Hino ao amor « Vigilante, o Poeta Vigilante
Quinta-feira, Julho 1st, 2010

Hino ao amor

Inês hoje escrevo-te palavras que guardei para um dia te poder dar. Chegou o dia em que não conseguia mais aguentar. Tenho dentro de mim palavras que por tão perfeitas nunca apareceram, tenho sentimentos nunca vistos, já sentidos que nunca desapareceram. As palavras não são gestos, nem os gestos são palavras. Mas os gestos que gesticulo, as palavras que articulo, matam-me em mim próprio, cravam um furo que vai direito ao coração.

Com a tua chegada,
tive de ampliar meu coração.
Era tanto o amor que me propunhas,
tão pouco o espaço de arrumação.

Aumentei.
Tentei.
Pensei.
Amei.
Não me arrependo, tudo o que passei.

Cada um de nós é um alpinista que tenta escalar a montanha do amor, esse sentimento que nos rebate, ame e põe de parte, cada réstia de dor. Gostava que minhas palavras saíssem diretas do coração, para veres como ele fala e sofre de paixão. Amor. Amor. Gostava de saber quem te descobriu, como foi o primeiro olhar, como e tudo o que sentiu. Porque não guardou em coração fechado tudo aquilo que viu, talvez o amor fosse imenso algo que nunca antes sentiu.

O amor não merece um hino, merecia sim um livro infinito, já tentei pegar o amor e solta-lo num só grito. Não consegui. Voltei a pensar. Pensei não ser possível amar. Apareceste. Me amas-te, me cegas-te. Me tiveste e tens, me amas e eu a ti, te amo e sinto o amor que nunca vi.

Gostava de transformar as minhas palavras num beijo, para poder beijar teus lábios e transformar o seu sabor em poesia. É impossível ter amor de tantas formas e um coração tão pequeno para o sentir. Por vezes sinto o amor imenso, sinto meu coração querer explodir. Por mais doloroso que seja, por mais que seja a dor, se há uma forma boa de morrer, por certo, será morrer de amor.

Poderia passar o mundo e deliciar-me nas linhas do céu, mas o mundo é efémero, e o céu é infinito e o meu mundo és tu. Podia então rasgar um pouco do céu para te mostrar meu mundo que ele não é tão grande como tu. Poderia ainda rasgar um pouco de mim para te oferecer, mas nunca rasgar o meu mundo para oferecer ao céu…

Queria escrever o amor que sinto, proclamo e pinto sempre que tento escrever, podia ver para além do que sou, pegar no coração e reescrever. Queria inverter tudo o que é lei, superar todos os segredos de uma paixão, queria viver sem respirar para poder oferecer meu coração. O meu amor não troco, porque a forma como amo só eu consigo amar, nada consegue amarrar este amor que sinto ou faze-lo acabar.

Isto é um hino ao amor que sinto por ti, a rapariga mais perfeita que conheci.


Category: Prosa / Prosa Amor
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3 Responses

1 de Julho de 2010
nez

:O :$ :D
AMOTE TANTO NAMORADO PERFEITO..
Es tudo para mim bebe… Obrigado por seres como es… Querote pa sempre


3 de Julho de 2010
Denise

Felicidades para os dois :)


3 de Julho de 2010
vigilante

Obrigado amiga :)