Archive for the ‘Erotismo’ Category
Amor no Banho

No chão residia a veste que teu corpo havia despido, no chão estava a roupa que de meu corpo também havia caído. A teu lado recordava, como era sublime te ver despir, esse corpo modelado e perfeito era forte demais para resistir. Olhava em teus olhos e denotava a tua simplicidade, a tua inocência no fundo toda a verdade. Olhava em teus lábios, meu deus como os queria, beijava-os a toda a hora, mas mesmo assim não me perdia. Desejava mais um dia, mais uma hora o que fosse, só mais uns minutos para te provar como a tua forma é doce. As curvas do teu corpo delimitadas na perfeição, a tua mãe pode não ser pintora, mas aposto que foste feita à descrição.
Eu e tu, corpos juntos a água em nós escorria, contigo a meu lado não me importava com mais nada e ria, não me importava se o sol traria um novo dia, apenas me importava e denotava toda a nossa alegria. A água a correr nesse teu corpo, a forma como te molhava, minhas mãos em teus seios, já não sabia no que tocava. O calor crescia mas o exterior estava bem frio, agarrava-me mais a ti para sentires meu arrepio.
Que bom era tocar-te, que bom era sentir-te, que bom era beijar-te com a água a cobrir-te. Que bom! Tudo foi bom e respeito, senti-me o eleito, a pessoa que apesar de não o ser naquele momento foi perfeito. Apenas quero e choro, para esse momento se repetir, apenas tenho medo e desespero por um dia te ver partir… Amo-te.
Na tua essência…
Naquela noite, ao inverso de muitas outras, não me deparava só, tinha-te a meu lado, aliás, imoderadamente próxima de mim. Circundando minha cama embatiam velas, brilhantes, luzentes e vivas, engrandecendo o calor que se fazia sentir. O rádio quase imperceptível, por entre os nossos murmúrios passava nothing else matters dos metallica, e visto bem, naquela ocasião não interessava mesmo mais nada. Teu corpo enleava-se no meu, tua língua bailava com a minha, e a disputa de gemidos era constante. Há medida que te desarmava, o calor ampliava, estranho talvez, mas o desejo era mais quente que o próprio frio. Teus olhos brilhavam, conseguia avistar dentro deles, o desejo fervilhar, teu sorriso sorria, conseguia ver o quanto feliz te encontravas. Tu e eu, eu e tu, a impossibilidade de algo real, teu corpo no meu… Beijei teus seios, beijei teu corpo, beijei o calor, lambi teu suor, e dei-te o meu amor. Gemido crescente, prazer em ascensão, esqueci as palavras da razão e quebrei as fronteiras do meu coração. O ambiente era perfeito, até as velas darem lugar a fogo, até o sonho dar lugar á realidade, a realidade em que apenas te tenho na fantasia…
Palavras de uma relação…

Via nela, que apenas queria mais e mais, o seu corpo, para além de tremer, saltitava, como se tivesse vida e vontade própria. Sentia-a atingir o orgasmo, algo que me deixou ainda mais excitado, porque tinha a certeza que ela tinha amado, mais que eu ainda. Sabia que ela o desejava, mesmo muitas vezes não o mostrando, sabia que o seu quente corpo sentia uma tremenda vontade de o fazer comigo. Era com um incêndio que apenas eu conseguiria apagar ou suster. Via nos seus olhos, nos seus gestos e sobretudo no seu sorriso, sempre que tocava no assunto, e agora, a seu lado, naquele momento mais que mágico, ria-me para mim mesmo, sabendo que era verdade tudo o que suspeitava. Era como um grito de vitória, concretizado no seu corpo, na sua alma, no seu interior. Há medida que sentia seu corpo, não sentia o meu, porque eu simplesmente levitava. Era como se o meu mundo se tivesse juntado ao seu, era algo que nunca tinha sentido, ou imaginado poder existir. Era-mos apenas eu e ela, meu corpo e o seu, bem juntos, em algo ao qual não chamava sexo, não! Sexo é algo banal demais, para retratar aquele momento. Aquilo era amor, amor mais profundo e verdadeiro, que possa existir neste mundo. Estava envolvido em algo por qual ansiava durante toda a minha vida, não! Minto, ansiava depois de te conhecer, essa pessoa fantástica que és. Agora tinha-te para mim, tinha-te num momento em que ambos lutava-mos para mostrar o quanto cada um amo o outro. Essa força que é forte demais… Juro não conseguir transmitir em palavras o quanto te amo. Aposto que também não consegues. Eu via em teus olhos, enquanto te abraçava, enquanto te beijava, teu mundo parou, não minto também o meu. Enquanto teu corpo transpirava, eu sentia o frio, enquanto o meu gelava, tu sentias o calor. Era-mos como dois mundos diferentes, mas cada um necessitava o outro para sobreviver e sobretudo para se completar. Sou louco, estou louco, mas apenas por ti. Quero que este mundo, que é demasiado pequeno para nós os dois, saiba o quanto eu te amo, mas julgo nem eu saber. Meu Deus, este sentimento não cabe dentro de mim. Enquanto te abraço, enquanto te beijo, enquanto fazemos sexo, sinto o sentimento, aumentar, rebentar, transpirar, cada palavra, cada riso, cada sentimento, me faz lembrar a pessoa que és e o quanto te amo. Será isto amor? Será loucura? Se for chama-me louco, mas é o que sinto. Não pretendi mentir, não a ti, és o corpo mais perfeito no qual toquei, teus lábios são os mais perfeitos que beijei. Sempre disse que o mundo não me sorriria, mas depois de te ter, para mim só para mim nos meus braços, penso que sorriu, e para além de sorrir… Brindou-me com o teu sorriso, o mais belo, o mais perfeito, aquele que anseio dia após dia para sorrir, e luto para não se desvanecer. Meu coração fala por si, as mãos escrevem palavras das quais não penso, tudo é espontâneo. É esta minha loucura que me faz desejar-te, é esta minha loucura que retrato na minha escrita. Tu e eu, não somos dois somos um apenas. Tu e eu, dois corpos juntos, num momento impossível de esquecer. Tu e eu, eu e tu, desde sempre e até morrer. Amo-te.
Acordei, sem estares…

Acordei novamente, frio e gelado, pensei ter teu conforto, mas não o tenho quando me encontro acordado. Ao sonhar, tinha teu abraço, sentia teu corpo no meu, pensei ainda o ter, mas ao acordar esse sonho se desvaneceu. Porque? Pergunto à vida o porque desta injustiça, o porque da realidade dura que nos afasta de um final feliz. Considero que exista esse final feliz, dentro de um grande sonho em que se envolve.
Quando acordo, no soalho duro, na cama macia, ou simplesmente nas nuvens, sinto um arrepio com a tua partida. Sinto vontade da tua chegada, e sinto um vazio que se transforma em saudade. Que se transforma em solidão e que no sonho volta em forma de amor e compaixão. Quando te abraço sinto que te tenho, sinto mesmo! Sinto teus lábios, sinto teu calor invadir-me o corpo, mas quando acordo, tudo isso desaparece, porque?
Porque será que apenas te tenho no sonho, confesso também sonhar acordado, confesso que luto para o sonho se tornar numa realidade, numa realidade em que te sinta, em que te toque, e uma realidade em que sintas o mesmo. Está perto, aliás não poderia esperar mais… um dia, um momento, uma oportunidade de tornar o sonho numa realidade, não só para mim mas para nós os dois. É esse momento, é essa oportunidade, de largar o frio, de puder-me aquecer em tuas palavras, de puder me aconchegar em teu sorriso, uma oportunidade de estarmos tu e eu. Nesse momento, direi, acordei contigo a meu lado, e do sonho só me resta rir. Porque? Porque consegui retirar-te dele e trazer-te para a realidade, a minha realidade…




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Orgias Lésbicas
Muito prazer dizia eu na minha forma mais inocente, a verdade é que não acreditava no que se passava à minha frente. Depois de muita conversa, saí em direcção ao seu lar, eu não sentia frio, porque o calor crescia na sua forma de beijar. Passava um filme na televisão mas ninguém prestava muita atenção, entre jogos de língua o que sobressaia era a paixão.
Escrevi na mente, palavras de carinho
naquele momento e derrepente, não me sentia mais sozinho
oportunidades, para mim sonhos para lá do infinito
precisava de um belisco, para saber se é verdade o que acredito.
Seria real, o que ambas sentiam,
seria real e verdadeira a forma como gemiam
pequenos diamantes e eu a sua jóia
num jogo de prazer e muita paranóia.
Envolto em lençóis, envoltos em paixão, num jogo de corpo a corpo quem falava mais alto era a sedução. Sentia-me seduzido mas ao mesmo tempo a seduzir, deslizando em dois corpos como se visse a própria vida a sorrir, a piscar-me o olho e a dar-me algo de genuíno, ainda mais do que o jogo de sedução sobressaia um prazer tão repentino. Minha boca em seus seios, sem receios ou pensamentos, apenas prazeres conjugados e arquivados em bons momentos. Um deslizar mais profundo, o penetrar da flor da vida, descobrir que o que entra também apresenta saída. Rasgadas inibições, juntaram-se três corações, na cama ficou o drama, a loucura que cada delas emana, um desejo que se repete, um vírus forte que me afecte e uma certeza de repetição.