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Archive for the ‘Erotismo’ Category

Janeiro 29th, 2012

Um desejo que não tem fim

prosa erótica

Faltam-me as palavras mas mesmo assim escrevo. Escrevo à medida que o meu pensamento te relembra e me enche de um prazer semelhante ao que experimentei a teu lado. Escrevo à medida que denoto que uma paixão assim nunca haveria sentido e nunca mais irei sentir. Escrevo à medida que constato que me sinto a pessoa mais feliz do mundo por te ter a meu lado e por seres somente minha de todas as formas.

Desejo-te constantemente, sinto algo em mim diferente, uma vontade mais que louca em amar-te loucamente. Sem ti já não faria sentido, porque todo o meu mundo ou grande parte dele está agora edificado ao teu lado. Está descrito no teu corpo, na ondulação dos teus seios que em noites de puro desejo não consigo renegar. Quando te dás por completo chego a pensar que o céu desceu à terra para fazer um pacto com o diabo na ascensão do prazer.

Por entre o teu corpo navego.
Navego sem medo de me perder.
Navego no corpo em que perco,
sem medo de perante ele ceder.

Cedo, indefeso,
não consigo não o fazer,
morro por ti de desejo,
com vontade de em ti morrer.

Perco-me sem sentido,
sem vontade de me encontrar,
navego em teu corpo perdido,
num desejo sem findar.

Morro em desejo,
um desejo que nunca terá fim,
amo-te por inteiro,
porque nunca senti nada assim.

Dezembro 22nd, 2011

Linhas eróticas

Que saudades que guardo do teu corpo. Saudades de um simples toque na tua pele suave, que me fazia tremer pelo simples facto de saber que te tocava. Tocava não só o teu corpo mas maioritariamente o teu coração, que sentia palpitar suave quando beijava o teu peito. Sinto saudades de te abraçar junto do meu coração, para transmitir-te toda a força que me transmites de forma a ficarmos equilibrados.

És como uma pequena flor talhada na perfeição, que me enche de desejos loucos e ao mesmo tempo me sufoca de medo de machucar uma simples pétala. Sendo tu a minha flor, confesso que gostaria de beijar as tuas pétalas, descer pelo teu caule e viver nas tuas raízes, mas tudo isto não passam de metáforas.

Eu ao contrário de ti não sou uma flor, se fosse por certo seria uma com bastantes espinhos. Lutaria ao máximo para te defender, mas sempre que te aproximasses a uma distância de me afogar o coração, conhecerias os meus espinhos. Não tenho maus espinhos, apenas espinhos de loucura sempre que te imagino e que me imagino nos teus braços.

Não sou muito mais que palavras,
e sem palavras nada sou,
sou pouco mais do que aquilo que faço
pouco mais do que me criou.

Gostava de poder ser melhor,
mas melhor não sei ser,
por vezes gostava de desistir,
por momentos desaparecer.

Gostava de ter mais,
mas mais não consigo ter,
por vezes gostava de desistir,
por outras quero viver.

Não sou mais do que isto,
pouco mais sei escrever,
as ideias parecem mortas,
como morto o meu viver.

Por isso liberto as palavras
para quem as apanhar,
e aqui fico pensativo
com vontade de te beijar.

Dezembro 12th, 2011

Não vamos confundir as coisas, sim?

Vamos por os pontos nos “i’s”, mesmo que tenha apenas usado um, acho crucial que tenha de ser feito. Por várias vezes já me debrucei neste meu site pessoal, sobre erotismo e sobre pornografia. Esta ciente na minha mente, mas continua a fazer confusão na mente de certas pessoas quando se diz que estes conceitos não vivem “lado a lado“. Não vivem sequer na mesma casa, vivem apenas juntos nas mentes das pessoas mal resolvidas em termos de sexualidade que não conseguem distinguir duas vertentes tão distintas.

Como também já referi aqui muitas vezes, sou completamente contra a pornografia na literatura! Todos sabemos que as palavras possuem um poder imenso, quando bem usadas, acredito assim e por essa mesma razão, que devam ser usadas da melhor forma e de forma precavida. O que partilho neste meu site muitas das vezes, são textos da minha autoria (obviamente), de cariz erótico e nunca a tender para recordações de sexo sem substância.

Sou um eterno fan da literatura erótica, tanto da escrita como da leitura. Toda a escrita é uma arte que deve ser tratada como tal. Que deve ser limada. Que deve ser explorada até ao mais ínfimo pormenor, afim de se encontrar a aresta perfeita que trará a combinação mais requintada. Não devemos tratar a escrita como lixo, apenas pelo simples facto de podermos escrever tudo o que a nossa cabeça oca pretende magicar.

Temos o poder da escrita e com ela um mundo podemos criar. Um mundo podemos ter. Um mundo podemos matar. Temos o poder da escrita e a forma de o fazer viver. Temos o poder da escrita e sem nós ele acabará por morrer.

Outubro 19th, 2011

Imaginando-te

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Vivo imaginando-te. Escrevendo para ti e saboreando-te em cada palavra. Vivo imaginando o teu corpo para na nossa realidade constatar que a minha imaginação nunca conseguiria igualar tão belas feições. Para constatar que a minha imaginação nada é capaz de fazer contra a evidência de uma perfeita realidade. A realidade que me aproxima e sufoca no teu corpo.

Afogas-me todos os sentidos ao tocar dos teus lábios. Um toque suave que contem em si um turbilhão de sentimentos indescritíveis e incapazes de serem transpostos para o papel de forma a que se lhe dê justiça. Faltam-me as palavras. Posso garantir que a minha imaginação não consegue ir para além da sensação de te ter como inteiramente minha. Da permuta de beijos que o vento por vezes faz chegar para além do nosso entendimento. Uns lábios que me prendem e que me obrigam a amar cada pensamento que me faz pensar em ti.

Navegando em teu corpo imagino como seria descrever tal sensação, mas novamente as palavras parecem sumir e encarregar-me de uma missão quase impossível.

Perco-me ao saber que o pensamento me trai. Não é capaz de me dar uma representação real de ti, uma representação de quando estás comigo e de quando és inteiramente minha e de todo o nosso amor.

Ai pensamento como me enganas. As tuas representações não parecem corretas. Por vezes dou por mim a pensar se realmente vens ao meu encontro ou serás fruto de uma imaginação que me transporta para além das nuvens e completamente fora do mundo que vivo.

Não sei se já te disse mas “Sinto-me bem a teu lado, sinto-me vivo a cada palavra e agradeço-te por isso“.

Agradeço os momentos em que apenas os gestos parecem dizer tudo. A troca nos olhares. O palpitar do nosso coração que bate para além do nosso corpo e nos troca completamente as palavras. Costumo dizer “Desculpa se falo pouco, mas existem pessoas que me deixam sem palavras” e tu és uma delas, mesmo que não o saibas.

Assim me despeço imaginando-te a meu lado, navegando no teu corpo e ansiando atingir o prazer final, imaginando-te…

Julho 29th, 2011

Um desejo que consome

Sentia um desejo que consome a alma e percorre a espinha. Sentia um desejo que apertava meu coração e dificultava a respiração dos meus pulmões. Um desejo insaciável ao ponto de me deixar cego de prazer pela sua satisfação. Um desejo doentio de prazer latente no suor do meu corpo e no impulso dos meus movimentos.

Um desejo recíproco que denotava em teus olhos, em teu corpo, em teu gemido que ansiava aumentar ao ponto de rebentar a minha capacidade de audição. Uma face pura, sem maldade, mas provocante ao ponto de querer sentir tamanho anjo.

Não consigo imaginar-te envolta em tamanha loucura, mas o teu corpo faz-me alucinar com o seu toque. A tua excitação excita-me e os gemidos cruzam-se e interligam-se tal como os nosso beijos.

Seria impossível não sentir este desmedido desejo por ti. Deixas-me louco e sabes ao certo como o fazer e as armas a usar. És um tudo, demasiado puro e demasiado safado, em simultâneo. Tamanha é a loucura no arquear dos teus seios e no prazer do teu corpo. Tamanho é o prazer navegando em teu sexo e atracar no sentido do teu coração.