Prosa Vida « Vigilante, o Poeta Vigilante

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Março 22nd, 2012

Comemorar a vida

comemorar a vidaPorque? Porque razão e sem noção nos invade a apatia. Porque razão, nos imunda de um sentimento de impossibilidade quando na verdade tudo é possível. Como fazes vida para nos oferecer tudo e de um momento para o outro nos retirares a perspicácia para perceber o que temos e a sorte que temos em o ter.  Como fazes?

Deveríamos comemorar a vida, mas parecemos tão ocupados com o que não temos que esquecemos de valorizar tudo o que nos pertence. Tudo o que lutámos por ter e tudo o que ainda se encontra ao nosso alcance. Temos todo um mundo e uma vida à nossa frente e à distância de um gesto. De uma ação e quem sabe de uma atitude.

Comemorar a vida é essencial como essencial é viver, como essencial é saber e como essencial é aprender. Viver por viver só se resume a uma passagem e querer sem ter é realidade e não miragem…

Outubro 31st, 2011

A vida não é feita de planos

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A vida não é feita de planos, pois até o plano mais bonito e consistente pode cair por terra. Nada é certo e sobretudo nada nos é garantido. Tudo requer luta. Requer empenho e por vezes uma sanidade mental que nos desafia através da razão e do coração. A vida é estranha por natureza e todos lidamos e a encaramos com a mesma de forma diferente. Por vezes da forma mais incorreta ou até correta demais que nos impossibilita de sermos felizes mas nos garante que seguimos o plano.

A vida é incerta porque um simples acontecimento pode mudar tudo o que até agora conhecemos como certo. Uma simples acontecimento pelo facto de ser imprevisível e poder ou não acontecer transforma a vida num mar de possibilidades que nunca serão exploradas ao seu extremo. Nesse facto reside a magia da vida e toda a sua complicação que várias vezes nos leva pelos caminhos mais tortuosos.

Tudo o que nos acontece quer queiramos ou não sofre uma reflexão da nossa parte. No fundo formamos várias teorias que acreditamos ou tentamos acreditar que possam explicar uma infindável coleção de acontecimentos, mas isso não se verifica. Vão existir sempre coisas na nossa vida que por mais que tentemos conseguir explicar apenas compreenderemos no silêncio. A vida é toda ela feita de vários silêncios.

Vivi constantemente sem tentar perceber esses mesmos silêncios e as palavras que estes mesmo escondiam. Na atualidade vivo tentando viver mais de acordo com a vida sem no fundo a tentar perceber. Porque perceber demasiado o porque das coisas e a razão por que acontecem é quebrar esta magia e quebrar a magia da vida é no fundo deixar de viver.

Outubro 10th, 2011

É algo que não se explica (2)

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É algo que não se explica sem explicação aparente, são mil e uma ideias a palpitar na minha mente. São fábulas. São contos. São frases sem uma simples formação. São um turbilhão de ideias sem uma possível explicação. São um tudo e por momentos esbatem-se em nada. Parecem querer oferecer-me o mundo e nas costas atraiçoar-me com uma facada.

Existe muito que passa para além da nossa pacata compreensão. Existe para além do muito e além do que a compreensão apanha. Existe um mundo que me envolve em palavras que por vezes tendem em não ter sentido. Diariamente me revejo em meus olhos e por momentos fico retido. Fico preso em mim próprio porque de modo repetido e incompreensível não consigo apreender o que eu próprio pretendo transmitir. Chego a pensar que escrevo para mim mesmo, e por vezes acredito que nunca me irei entender em pleno.

Pretendo ser mais. Bem mais do que as palavras me permitam. Bem acima da escrita, mas apoiado nela. Pretendo ser melhor que mim mesmo e não melhor do que ninguém, pois todos somos diferentes dentro da nossa igualdade. Pretendo apenas compreender, compreender para viver. Pretendo ser apenas poeta para sempre, mesmo depois de eu morrer.

Quando todos chorarem a minha morte eu permanecerei a rir, porque a pessoa pode morrer, mas o poeta nunca irá partir!

Setembro 12th, 2011

A luta por um sonho

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Lutamos. Mesmo pelas vezes que acreditamos não valer à pena, lutamos. Lutamos como quem lutou pela conquista do nosso mundo e pelo nome que é Portugal. Lutamos como quem luta pela sua própria vida, contra algo ou alguém que a pretende tirar. A vida é de todos nós e todos nós lutamos de formas variadas que na sua conjunção são a ligação de quem procura ser algo mais do que na atualidade é. Algo bem mais grandioso. Algo mais do que a nossa posição atual de luta.

Nunca procurei ser o melhor, mas sempre lutei para tal. Luto para ser mais do que eu e não para ser mais do que ninguém. Todos nós somos algo e ninguém pode ter o dom de superar quem quer que seja. A nossa base é comum, somos todos humanos, com capacidades, virtudes e sobretudo limitações que nos impedem muitas vezes propriamente de lutar. Somos fruto de uma vontade de querer mais e melhor, de poder ter tudo de todas as formas e conseguir sobretudo ter a capacidade de aproveitar essa junção com todas as nossas capacidades.

Por vezes a luz que nos ilumina durante o dia parece ofuscar-se e a escuridão dá entrada nas nossas vidas. Sem aviso. Sem autorização. Apenas escura, fria e com vontade de arrebatar de nós toda a força que nos mantém a lutar. Deixa-nos vazios e sem capacidade para perceber que somos mais fortes que esse vazio. Somos a luz que pode trazer de novo o renascer do sol e o fim da escuridão. Somos o que queremos ser a partir do momento que acreditamos que isso é possível. Nunca devemos dizer nunca. Nunca devemos acreditar que algo é impossível apenas porque ninguém conseguiu comprovar a sua possibilidade. Existe uma primeira vez para tudo e como tal existe uma primeira vez para a luta.

“Quem nos impede de lutar para além de nós próprios?”

Ninguém tem a capacidade de procurar em nós a força que nos falta para além de nós próprios. Cabe a cada um de nós a procura da força interior capaz de arrebatar para o exterior toda a convicção de que efetivamente é possível e que pode ser feito. Que não existe o nunca. Que no centro da impossibilidade as coisas se tornam possíveis e que só nós podemos lutar por aquilo em que acreditamos e aquilo que no fundo faz da nossa passagem pelo mundo algo pelo o qual nos devemos orgulhar…

Agosto 18th, 2011

A vida que temos

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A nossa vida é um acumular de escolhas e decisões. Uma infindável viagem pelo mundo da auto-ponderação e pela não ponderação completa. A nossa vida é um acumular de experiências que nos transformam na pessoa que somos e mostramos ao mundo. Mas é também criadora de conflitos e obstáculo que dia após dia nos faz medir a nossa força como ser humano.

A minha vida é o que eu quero que seja, mas nem sempre da forma como o queria. A minha vida é a escrita. São sorrisos nos rostos de cada um dos meus leitores e de cada pessoa que se identifica numa das minhas palavras. Quase choro sabendo que algumas se identificam por completo, como se habitassem o meu corpo e partilhassem da minha mente.

Por vezes o meu mundo parece pequeno, embora englobe muitas pessoas. Por vezes constato que as pessoas é que formam o vazio por optarem pela via do silêncio. Sempre renunciei ao silêncio, porque me provoca arrepios de morte. Detesto a solidão e prefiro ser rotulado de “charlatão” do que não ter ninguém para falar.

A minha vida é formada com um bocado de cada um de vocês, eu vivo em cada uma das tuas palavras, mas tu és apenas cego e não vês.