Archive for the ‘Prosa’ Category
Dia da Mulher

Mulher é como flor, mulher é uma visão, mulher contorna meu corpo e atinge meu coração.
Uma mulher é como uma flor, com as suas lindas pétalas de histórias e paixões, com raízes apaixonantes, mulheres perfeitas, rosas andantes, que perfuram corações. Como uma história cuidada, que poucos procuram compreender, aquele livro esquecido que todos deveriam ler, um sonho, uma paixão, um desespero e uma vitória, uma mulher o fruto final de toda uma glória. Sexo fraco, não, apenas enfraquecido por quem se julga forte, todos com o mesmo objectivo caminhar para a sua morte, mas no caminho, cada uma marca a sua passada, todos têm os seus sonhos embora algumas sonhem em nada. Trago uma mensagem para a mulher, a minha própria, a dedicatória a este ser, longas palavras nunca interrompidas de uma vontade de escrever. Não pretendo contar a história que este dia esconde, não vou entregar rosas ou levar-vos não sei onde.
Há quem neste mundo não saiba como tratar uma mulher, vivendo na fantasia de a tornar o seu jogo de prazer.
Mas mulher tem sentimento, e por sentir merece amor, porque investem eles em prazer, se só lhes provoca dor.
Cada mulher é mágica, tem magia no seu olhar, no seu corpo tem fogo que só um homem tem direito de apagar. Uma escolha, simples, e feita por cada ser que escolhe, tenha mais calma com cada uma delas e antes de parar olhe…
Escrevi um bilhete,
para toda a mulher ler
juntei-lhe sonhos e força
para este nunca desaparecer.
Comprei flores
mas não as ofereci,
em vez disso fiquei aqui,
escrevendo para ti.
Só vos queria demonstrar que cada uma de vocês é especial, esta é a minha forma de vos homenagear, nada de mais, não levem a mal. Não precisam de agradecer, talvez apenas comentar, apenas me seguir e para sempre me amar.
Amor Lírical

Queria escrever o amor que sinto, proclamo e pinto sempre que tento escrever, podia ver para além do que sou, pegar no coração e reescrever. Queria afogar-me em amor, por uma arte que pouca gente promove, eu movo o mundo, junto com as pessoas que este vigilante move. Queria poder amar o mundo, resumir a vida a um segundo e triunfar, queria dar tudo o que tenho a uma rosa que nunca irá murchar. Queria inverter tudo o que é lei, superar todos os segredos de uma paixão, queria viver sem respirar para poder oferecer meu coração. Queria mesmo o suicídio nesta droga que nunca se esgota, queria endireitar uma vida que por várias vezes parece torta.
Amo-te sabes? Desconfias da minha presença?
Todo o dia, quando te brindo da minha experiência,
por vezes sem competência, mas com vontade de brilhar,
aqui te vou escrevendo, aqui te vou amar.
Nem tudo é simples, nem sempre o correcto leva ao final feliz, a vida não se criou, muito menos foi Deus que quis. Aconteceu… A vida é feita de acontecimentos que acontecem, muitos para o bem de quem ama, outras apenas nos estremecem, entristecem, muitas vezes é difícil acreditar que exista amor, quando nos sentimos tão sufocados a viver na nossa própria dor. O meu amor não troco, porque a forma como amo só eu consigo amar, nada consegue amarrar este amor que sinto ou faze-lo acabar. Luto com tudo para mostrar a diferença na minha igualdade, tento marcar a minha presença e na ausência dela deixar saudade. Quero marcar lugar mesmo não existindo um lugar para mim, quero amar e lutar por este amor até ao dia do meu fim.
Droga Lírical
Este lugar não é droga, mas de facto é viciante, assim pronunciava Priscilla num cometa brilhante, numa marca constante, marcada neste meu diário, tudo real mas recorrente do meu imaginário. Esta é a nova droga que não mata mas deixa agarrados, muitas doses de poemas declamados, na ressaca poucos serão lembrados. Eu vou produzindo a droga, diária, semanal, mensal, nunca serei apanhado por construir esta epidemia mundial. Esta minha droga, não têm saída não tem como largar, basta ingerir para ganhar vício e nunca mais querer largar. Já estive sozinho neste vício, consumia sozinho até não aguentar o corpo, escrevia cadernos e linhas dignas de um homem louco, mas evoluí, comecei a transmitir esta arte, depois de te ver dentro dela, nunca mais consumi à parte.
Criando grandes doses que nunca virão a ser tomadas, dormindo em sonhos que por vezes não passam de fachadas, passo a vida, consumindo e levando chapadas, muitas delas desaparecem poucas serão lembradas.

Mas qual maior droga, que maior o sofrimento, toda a minha vida repartida em apenas um momento, mais que palavras, mais que sentir, ver, tocar, sentir, e poder escrever, em pedaços uma obra completa, descobrir a chave do tesouro de uma vida completa. Quero a resposta, o amor, a felicidade acima de toda a tristeza, quero a verdade acima da falsidade quero desta vez ter a certeza. Quero pular como garoto, sentir-me um louco responsável, fazer algo e ter uma atitude um dia louvável. Quero drogar-me para sempre desta droga que me faz viver, jurando aqui que só irei deixar de tomar no dia em que morrer. Quero gritar ao mundo e coloca-lo dentro do meu ser, quero viver e decidir o dia em que irei desaparecer.
Suicídio Lirical

Como um boneco de trapos sinto-me ser controlado, manipulado, usado e invertido, já não consigo ter certezas de coisas que para mim não fazem sentido. Sinto um vazio, um sentimento de solidão que não encontra o seu complemento, vejo-me preso a convicções que não possuem qualquer fundamento.
Rasguei palavras,
nesta vida já rasguei o tempo,
furei barreiras e superei-as
para encontrar meu alimento.
Mas o caminho não é certo, talvez seja tão certo como eu ser poeta, que se fodam objectivos que nunca irão cumprir a meta. Choro lágrimas de sangue, todo o meu corpo parece ficar vermelho, tenho medo de me levantar, medo de ver meu ser ao espelho. Como a droga que consome, só pede mais e nada tem, quantas vezes me vejo colado e esperando por algo que nunca vem.
Procurei sonhos, tentei
compreender a vida e errei.
Venci, lutei e perdi
fiz tudo para provar ao mundo
que gosto, do que vivi,
mas nada prova,
e o meu ser comprova,
que venci, lutei e perdi.
Coloquei a poesia numa caixa e decorei-a o melhor que o meu ser sabe fazer, foi o melhor que guardei de todo este meu viver. Olhei as fotos de paixões, de momentos felizes nesta vida, pena que sempre no auge do bem, vem um seguimento de partida. Por várias vezes ouvi ser especial, eu penso ser uma especialidade de merda, se sou tão especial porque só mantenho o que me enerva. Porque é que tudo o que tenho, voa com um vento que não vejo soprar, porque é que tudo o que partiu não ganha uma ânsia de voltar.
O meu coração é um espelho, vivo entre sensações que me prendem ao amor, não peço que entendam o que sinto, apenas peço que não me transmitam dor. Queria ser o ponto central de uma partilha, igual, mágica e inalterável, tudo o que me transmitem é falso, sem esperança e pouco saudável.
Chamam qualidade ao meu dar demais, eu chamo ter a menos, dar tudo nada ter, verem tudo e nada vermos. Tudo o que produzo é efêmero, é vago e será esquecido, à muito tempo que não vejo a luz, à muito tempo que me fugiu o motivo. Porque vida? Porque razão tudo parece errado, mal tenho forças para viver, porque me queres manter acordado.
Quero respostas às perguntas que nunca fiz mas sempre quis saber, quero ver a vontade de viver ser superior à de desaparecer. Quero tocar mais alto, quero sentir o céu me possuir, quero ser mais do que sou, mas menos do que me faz sentir. Quero divagar, quero correr no vento atrás de quem já não está aqui presente, quero morrer e dar o corpo a toda essa minha gente. Porque eu não vivo sem os presentes, os que partirão e os que virão, eu não vivo… No meio de tanta solidão.




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