Chamam-me Vigilante

Chamam-me Vigilante,
mas eu não sei quem sou,
estou aqui, mas não estou,
não sei quem me colocou,
que se passou?
Chamam-me Vigilante,
mas só vigio as palavras,
na vigília toda a noite,
para saírem as mais raras.
Chamam-me de poeta,
mas poeta não me sinto,
apenas me expresso e confesso,
nas palavras com afinco.
Chamam-me mc,
mas apenas me expresso,
sobre um beat,
para me mostrar mais complexo.
“Gatinho, o que estás aqui a fazer?
Procurei-te por todo o lado, porque te vieste aqui esconder?
Gatinho, o que foste tu dizer?
Não me digas que és Vigilante o meu próprio ser?
Ai, o que estou eu a dizer?
Um gato só fala apenas se o escrever…”













