Archive for the ‘Poesia’ Category
Este amor cego
Sufoca-me amor.
Melhor. Afoga-me no teu leito.
Leva este jovem escritor,
para o teu mundo perfeito.
Marca meu corpo.
Melhor. Marca a minha alma.
Sem ti eu dou em louco,
amor minha morna calma.
Faz-me sonhar grande.
Melhor. Dá-me o caminho do sonho.
Não encontro por mais que ande,
erro naquilo que proponho.
Aqui sonhando, sonho.
Aqui ficando, fico.
Aqui exponho, expondo.
Este mundo aflito.
Por um

Por um abraço e um beijo teu,
viraste Julieta e eu Romeu.
Por um abraço e um beijo teu,
o amor levou-me tudo o que era meu.
Por um beijo e um abraço,
te peguei e segurei teu braço.
Por um beijo e um abraço,
embrulhei meu coração com laço.
Por um sorriso e um abraço,
por um abraço e um sorriso,
eu abrando o meu passo,
para te acompanhar ao paraíso.
Sem nexo

Vou escrever o poema mais incorreto,
mais feio e sem nexo.
O poema que ninguém vai ler,
o poema que não é poema
e todos irão esquecer.
Vou escrever algo mesmo mau
pior que atirei o pau,
ao gato, eu atiro o pau à rima,
vai ser tão mau, mas tão mau,
que até irá arrefecer o clima.
Todos irão achar ridículo
que o poeta morreu,
pena que numa própria escrita,
lá o poeta renasceu.
Neste poema não sou poeta
sou o palhaço que está a escrever,
coisas sem senso,
que ninguém irá ler.
Mas a desgraça continua,
alguém a faça parar,
isto é como facadas à poesia
e sou eu poeta a dar.
Prefiro esfaquear-me
que esfaquear tão bela arte,
que raio fiz eu aqui
acabei de me por de parte.
O que eu queria,
queria fazer um poema mesmo feio,
sem nexo, e com paleio,
como garotos dentro da sala de aula no recreio.
Perfeição

Procuro a perfeição,
sem saber se existe
procuro um sorriso que persiste,
neste mundo triste.
Será que existe?
Estará fechada sem acesso?
Se existe eu quero,
onde posso tirar ingresso?
Será a perfeição,
apenas artificial?
Inatingível,
será que a procuro mal?
A perfeição não se atinge,
apenas o melhoramento,
não acredito em inspiração,
eu acredito em talento.
Acredito que cada ser, tem uma alma poeta.
Acredito no amor, sem o cúpido da seta.
Acredito que nunca consiga atingir a perfeição.
Mas também acredito que não me falte motivação.
Eu poeta

Formei palavras para encantar parábolas,
peguei em frases e construí fábulas.
Antigas construções, que mantive em pensamento.
Frases nunca ditas, que morreram com o tempo.
Pudesse eu beijar o mar em que vives,
passar no tempo que passas.
Viver apenas, contar desgraças,
deste ser que nunca morre.
Apelei a teu ser o dom do amor,
vivo para amar as pequenas coisas,
nessas mesmas coisas encontro dor,
vivo pois, para mudar as coisas.
Uma vez eu poeta disse em tom de desprezo, tudo o que sou e me mantém preso é a escrita que escrevo. Se por ventura o sol desafiar a lua. Assim como desafio a poesia, tudo o mundo mudará, será a noite o dia e o meu mundo desaparecerá.
Muitos queriam ser a poesia,
que outrora, um dia, trazia,
no tempo em que fazia,
poesia, acabava e aplaudia.
Uma vez eu poeta disse em tom de esperança, com atitudes negativas este nosso mundo não avança. Esse poeta grava lembrança, está ciente da mudança. Este poeta hoje cresceu e deixou de ser criança.













