Erotismo « Vigilante, o Poeta Vigilante

Archive for the ‘Erotismo’ Category

Julho 29th, 2011

Um desejo que consome

Sentia um desejo que consome a alma e percorre a espinha. Sentia um desejo que apertava meu coração e dificultava a respiração dos meus pulmões. Um desejo insaciável ao ponto de me deixar cego de prazer pela sua satisfação. Um desejo doentio de prazer latente no suor do meu corpo e no impulso dos meus movimentos.

Um desejo recíproco que denotava em teus olhos, em teu corpo, em teu gemido que ansiava aumentar ao ponto de rebentar a minha capacidade de audição. Uma face pura, sem maldade, mas provocante ao ponto de querer sentir tamanho anjo.

Não consigo imaginar-te envolta em tamanha loucura, mas o teu corpo faz-me alucinar com o seu toque. A tua excitação excita-me e os gemidos cruzam-se e interligam-se tal como os nosso beijos.

Seria impossível não sentir este desmedido desejo por ti. Deixas-me louco e sabes ao certo como o fazer e as armas a usar. És um tudo, demasiado puro e demasiado safado, em simultâneo. Tamanha é a loucura no arquear dos teus seios e no prazer do teu corpo. Tamanho é o prazer navegando em teu sexo e atracar no sentido do teu coração.

Março 23rd, 2011

Poemas eróticos e poemas pornográficos

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Sempre fui um apreciador do “Erotismo“, seja através de fotografia, escrita ou outra arte onde este possa ser expressado. Neste meu site para além na categoria erotismo, conto com várias poemas eróticos da minha autoria e algumas prosas. Sempre foi uma paixão minha escrever sobre o amor e no fundo todos os sentimentos que o movem, sentimentos derivados dele ou de uma simples relação sexual. O meu próprio livro “Muito Mais que Apenas Amor“, no qual tenho vindo a trabalhar retrata exatamente esta temática, o amor com um toque suave de erotismo.

A minha visão de erotismo

O erotismo na minha visão surge agregado e quase indissociável da noção de desejo. Quando olho ou leio uma obra erótica, um dos sentimentos que procuro é o desejo, seguido da fantasia, da imaginação que acho que a obra deve criar no espetador. Acredito que não se deva mostrar tudo e apostar-se mais em sugerir do que dar totalmente o conteúdo. Em levar o espetador a descobrir e a imaginar o que quer que a obra lhe sugira. Quando a obra nos é totalmente exposta, morre a ideia de imaginação e criação do espetador.

Acredito num erotismo suave, com expressões que não descurem a noção de amor e tudo o que este sentimento engloba. Acredito que a capacidade de imaginação de quem lê e também da forma como é escrito, é fundamental e mais importante do que a própria linguagem que é empregada na obra. No caso de uma fotografia, acredito que as expressões possam ser mais fortes que a nudez, e que também se pode aplicar a ideia de sugerir em vez de mostrar a obra por completo.

Poemas Pornográficos?

Existem poemas eróticos, tal como existem contos eróticos. Na minha visão de escritor acredito que também existam poemas pornográficos e contos pornográficos. Como disse anteriormente, sempre apreciei um erotismo ligeiro que nunca deixe de lado a ideia de amor e que apresente uma linguagem no mínimo legível por várias faixas etárias. Acredito que uma poesia erótica ligeira ou uma prosa do modo como a escrevo pode ser lida por um jovem de 14 anos ou talvez mais novos, sem existir problema. Tendo em conta que hoje os jovens têm um contacto muito prematuro com a sexualidade.

Quando me refiro a poemas ou contos pornográficos, falo de textos que parecem cópias de um verdadeiro filme porno, em que não existe sequer efetividade, apenas sexo, sexo e mais sexo. Questiono-me por várias vezes se existe sequer uma noção de literatura nesses textos ou se podem ser considerados como literários. Não digo que não o sejam, muito menos critico quem os escreva, apenas não sou adepto e não considero isso o verdadeiro erotismo. Passo a mostrar:

“Sem hesitar eu peguei e fui com a boca até aquele pau e comecei um belo boquete, no começo com alguma dificuldade pra colocar a boca devido a grossura, mas conforme a boca foi relaxando, ficou mais fácil e prazeroso. Chupava como se fosse um pirulito, e com a mão também batia uma punheta pra ele. Era uma delícia sentir aquele enorme cacete na boca, chupava um pouco, passava a língua naquela cabeça gostosa e voltava a mamar. Alguns minutos se passaram e ele colocou as mãos na minha cabeça e começou a foder minha boca com força…”

Acredito que este triste exemplo, que nem tencionava mostrar, mas que achei oportuno para perceberem a minha posição, mostra exatamente o que estava a falar. É esta escrita denominada erótica, que na minha opinião é pornográfica, que não aprecio e que de certa forma condeno. Mas como disse, cada um como cada qual, e cada ser com os seus gostos.

Uma Demonstração de Erotismo

Penso em ti. Penso em ti nas noites em que pareces percorrer meu corpo como uma brisa suave do vento. Nas noites em que sopras em meu peito e me fazes sentir o teu toque. Penso em ti, quando percorres meus seios. Quando a tua saliva se assemelha a pequenos riachos que teimas fazer no meu corpo. Riachos que não leva o vento. Riachos que apenas me molham em desejo.

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Gostava de os navegar e sentir-me realmente tua, mesmo não o sendo. Gostava de substituir a pequena brisa que circula no meu corpo, por ti. Gostava de ser apenas tua, em pensamento e em desejo, e sentir-te navegar meu corpo e criar riachos ainda maiores, em todas as zonas, onde o teu prazer me mata. Gostava de me dar a ti, de me dar a ti num jogo de loucura onde só o prazer tem palavra. Onde só o prazer reina e onde só os teus gestos me fazem gemer. Quero ser tua. Não sendo tua não sou mulher. Torna-me tua. Têm-me como tua e faz-me enlouquecer.

Apenas um exemplo, que escrevi agora rápido para perceberem o que considero erotismo.

Janeiro 26th, 2011

Espelho do prazer

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Os olhos são como um espelho. Se realmente temos alma essa expressa-se nos olhos. Na visão do teu olhar, na tua alma bela que não se vê, nem pode tocar. Tudo está guardado. Nas palavras que permutam por entre as bocas e nos sorrisos que um olhar não esboça, mora o prazer. Este mora igualmente no tocar dos lábios e na troca que o fogo dos olhares faz. Mora em cada abraço em que o mendigo encontra a paz. A paz encontrada, num jogo de prazer.

No tocar do corpo, no gesto tímido que cada um efetua mora a cumplicidade. Expresso na confiança encontra-se o carinho que cada gesto esboça no desenho da vida. Não existe prazer se na sua base existir um sentimento. O mesmo sentimento que vejo em cada gemido, que te afoga e renova cada sentido. Pudesse o prazer ser eterno e a satisfação de uma mão que nos ampara quando o fundo não existe. Sendo cada gemido um abraço, pudesse os abraços ser gemidos.

Prazer é ter presente, é ver nos seus olhos um espelho e consequentemente cada pedaço de nós, que não conseguimos ver. Que muitas vezes não nos fazem ver. Que muitas vezes nunca chega a ser visto. E no espelho de prazer, por vezes ficamos perdidos em nosso reflexo, onde procuramos uma ida sem regresso…

Dezembro 23rd, 2010

Quero um toque

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Quero sentir o toque, que me sufoque a minha alma. Pequeno pedaço de choque, envolto na minha mansa calma. Quero um beijo ofegante de respiração apertada, um abraço sincero esmigalhando a fachada. Quero um toque apenas. Singular. Perfeito. Ser o eleito que merece respeito numa escolha tão singular. Passar do plural ser particular e fazer lembrar, o toque que não tive, mas o toque que quero tocar.

Pudesse eu tocar o mundo. Não qualquer mundo, mas o teu mundo. O mundo onde habita cada pedaço do teu ser, que na junção, não sei ou não, te faz ser a vontade de querer.

Pequenos desejos comutam do meu corpo para o teu, do teu para o meu, quem não sentiu outrora morreu. Mas sinto. Não sei que sinto, na verdade talvez minto, o poeta muito sente e por não saber que sente mente. Desejo. Apenas quero transformar este texto num beijo que te possa tocar, que caminhe toda a distância e te faça sonhar.

Dezembro 6th, 2010

Orgasmo

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É na tua essência que atinjo. Solitária busca de amor não finjo, o que envolvo na busca do prazer. Sem precisão, nem alcance, sinto-me perdido em teu corpo. Fico doido. Fico louco. Pudesse eu ser teu beijo, para te sentir molhada em meus lábios. Pudesse eu ser teu toque, para me sentir tocado por ti sensível. Pudesse eu ser o objeto do teu amor, a razão do teu prazer e o silêncio da tua dor. É em ti que me encontro e me sinto efetivamente vivo. No teu orgasmo capto as palavras que se transmitem sobre gemidos e escrevo. Escrevo para que leias. Escreve para imortalizar em palavras uma memória que não quero perder. A memória de tu e eu, como um ser uno e indivisível. Um ser forte capaz de tudo… Capaz de alcançar o desejado ORGASMO.

Relembra.
Consome.
Toca e faz gemer.
Beija-me.
Excita-me.
Faz-me ceder.