Janela da vida…

Levantei, levitei, até minha janela… Abri-a e lá fora tudo era cinzento, tudo era escuro, parecia morto, parecia que a vida neste preciso dia, se teria esquecido de nos brindar de luz. Meu gato esse cantava, ansioso por poder entrar, eu pelo contrário preferia ter assas, saltar pela janela e voar. Tocar o céu, ser mais alto que tudo e todos, poder dar a luz que lhe falta, e trazer vida a toda a gente. Mas não consigo, talvez o consiga na terra, mas não no céu, na terra tenho o poder de vos trazer a palavra, tal como ela se apresenta… Magnífica, perfeita, a eleita para preencher a minha vida. É nela que encontro o brilho, todos temos um local onde o encontrar, por vezes falhamos é no modo de a procurar.
Andei, voei, até minha porta… Abri-a e lá fora a chuva caía, que tristeza o céu cinzento, que tristeza este novo dia. Gostava de poder partilhar com vocês um pouco da minha alegria. Gostava de transformar o dia cinzento, num dia cheio de sol, mas como é impossível, tento pelo menos vos trazer um pouco de mim e um pouco deste meu sol.
Nesta janela da vida, qualquer dia cinzento se pode transformar em azul, a chuva em sol, e a tristeza em felicidade, porque somos nós e apenas nós que o modelamos. Por isso, acreditem na diferença e acreditem que cada dia pode ser um dia melhor, bem melhor do que nos é apresentado.













