Desejo carnalmente parvo
Acordas, e ao olhares para o outro lado da cama denotas que esta já se encontra vazia e que a tua namorada já partiu para o trabalho. Olhas para a mesa de cabeceira e pegas num bilhete que diz “Saí mais cedo para o trabalho, espero que tenhas um dia ótimo, amo-te demasiado“. Pousas o bilhete sorridente e desces ao piso inferior para tomar o pequeno almoço e nas escadas pensas no quanto a tua namorada te dá e no quanto a amas.
Chegado à cozinha és interrompido por um toque de campainha, apressas-te a chegar à porta e ao abrir vês que é a tua secretária, que diz querer falar contigo e acabas por convida-la para tomar o pequeno almoço. Durante o pequeno almoço, esta faz tudo para conseguir ter um pouco de ti, roça a perna, sobe a saia, e a tua carne fraca acaba por apodrecer e cair no jogo dela. Tu e ela no sofá, agora só pensas nela e nada do que ela faça, nada do que ela diga te fará lembrar a pessoa que está a trabalhar para te sustentar e para fazer a vossa relação possível. Essa pessoa morreu para dar lugar a uma simples relação carnal e sem significado.
Ela sai consolada e na saída acompanha-la à porta distribuindo mais um beijo. Chegada a tua namorada a casa, esta pergunta como havia sido o teu dia. Respondes que foi normal, embora com muito trabalho. Ela sorri e diz que te ama. E tu retribuis.
Serão todos tão fúteis, ou acharão que algo aqui está mal?
Na verdade está, mas a nossa sociedade é meio isto, fútil, fraca ao ponto de ceder a instintos carnais e de puro sexo. A nossa sociedade é parva ao ponto de trocar o amor, por isto… Quem está correto? Esta mente fechada, ou a vossa mente demasiado aberta?













