Maratona Poética « Vigilante, o Poeta Vigilante

Archive for the ‘Maratona Poética’ Category

Novembro 11th, 2009

Maratona Poética: Mundo Virtual

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Acho que não existo, sou apenas um ficheiro virtual
um delete permanente, de uma base de dados do mal.

Já não existo, num mundo onde tudo me tiram,
nem sei se eu próprio persisto.

Agora não sou ninguém, nunca mais serei,
encerrou-se o mundo, virtual e real que criei.

Foram banidos os caracteres que utilizo para escrever
fico-me por aqui, meu ficheiro, acabou por arder.

Novembro 10th, 2009

Maratona Poética: Traição

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Já pensas-te em todas as vezes que enganas-te um amigo
nos momentos chave em que dizias não ser nada contigo
quando viste todos os outros partirem para um só combate
quando foste o único deles capaz de se manter à parte

Quando todos te rodeavam, coitados, choravam a tua morte
a morte de um poeta ansiando por uma réstia de sorte
apenas vos faço um pedido, de quem nunca pediu nada
apenas um uma ajuda que seja, para percorrer esta estrada

Não vos invejo nada, apenas de todo o vosso sorrir
ultimamente mal o faço, só tu me consegues fazer rir
a vida está ao contrário, agora eu acredito no destino
nasci para a morte, e hei-de chegar lá sozinho

Apenas eu, com as palavras, que escrevem o meu eu
só te deixo a ti Julieta, ires ao encontro de teu Romeu
porque só tenho uma razão, que me prende a subsistir
se tu fores nada me resta, apenas a vontade de partir.

Novembro 9th, 2009

Maratona Poética: Corpos ao luar

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Hó luar, luar, o quanto te amo!
És confidente do amor, que aqui por ela derramo.

Hó lua amiga, minha companheira de escuridão,
leva as palavras que proclamo, para o destinado coração.

Meu amor, como gosto de te ter aqui
o luar está tão perfeito e ilumina o meu amor por ti,
cada palavra minha, torna a noite mais amiga,
cada amo-te, é uma luta, sem qualquer ferida.

Junta o teu corpo ao meu, tenho frio e tu és quente
embrulhei meu coração para ti, considera um presente
vou fazer um juramento neste noite de luar
fazer de ti princesa, que irei sempre amar.

Novembro 8th, 2009

Maratona Poética: Vidas Ocultas

Não te conheço, mas sei que te amo,
não te vejo, não, mas sei que não é engano
o que sinto, é tão feroz e verdadeiro
amo tudo em ti, tudo parece um inteiro
coração, quando me enches de ilusão
desapareces e eu fico amando-te sem razão.

Não sei quem tu és, será que existes, será que não?
Não perguntes se te amo, será em vão
eu amo-te tanto, pergunta ao coração.

Mas quem és tu, será que te posso ver
pareces um fantasma, que só por momentos consigo ter,
esta assombração que assombra o meu amor
nesta vida oculta, tenho prazer te sentir o seu calor.


Novembro 7th, 2009

Maratona Poética: Insanidade

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A minha insanidade não é física, mas mental
não é louca, mas racional,
não é adulta, é uma criança,
não é desistência, é mais esperança.

A minha insanidade, é só minha, não a ofereço
construí-a com amor, não a entrego com apreço
não tem preço, nem vendo a ninguém
nasceu um dia, entre meu pai e minha mãe.

A minha insanidade, transforma-me em palavras
de uma perfeição, jamais antes brotadas
a minha insanidade, é nada mais que a escrita
a minha companheira, que não me julga nem me critica.