Fragmentos de solidão poética

Quantos fragmentos borrados, num preto expressivo
quantos bocados rasgados, perdidos, jamais esquecidos
quantas lágrimas derramadas, perdidas em escrever
quantos suspiros, inaudível e vontade de morrer
Quanta forme de querer, um lutar em vão,
lágrimas são lágrimas, nem todos triunfarão…
Quanto sangue derramado, no corpo que o anseia
tanta pessoa disfarçada, enrolada, coisa feia…
Monstros que me consomem,
almas que me tomem,
ondas de tormento,
preciso de novo sustento,
neste deserto sem alimento,
sinto-me como pena no vento…













