Poesia Tristeza « Vigilante, o Poeta Vigilante

Archive for the ‘Poesia Tristeza’ Category

Maio 7th, 2012

E o céu chora…

chuva

Está negro lá fora,
enquanto a chuva molha o chão,
enquanto palavras são escritas,
por um poeta de segunda-mão.

Está negro lá fora,
como negro está o dia.
Envolto num cobertor,
aquecendo a alma fria.

Está negro lá fora,
como a esperança da criança,
que vê o mundo morrer,
sem capacidade de mudança.

Está negro lá fora,
enquanto morrem lá dentro,
sem o dinheiro limpo,
dos sujos que nos roubam o sustento.

Está negro lá fora,
mas as palavras são a esperança,
o pagar de um sorriso,
nas mãos de uma criança.

Está negro lá fora,
minhas palavras não trazem cor,
e a minha esperança,
é apenas um rasgo de amor.

Setembro 22nd, 2010

Solidão nas palavras

http://fc05.deviantart.net/fs71/i/2010/264/9/b/z_w_i_t_t_e_r_____by_moxii-d2z7957.jpg

Gosto de passar a rua,
cruzar uma cara que é a tua,
saber que não te conheço
mas que alguém me conhece.

Detesto a solidão
que me afeta entristece,
gostava de aprisionar sua razão
que me mata, enlouquece.

Tanta cara que passa
me trespassa e continua.
Tanta face que fica
tanta vontade despida e nua.

Tanto desprezo, indiferença,
gente querendo ser grande sem ser, paciência,
que se esgota rebenta,
deixa minha alma atenta,
para a indiferença da vida.

Pudesse ser eu solidão.
Pudesse eu amar sem coração.
Pudesse eu não amar.
Pudesse eu não te querer abraçar.
Pudesse eu querer.
Pudesse eu finalmente morrer.

Abril 26th, 2010

Morrendo

http://fc09.deviantart.net/fs5/i/2004/298/7/2/Death_of_Innocence_by_darkview.jpg

Por vezes sinto a morte.
Sinto-a fria em mim,
nas palavras que escrevo,
enfim…

Sinto as veias de minha escrita,
dilatar, inchar de raiva e desilusão.
Vejo sonhos, vejo metas,
desvanecerem e morrerem sem conclusão.

Olho em volta, mas nada está para lá do vazio.
Tenho medo, arrepio, mordo o lábio prossigo,
muitas vozes sussurram, nenhuma de um amigo.

Existe quem na luta, lute para ver perder.
Preso em seu próprio medo sem capacidade de vencer.
Perder é perder, nunca poderá ser ganhar.
Se perder, perdi, morri, ficarei a divagar.

Assim fico, vou ficando. Pensando. Sofrendo.
Vendo passar o mundo. Escrevendo para os que vão morrendo.

Dezembro 28th, 2009

Lágrimas de um nada

http://fc01.deviantart.net/fs71/i/2009/361/c/f/day_old_hate__by_CryingIntoBlackAbyss.jpg

Por mais que espelhe lágrimas, ninguém reflete meu sofrimento
esta dor é motivo de apostas, uma casa de divertimento
toda a gente faz piada porque não suporta a dor
por ti morreria à porrada para manter este amor.

Existe o monstro distância a querer entre nós sobressair
mas também o meu coração que não me deixa desistir
sou como ténis na parede, como boomerang que não regressa
perdi tudo o que tinha e tudo o que não tinha dispersa.

O amor é lindo, já acreditei, agora tudo é conversa
já usei a fórmula do amor, mas a disposição estava inversa
tentei compreender a amizade e acabei sem ninguém
apetece-me chorar esvaziar tudo o que meu coração tem.

Seria fácil demais se não te amasse como amo
mas nunca amei como a ti, não quero nem te engano
tudo o que fiz por ti, repetia até à minha morte
apenas um segundo contigo, já seria uma sorte.

Cheguei ao fundo do túnel e só vejo a luz que não posso seguir
aquela em que estás, mas em que a distância não nos deixa sentir
não importa mais o mundo, desde o momento que saíste
agora não passo de um objeto, um palhaço triste…

Outubro 27th, 2009

Fragmentos de solidão poética 3

http://fc00.deviantart.com/fs51/f/2009/300/d/b/db3662a6cc0244057f885043f23e07fe.jpg

Um mal nunca vem só, não!
Malvada maldição, que me persegue e me consome
neste luta de heróis em que cada um prova
ter maior fome…

Eu luto e não desisto, nunca vida!
Podes ganhar a batalha, mas nunca a corrida.

Sou o caracol que vence a lebre
o doente que vence a febre,
sou a luta, a vitória e a derrota
desta minha vida,
esta minha anedota…