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O reflexo

Reflexo. Deveria este ser real não deveria? Os fantasmas não têm reflexo, mas ainda não foi provado que estes existem, mas mesmo assim eu afirmo que existem, não os fantasmas, mas os reflexos que não são refletidos. O reflexo, outrora em tempos não assim tão remotos, era a realidade que um espelho espelhava, apresentava todos os defeitos, as perfeições e no fundo quem o olhava, uma pessoa. Hoje em dia, isso não se verifica, porque as pessoas já não são pessoas, as pessoas são um reflexo do que não são, o reflexo de uma sociedade regulada e limitada por padrões que os obrigam a ser o que não são, a mostrar o que não têm e a agir como nunca o fizeram.
Revoltados diria. Mas o que o mundo precisa é uma revolta. Não uma revolta mundial, mas uma revolta interna que começa em cada um de nós e que revolta é essa, perguntam vocês. Trata-se da afirmação e defesa de quem somos, sem privações, sem medos, sem medo de encarar a sociedade. Afinal somos nós, porque tentamos ser mais do que isso, se somos bons como somos?
Muitas pessoas vivem no medo de falhar, de estabelecer etapas que conseguem ultrapassar, mas que se vêm limitados pelo fator medo. No fundo tudo é um grande jogo psicológico onde o medo domina. Cada pessoa tem as qualidades que os definem, têm a personalidade que os caracteriza, porque queremos nós ter mais qualidades que não temos? Por pura ilusão, por ignorância, por medo do que a sociedade possa pensar de nós?
No fundo este é o reflexo de uma sociedade que não vive e quem não vive não tem reflexo, logo são fantasmas e os fantasmas existem, certo?
Poesia

Poesia não são apenas versos agrupados em quadra, são sim um fragmento, pedaços guardados no tempo, de figuras vivendo em nada. É uma caixa de sentimentos, arquivos desiguais de uma vida, uma dor insaciável apenas curada na escrita. Cada palavra é sangue, cada verso uma veia, a poesia o coração que mantêm a chama acesa. A caneta é a melhor amiga de um poeta, a ponte inexistente entre o papel e mente aberta. Um ser descoberto a confissão de uma vida, a sua deceção e ilusão, em cada poema uma ferida.
Amor
O amor é tão forte, tão intenso, tão arrebatador, de certo modo tão doce, que o açúcar se envergonha, tão mágico, tão natural, tão certo e incerto, tão longe e tão perto, o amor, esse amor é meu, é o amor que temos, aquele amor forte, que me deixa sem palavras, que me faz ficar mudo, mesmo tendo tanto para dizer… Este amor.
O seu toque paralisa-me, hipnotiza-me e controla-me. Torna-me seu e de um momento para o outro, perco tudo o que era, tudo o que possuía como meu. Esse meu torna-se nós e é aí que nasce a magia, não posso dizer muito, apenas que te amo mais que poesia.
Desejo
Desejo-te de uma forma que nunca ninguém ousou desejar, e desejando, desejo para sempre te amar. Desejo ser o ombro em quem encostas e choras, e chorando, mostras o quanto me amas. Desejo ser o beijo que toca teu rosto antes de adormecer, e adormecendo a teu lado direi, “Te amo até morrer“
Fruto Proibido
Angustiada, perdida assim estava, esperando por alguém que ansiava, que tirasse a última carta, uma pessoa que não chegava.
Assim estava, sem rumo no fundo, perdida no meu mundo, onde ninguém entrava nem que fosse para tirar o último trunfo, de um jogo viciante, que me vicia assim que o tento compreender, que me agarra e me prende, de uma forma estranha de ser mulher.
Ele abusa do jogo, e joga com cartas que não entendo, e eu… vou vivendo, contradizendo o que vou vendo, porque sei sabendo que mesmo não querendo o que digo dizendo, meus olhos mostram que o desejo.
É insaciável, no fundo é proibido, mas é também verdade quando dizem que este é o mais apetecido.













