Jardim da minha vida « Vigilante, o Poeta Vigilante
Sexta-feira, Junho 18th, 2010

Jardim da minha vida

No jardim da minha vida, há uma flor destemida. Também alguns espinhos, por mais que pequeninos, causaram ferida. Nesse jardim de aparências, eu cultivo o amor. Uma retribui. As outras causam e pautam a dor. Não sei porque alimento. Raiva! Tormento. Não sei porque tento. Trato. Alimento.

A bela flor cresce forte, com sorte evitará a morte. As outras vão secando, vão morrendo, vão passando. Pouca sorte.

Cada um colhe o que semeia, recebe o que dá. As flores secas eu mato. A minha morte virá. A flor bela eu trato, faço um contrato eterno. Vou ao céu falo com Deus, peço-lhe para a livrar do inferno.

Se morrer… Eu sei que irei. Quero beijar as pétalas da flor que nunca beijei. Quero tratar do seu amor como nunca tratei. Quero amar alguém como nesta vida nunca amei. Quero. Peço. Desespero. Eu espero. Eu quero. As flores secas… São pó. São zero.


Category: Prosa / Prosa Amor
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3 Responses

18 de Junho de 2010
nez

amote tanto fofinho :D


23 de Junho de 2010

Eusébio, Gostei do seu texto poético, todos temos um jardim. Às vezes passamos a vida toda sem cuidar dele. Um abraço! Estou te seguindo, meu amigo!
-Profex


23 de Junho de 2010
vigilante

Olá amigo bem vindo a este meu espaço.

Agradeço o seu comentário. Na verdade todos temos o nosso jardim.

Obrigado por me seguir.