Archive for the ‘Poesia Pessoal’ Category
Meu mundo

Minha vida, sua,
toda esta gente.
Mundo. Vida. Nascimento
de um ser diferente.
Podendo dou,
em volta recebo.
Tudo o que faço,
é tudo o que escrevo.
A vida dá voltas
e na volta vem visitar-me,
o melhor que aconteceu
foi o teu ser amar-me.
Desaparecido estive,
encontrado estou,
anteriormente dorido,
hoje mais que amou.
Amando fico,
amando ficaria,
brincando na neve
e matando o dia.
Sem nexo

Vou escrever o poema mais incorreto,
mais feio e sem nexo.
O poema que ninguém vai ler,
o poema que não é poema
e todos irão esquecer.
Vou escrever algo mesmo mau
pior que atirei o pau,
ao gato, eu atiro o pau à rima,
vai ser tão mau, mas tão mau,
que até irá arrefecer o clima.
Todos irão achar ridículo
que o poeta morreu,
pena que numa própria escrita,
lá o poeta renasceu.
Neste poema não sou poeta
sou o palhaço que está a escrever,
coisas sem senso,
que ninguém irá ler.
Mas a desgraça continua,
alguém a faça parar,
isto é como facadas à poesia
e sou eu poeta a dar.
Prefiro esfaquear-me
que esfaquear tão bela arte,
que raio fiz eu aqui
acabei de me por de parte.
O que eu queria,
queria fazer um poema mesmo feio,
sem nexo, e com paleio,
como garotos dentro da sala de aula no recreio.
Perfeição

Procuro a perfeição,
sem saber se existe
procuro um sorriso que persiste,
neste mundo triste.
Será que existe?
Estará fechada sem acesso?
Se existe eu quero,
onde posso tirar ingresso?
Será a perfeição,
apenas artificial?
Inatingível,
será que a procuro mal?
A perfeição não se atinge,
apenas o melhoramento,
não acredito em inspiração,
eu acredito em talento.
Acredito que cada ser, tem uma alma poeta.
Acredito no amor, sem o cúpido da seta.
Acredito que nunca consiga atingir a perfeição.
Mas também acredito que não me falte motivação.
Eu poeta

Formei palavras para encantar parábolas,
peguei em frases e construí fábulas.
Antigas construções, que mantive em pensamento.
Frases nunca ditas, que morreram com o tempo.
Pudesse eu beijar o mar em que vives,
passar no tempo que passas.
Viver apenas, contar desgraças,
deste ser que nunca morre.
Apelei a teu ser o dom do amor,
vivo para amar as pequenas coisas,
nessas mesmas coisas encontro dor,
vivo pois, para mudar as coisas.
Uma vez eu poeta disse em tom de desprezo, tudo o que sou e me mantém preso é a escrita que escrevo. Se por ventura o sol desafiar a lua. Assim como desafio a poesia, tudo o mundo mudará, será a noite o dia e o meu mundo desaparecerá.
Muitos queriam ser a poesia,
que outrora, um dia, trazia,
no tempo em que fazia,
poesia, acabava e aplaudia.
Uma vez eu poeta disse em tom de esperança, com atitudes negativas este nosso mundo não avança. Esse poeta grava lembrança, está ciente da mudança. Este poeta hoje cresceu e deixou de ser criança.
Como quem

Agarra meus braços,
segue o meu passo
e como quem pisa o mundo na exatidão
marca o compasso
que faz meu coração.
Navega no meu escrever
como quem pela primeira vez vê o mar
sê a minha inspiração, meu viver,
a minha força para continuar.
Desafia o vento numa corrida,
como quem pela primeira vez sai à rua,
luta nunca te dando como vencida
porque esta vida é apenas tua.
Grita a vitória
como na primeira vez que perdeu
não mudes a trajetória
de um jogo que é teu.
Mostra o mundo
o que nunca ninguém mostrou
ofereço-te por isso um segundo
que antes de começar acabou.
Mostra-me a mim
o quanto isto é importante para ti
mostra-me a mim
o quanto eu vejo e nunca vi.













