Guerra::.

A humanidade foi criada, com intuito de promover a paz
A mente foi corrompida, porque poucos são capaz
O homem já não é, o que o destino lhe destinou
A alma virou negra, como as lágrimas que o coração chorou

O menino chora, porque vê seu pai perdido
Envolto em lutas e guerras das quais não entende o sentido
A menina chora, porque sente falta de um abraço
Que não existe pois são as balas a marcar o compasso

Agora vem,
mostra,
demonstra,
que conheces o bem…

Traz a palavra,
composta,
e disposta,
como mais ninguém…

Traz a paz,
que este mundo perdeu,
ou então leva-me,
deste mundo que não é meu…

.::Suicídio::.
Repara à minha volta, não exista nada que me prenda

Na verdade vim ao mundo, mas nunca paguei a renda
Talvez por isso, não merece o que era previsto
Por isso mesmo, descarto minha vida e desisto

Eu não invisto mais, não aguento mais sentir
O mundo a trair-me segundo a segundo, sem ninguém me acudir
Esta dor que me corroí sem ninguém perceber
O mundo fala de tabus, mas na verdade ninguém os quer ver

Stress,
Dor,
Ódio,
Que me destrói,
Destino imutável,
Fatalidade,
Depressão, que me corrói…Então eu parto, porque a vida nunca me escolheu
Talvez ansiava por outro alguém, bastante melhor que eu
Sou esta rapariga, que o mundo não acolheu
Que nunca viveu, e a qual ninguém conheceu.

.::Prostituição::.

Sou o que sou por ser, não por minha opção
Não sou mais que prostituta, enraizada até ao caixão
Questionada, maltratada, incompreendida e sofrida
Muitas o fazem por opção, outras lutam pela vida

Deverá esta ser uma profissão como outra qualquer
Ou deverá esta ser vista, como a profissão que ninguém quer
Há quem o faça pelo dinheiro, há quem o goste de fazer
A diferença não está na fala, mas na forma de gemer

Prazer com dinheiro, leva a um inteiro de satisfação
As que o fazem pelo prazer, dedicam-se à profissão
Mas quem o faz para ter, o que nunca pode ter
Quem é obrigada a gemer, sem vontade de o fazer

Mas a culpa não é nossa, mas de quem nos procura
A procura é intensa, a variedade é loucura
Muitos procuram, o que em casa nunca encontrarão
Variedade de posições, loucuras e um pouco de submissão

Fazer tudo e pagar pouco é a opção
Infelizmente não podemos reclamar, com medo da prisão
Somos prostitutas, como poderia-mos pedir proteção
Tratadas abaixo de cão, ninguém nos dá atenção.


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