Archive for the ‘Desabafos’ Category
Roda o disco

Vaguei-o na rua vejo as pessoas a olharem-me fundo nos olhos, a olhar-me de lado e vejo-me preso na sensação de que todas essas pessoas sabem os actos que cometi e que carrego no meu corpo. O mundo cada vez mais anda ao contrário e cada vez é mais difícil perceber o que é certo e o que é errado, está tudo trocado! As atitudes não são as certas, mas trazem prazer num jogo de engano em que me engano a mim próprio. A minha mente corrompe e meu ser mantêm-se igual, tudo muda e eu apenas sei que meu mundo está ao contrário.
Gostei da tua companhia mano, gostei de falar, desabafar, rir e chorar. Gostei da tua companhia amiga, e espero que tenhas guardado as minhas palavras bem como tudo o resto. Gostei da tua companhia velho amigo, de volta aos nossos tempos passados, não sei se já partis-te mas ainda estás aqui. Gostei da tua companhia primo, o meu velho amigo. Gostei de tudo o que se passou e que deixou a minha vida ao contrário!
SportZone, a melhor loja. Não!
Tenho raiva, vontade de chorar, vontade de gritar, vontade de partir tudo á minha volta, vontade de rebentar, vontade de desistir, vontade de não pensar em nada, não ter nada e não ser nada.
Hoje venho falar da sportzone a da minha insatisfação, digamos raiva com a loja. Há cerca de uma semana comprei lá uma bmx, andei com ela uns 15 minutos e a pedaleira moeu! Levei a bicicleta á loja e decidi dar mais dinheiro e trazer outra, estava esgotada tive de esperar uns dias. Quando fui lá buscar a nova bicicleta, reparei que ela tinha um problema nos travões, resultado tiveram de mudar peças de uma bicicleta para outra.
O mecânico, ou suposto mecânico, andou cerca de uma hora á volta daquilo até que disse que estava boa, mesmo eu vendo que não estava e ter de pedir a alguém para me arranjar aquilo em casa. Os travões ficaram bons e tudo parecia estar bem. Hoje fui á cidade comprar algo e levei a bicicleta, ao meio do caminho começo a sentir a pedaleira a abanar. Novamente! Apertei aquilo como pude e segui caminho. Quando vinha a subir uma barreira, rebenta-me a corrente da bicicleta, partiu por completo, e depois com a sorte que tenho levei com ela no joelho, que tenho lesionado devido a uma rotura de ligamentos que fiz à uns tempos.
Tive de chamar a minha irmã para me levar a bicicleta. Agora ando com gelo no joelho e com uma dor imensa, que me vai deixar a coxear durante uns longos dias. Mais logo espero ir à loja levar a bicicleta e a puta da corrente num saquinho como prenda pelo bom serviço! Não pretendo mais nenhuma bmx, caguei para isso, não aguento mais ter um montão de problemas com o material de merda. Por isso vou lá, entrego a bicicleta e trago o dinheiro. E só espero que não me chateiem, porque se isso acontecer vão ouvir das boas e poderei ponderar na ideia de pedir o livro de reclamações!
É engraçado uma pessoa investe dinheiro, e não foi pouco até posso dizer que foram 160€ para ter um produto supostamente de competição e pronto para provas de bmx, e numa simples subida e a apenas 1 dia com ela, sem manobras ou saltos, parte-se aos bocados, enfim!
Gostava de dizer bem desta loja, das pessoas que lá trabalham, gostava mesmo de dizer que eles têm bons mecânicos e tudo mais, mas na verdade é que tudo isto é mentira! Não quero generalizar, nem quero ofender ninguém que possa estar ligado a esta loja de alguma forma, mas tinha de dizer tudo isto e se alguém estiver mal com isso, podem vir-me buscar a casa, podem até fazer queixa de mim, façam o que quiserem, mas eu simplesmente não calo!
Como posso morrer?
Cheguei à conclusão que ninguém triunfa neste caminhar eterno, cheguei à conclusão que tudo o que fazemos de bem ou mal, é apenas um pretexto para nos queimar no inferno. Não acredito no céu, acredito na terra, naquela que toco e naquela em que vivo e no fundo naquela onde irei morrer, nessa terra eu acredito.
Enquanto cá ando perduro e deixo a minha marca para alguém no futuro encontrar, talvez um dia alguém dê o valor que hoje ninguém consegue dar. No futuro verei o meu nome, marcado na minha campa, com uma assinatura personalizada, Eusébio, o poeta a quem ninguém deu nada.
No futuro serei e lutarei para deixar a marca que hoje traço, porque muita gente morre, mas o poeta fica e marca compasso. Cada linha que escrevo é um pedaço de mim, como posso eu morrer se sou escrito sem fim?
Como posso eu morrer se não me sinto vivo, por favor quero um motivo, porque me sinto demasiado emotivo…
Morrendo como todos (2)

Ao fundo vejo um caminho, mas tenho medo do atravessar, os espinhos que este ostenta são demasiado grandes para alguém tentar ultrapassar. Ai vida porque tudo tem de ser assim, o que te devo? Diz-me! O que precisas de mim…
Ao fundo vejo a esperança, e quem corre sempre alcança, mas mesmo lhe tocando, é o meu sonho que vai sonhando, porque para grandes sonhos, nem mesmo com esperança se vai ganhando.
Ao fundo vejo a mágoa, que me tenta persuadir, será que hei-de continuar com uma vontade de desistir. Ai vida, porque és tão injusta… porque me dás sem sentir o sabor, será por ter demais, ou por querer dar demais amor…
Morrendo como todos
Por vezes gostava de gritar e cuspir todas as entranhas do meu corpo, derramar sangue até não ter uma pinga e ver cada pedaço do meu eu desvanecer e perder-se no escuro que assusta qualquer ser.
Gostava ainda de beber meu sangue para provar realmente do que sou feito e se o meu sabor coincide com a imagem que aparento. Gostava de arrancar o coração e oferecer a um qualquer vampiro como forma de doação.
Gostava de transpirar minha dor de uma vez e sem porquês, gostava de não sentir, por vezes de desistir, gostava! Mas a verdade a luta a disputa está sempre presente, e assim fico, morrendo como toda a gente.
A minha expressão é a vossa obsessão

Cheguei a uma conclusão, que outrora noutro mundo já havia concluído “A minha expressão é a vossa obsessão“. As minhas palavras são o alimento de mentes guiadas por um mundo que não é o vosso. A minha voz é a calma que muita gente não conhece, a minha vida é a que exponho e que muita gente desconhece.
Repara, a inovação que fala e não cala,
Repara a pétala que abala com a força de uma bala
Lirical, quem vem por mal não leva castigo
Quem me dá abrigo pode viver comigo.
Cheguei à conclusão que o que concluo é demasiado vago, como um preservativo furado, que traz um fruto indesejado. Faço aborto a mim próprio, mas o que está dentro de mim não morre nem com a minha morte, serei imortal? Ou terei demasiada sorte?
A minha expressão é a vossa obsessão!








Consegues ver?
Consegues sentir o que escrevo? Consegues entender aquilo que não percebo?
2 estrelas, um meteorito, uma explosão, uma vida, uma luta, uma partida em vão… 2 corações, duas vidas, duas lindas rosas, duas saídas, a mesma entrada, enfim…
Consegues olhar-me nos olhos, sem ocorrer faísca, consegues dizer que me adoras sem teres vontade de dizer que me amas?
1, 2, 3 borboletas, voando num céu infinito, uma pessoa vigilante, soltando um grito, uma criança pulando, duas mais brincando, um pombo piando, uma voz anunciando, que perdi…
Consegues ver a música que o meu coração toca? Consegues ver em minhas perguntas qual será a resposta? Consegues ver o que não vejo? Não vejo, não vejo… sinto-me cego…