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Se ao menos pudesse

Se conseguisse beijar o beijo, que jamais te fiz beijar. Se conseguisse desvendar a perfeição, arredar a mão e tocar. Tocar o coração que nunca observaste quanto ama. Poder separar amor, prazer, paixão que me flama.
Sinto uma queimadura que me apega, me faz queimar em teu corpo. Acende-me de loucura, me fascina, me deixa louco. Se o amor apresentasse forma, por certo seria uma miragem. O meu amor tem uma forma apenas, a tua imagem.
Como pode o amor ser perfeito, se o ser humano é só imperfeição. Alimenta-se o ódio e raiva, quando só permanece amor no coração. Porque se desatam palavras que nunca necessitavam ser ditas, porque? Maldição. Pudesse eu prender, tudo de mal fora do coração.
Somente quero amar. Quero que tomes o meu corpo como nunca foi tomado. Quero ser tocado. Quero ser amado. Quero amar. Quero tocar. Quero explorar. Quero tudo o que quero e mereço ter. Quero. Desespero. Dá-me uma oportunidade de te ter.
Fragmentos

Se os fragmentos da minha essência, pudessem narrar a mais admirável história que jamais expus. Se pudesse despontar perante mim, os sonhos que sempre tive, mas não propus. Se todo o escasso sonho que devoro, me elevasse à plenitude. Exista escrita. Exista saúde.
É escasso o buraco entre o sonho e a realidade, entre o fragmento e o concreto, entre o desfeito e o completo. Eu completo o meu sonho escrevendo, e a escrever-me completo. Eu desespero se não tenho, e se não me tenho sou concreto.
Não faço sentido, mas dou sentido. Sou romântico, sou emotivo. Se nasci para escrever, faço de escrever o meu motivo. E se me motivo para escrever, atrás de mim trago uma multidão. Escrevo por escrever e para redigir meu coração.
Se não escrevo desespero, dou em louco e não quero. Se não escrevo nada sou, sou pó, sou como zero. Por isso escrita, deixa-me amar-te para sempre, deixa-me mostrar-te e amar-te, meu amor não mente. Casa com a paixão que te tenho e deixa-me para sempre escrever, deixa-me juntar-me a ti, na hora de morrer.
Um ponto final
Alguma vez sentiram o que é ser um ponto final esquecido numa grande história? Eu senti. Sinto a dor da saudade, porque mal toquei a chegada. Mancho o chão de lágrimas ao longo da estrada da minha vida. Curei, tentei, reforcei a ferida.
A vida é injusta para quem a tenta levar da melhor forma. Talvez devesse escolher algo que me afaste do sofrimento da indiferença. Amigos. Se por um esforço os amigos se provam, nada ficou provado.
Tudo ficou manchado com as lágrimas que hoje tenho, todo o meu esforço morreu junto com o meu empenho. Agora fico, fico a ver o poeta chorar. Assim irei morrer, no caderno a desabafar.
Se
Se todo o mundo que edificar perante meus olhos desaparecer, esvaneço. Apagam-se meus olhos. Obscurece meu coração. Apaga-se cada palavra. Ofusca-se a emoção, desaparece tudo. O que resta então?
Se tudo o que é real em mim morrer e ficar apenas nada. Se o sol não nascer, para por fim à madrugada. Se me achar sozinho, na noite a viajar a grande estrada. O que resta então? Nada.
Se o total que tenho, dividido for nada. Se realmente caminho sozinho na estrada. Se tudo o que tenho, acabar por desaparecer. Se tudo o que tenho é esta vontade insana de escrever.
Então se for que seja. Se tiver que ser, que seja agora. Eu quero voar. Eu quero escrever e a escrever amar. Eu quero. Eu tenho. Eu desespero. Porque no jardim da minha vida, não gosto de viver em zero.
Vigilante – Jardim da minha vida
Decidi fazer algo totalmente diferente e algo que já queria fazer há bastante tempo. Peguei num poema deste fórum: Jardim da minha vida, e fiz uma música ou uma espécie de poema cantado. O resultado foi o seguinte, espero que gostem!
Primeira linhas…

Todos encerram em si próprios um sonho. O sonho é indispensável à vida, na medida em que nos incumbe de alcançar um pretexto para a mesma. Mas este sonho, não sobrevive mediante a temporária morte do nosso ser. O sonho, forma e abraça a linha da vida, de olhos cravados para o dia e consoante o caminho que esboça, seguindo como um equilibrista. Partilho um amor narciso pelo sonho que tenho…
Hino ao amor

Inês hoje escrevo-te palavras que guardei para um dia te poder dar. Chegou o dia em que não conseguia mais aguentar. Tenho dentro de mim palavras que por tão perfeitas nunca apareceram, tenho sentimentos nunca vistos, já sentidos que nunca desapareceram. As palavras não são gestos, nem os gestos são palavras. Mas os gestos que gesticulo, as palavras que articulo, matam-me em mim próprio, cravam um furo que vai direito ao coração.
Com a tua chegada,
tive de ampliar meu coração.
Era tanto o amor que me propunhas,
tão pouco o espaço de arrumação.
Aumentei.
Tentei.
Pensei.
Amei.
Não me arrependo, tudo o que passei.
Cada um de nós é um alpinista que tenta escalar a montanha do amor, esse sentimento que nos rebate, ame e põe de parte, cada réstia de dor. Gostava que minhas palavras saíssem directas do coração, para veres como ele fala e sofre de paixão. Amor. Amor. Gostava de saber quem te descobriu, como foi o primeiro olhar, como e tudo o que sentiu. Porque não guardou em coração fechado tudo aquilo que viu, talvez o amor fosse imenso algo que nunca antes sentiu.
O amor não merece um hino, merecia sim um livro infinito, já tentei pegar o amor e solta-lo num só grito. Não consegui. Voltei a pensar. Pensei não ser possível amar. Apareceste. Me amas-te, me cegas-te. Me tiveste e tens, me amas e eu a ti, te amo e sinto o amor que nunca vi.
Gostava de transformar as minhas palavras num beijo, para poder beijar teus lábios e transformar o seu sabor em poesia. É impossível ter amor de tantas formas e um coração tão pequeno para o sentir. Por vezes sinto o amor imenso, sinto meu coração querer explodir. Por mais doloroso que seja, por mais que seja a dor, se há uma forma boa de morrer, por certo, será morrer de amor.
Poderia passar o mundo e deliciar-me nas linhas do céu, mas o mundo é efémero, e o céu é infinito e o meu mundo és tu. Podia então rasgar um pouco do céu para te mostrar meu mundo que ele não é tão grande como tu. Poderia ainda rasgar um pouco de mim para te oferecer, mas nunca rasgar o meu mundo para oferecer ao céu…
Queria escrever o amor que sinto, proclamo e pinto sempre que tento escrever, podia ver para além do que sou, pegar no coração e reescrever. Queria inverter tudo o que é lei, superar todos os segredos de uma paixão, queria viver sem respirar para poder oferecer meu coração. O meu amor não troco, porque a forma como amo só eu consigo amar, nada consegue amarrar este amor que sinto ou faze-lo acabar.
Isto é um hino ao amor que sinto por ti, a rapariga mais perfeita que conheci.








Deitado no sabor do tempo
Parei para deixar passar o tempo. E na sua passada suave, como um sentimento que em mim se crave, fiz dele um passatempo. Olhei em redor, tudo o que tinha em poesia, fragmentos de prosa de outro dia, que não conseguia apagar. Desfolhei a minha mente em páginas infindáveis e incompletas, páginas essas que virão a ser descobertas, por novos jovens poetas.
Hoje o poeta, fala de alma e coração, deixa palavras soltas no tempo para no futuro construírem uma nova emoção. Procuro sentir e fazer sentir a imensa dispersão de sentimentos que cada um guarda no seu interior. Desde paixão, raiva, ódio, até à última réstia de amor. Quero que sintam tudo!
E aí a prosa, transforma-se em poesia,
o sol beija a lua, no nascer do novo dia,
e a poesia que hoje trago, diferente da que fazia,
hoje sou um simples mago, espalhando sua magia.
A minha realidade, realiza-se no coração de cada um leitor. A pior desilusão, é não existir a sensação, dentro do seu interior. Não interessa qual, não interessa de que forma, apenas importa a luz, que deixa a vossa alma morna.