Lágrimas de um nada « Vigilante, o Poeta Vigilante
Segunda-feira, Dezembro 28th, 2009

Lágrimas de um nada

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Por mais que espelhe lágrimas, ninguém reflete meu sofrimento
esta dor é motivo de apostas, uma casa de divertimento
toda a gente faz piada porque não suporta a dor
por ti morreria à porrada para manter este amor.

Existe o monstro distância a querer entre nós sobressair
mas também o meu coração que não me deixa desistir
sou como ténis na parede, como boomerang que não regressa
perdi tudo o que tinha e tudo o que não tinha dispersa.

O amor é lindo, já acreditei, agora tudo é conversa
já usei a fórmula do amor, mas a disposição estava inversa
tentei compreender a amizade e acabei sem ninguém
apetece-me chorar esvaziar tudo o que meu coração tem.

Seria fácil demais se não te amasse como amo
mas nunca amei como a ti, não quero nem te engano
tudo o que fiz por ti, repetia até à minha morte
apenas um segundo contigo, já seria uma sorte.

Cheguei ao fundo do túnel e só vejo a luz que não posso seguir
aquela em que estás, mas em que a distância não nos deixa sentir
não importa mais o mundo, desde o momento que saíste
agora não passo de um objeto, um palhaço triste…


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4 Responses

28 de Dezembro de 2009

Sempre que leio um poema, é comum eu encontrar um verso que pra mim por si só já é um poema completo, no caso deste gostei muito da frase:
“perdi tudo o que tinha e tudo o que não tinha dispersa”
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http://duventublog.blogspot.com/
 
Levi Ventura


29 de Dezembro de 2009
vigilante

Olá amigo Ventura, é sempre bom tê-lo por aqui :)

Os seus comentários são uma inspiração para mim porque é sempre bom ver o nosso trabalho compreendido e apreciado.

Volte sempre aqui a esta modesta casa e obrigado pelo tempo despendido a deixar-me um sorriso :)


30 de Dezembro de 2009
Rui Silva

É por isso que tanto gosto dos teus poemas, há sempre algo que se identifica na minha vida ;)
 
Adorei :)


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