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É algo que não se explica

Não se explica só complica o que se passa na minha mente. Vocês lutam para ser iguais, eu luto para ser diferente. E assim derrepente podia pensar em muita gente, mas mantenho-me somente só, num mundo independente. Eu sigo vigilante num caminho que somente eu traço. Muitos sonham demais e na realidade caem no fracasso. É escasso o tempo para realizações de tamanha envergadura. Muitos perdem a cabeça e alinham no corte e costura.
A vida não é para fracos por isso mantenho-me eternamente forte. A evolução na minha missão será o meu objetivo até à morte. Com sorte irei triunfar onde muitos talvez cairão, pois luto com a força que tenho e toda a força que as palavras me dão. É algo que não se explica. A minha mente é complicada e complica e as pessoas não dão soluções apenas apoiam quem critica.
O mundo não anda perdido vocês é que se perderam no mundo. Eu vou ao fundo da questão e levo a questão ao fundo. Eu tenho o mundo na minha mão e as armas para o mudar. Vocês parecem o nosso estado só luta para se enterrar! Onde está a união e o lutar por um mundo melhor. As pessoas pretendem ter tudo, e não notam que só conduzem o mundo ao seu pior.
Existem orelhas aqui que aqueceram como chamuça, peço desculpa aqueles a quem não assentou a carapuça!
Descarga de raiva
Hoje a raiva invadiu cada corpúsculo que forma o meu corpo. Sem razão aparente, sendo razão suficiente para alimentar e acarretar ainda mais raiva. Desabafo na frente de um ecrã, palavras que poderiam ser o sangue que a minha raiva pretendia ver escorrer. Ser a libertação de um bicho que possuiu o meu corpo e o levou ao seu extremo.
Por vezes é impossível aprisionar toda a raiva e manter-me sempre a pessoa calma que a minha aparência denota. A pessoa calma que dia após dia engole em seco para um dia sofrer da acumulação de tantos comprimidos de contenção. Hoje rebentei. Rebentei sozinho e retirei-me. Retirei-me para onde ninguém me consegue ver. Retirei-me para um local onde não consiga magoar ninguém para além de mim próprio.
É complicado armazenar e gerir tantos sentimentos antagónicos, que no fundo conjugam euforia com uma disforia raivosa. É complicado armazenar tantas palavras de tantas bocas que se atiram no silêncio e que na frente se silenciam e se escondem em palavras meigas. É complicado manter-me quando na verdade me quero perder em vários sentimentos, que sinto, que aprisiono, na esperança de poder finalmente libertar no seu pleno.
É frustrante investir tanto em tanta coisa e retirar tão pouco. É triste não ser compreendido, não ser apoiado, mas custa muito mais ser ignorado. Custa muito mais ser rebaixado e custa muito mais saber que existe quem não daria nada por nós e no fundo nos deu a vida.
Tudo em mim é uma descarga que não controlo. Muito menos controlo o que do meu coração saí e que digitalmente neste texto pinta o ecrã. Não sou eu que escrevo. Muito menos controlo o que é escrito. É algo para além de mim. Algo que me transcende e me completa, porque liberta as palavras que eu nunca seria capaz de dizer.
Não sou nada hoje, não serei nada amanhã, morrerei sem ser mais nada que isto, mas deixa-me tentar para perceber no fim da minha vida que sempre estive errado.
Grito

Por vezes, sinto um apelo interior para que grite bem alto. O máximo que a minha capacidade vocal permita. Gritar. Apenas por gritar, sem saber ao certo o motivo de tanta fúria. O que devia sentir era felicidade, mas por vezes transforma-se numa tristeza parva que não percebo. Apenas grito. Apenas grito mais alto do que a voz do meu coração e acima das palavras da minha razão. Grito. Depois choro. Amanhã sou um homem novo.
O mais extenso desabafo

Olho à minha volta, nem um crepúsculo se move, a minha face fica molhada em cada lágrima que em mim chove. Percorre todo o meu corpo e caí negra no chão, sou como carga de tinta negra e sem coração. A caneta com que pinto é indecisa e imprecisa, dou de mais recebo de menos, não percebo o resultado desta divisa. Nunca fui bom em contas mas já fui o melhor a amar, perfeito, inigualável mas a igualdade acabou por me apanhar. Só de pensar em amar… não sei se voltarei a ser capaz, neste mundo cheio de guerra eu tento viver na minha paz. O mundo está cego toda a gente quer obter prazer, os corpos agora são cedidos já nem se pensa em vender.
É complicado e magoado tento encontrar um amigo verdadeiro, que não receba mais do que dá mas que dê tudo por inteiro. Que não venha por interesse ou por tesão e prazer, porque eu não como carne em vias de apodrecer. Não sou como os outros já me iludi por um jogo de pernas, agora sou diferente por ignorar várias cavernas. Há quem desça baixo e ao descer só se mostra a tanga, cabras manipuladoras não serei mais o às da vossa manga. O meu telemóvel novo esse já tem aranha, com tanto tempo sem tocar até já o pó se entranha. O pagamento mensal permite-me continuar a falar com os fantasmas, em horas perdidas demasiado pasmas. Quando não escrevo choro porque tenho medo da solidão, varia gente sabe disso mas será que alguém me estende a mão? Não, não quero obter resposta, não consigo viver com uma pessoa que só fala quando está bem disposta.
O discurso já vai longo mas a caneta não me deixa descansar o caderno não se fecha enquanto não acabar de desabafar. Então prossigo. O coração é o meu guia, pergunto-me como consigo viver tendo a minha alma tão fria. Terei alma ou será apenas imaginação? Por vezes chego a questionar-me se terei coração. Desde que te perdi não o sinto a bater, os desabafos tornaram-se diários tal como a vontade de escrever. Estou imparável mas não quero o meu coração parado, posso nunca mais te ter mas bastava um amo-te para o manter acordado. As lágrimas voltam mas não serão capazes de me deter, nem a morte e toda a vontade de desaparecer. Posso viver à parte mas nunca viverei à parte de ti, porque continuas a ser a melhor pessoa que conheci, vou sempre te amar pois é impossível te arrancar, mesmo estando com alguém és tu quem vou desejar. Jurei-te amor eterno e meu coração está guardado. Eu vi, por mais que tenha outro alguém é bom que se habitue a ti. Agora dedico a vida a escrever e a cantar, inspiração não tenho mas o vício tem de se matar.

Oiço vozes que a escuridão me quer transmitir, sentimentos que pessoas não sentem mas teimam em mentir. Na minha caixa agora aberta, a solidão vêm-me cumprimentar, eu abro a porta e peço para esta se sentar. Esta agradece e diz que me conheça de algum lado, eu respondo afirmativo dizendo que sou retornado. Estica a mão e toca no meu coração, o ambiente aquece e faço amor com a solidão. No final de 9 meses esta regressa com uma menina que é beleza, e disse com um sorriso a nossa filha chama-se tristeza. Uma lágrima corre no meu rosto de momentos de saudade, pego a tristeza nos meus braços e bebo um chá com a felicidade.













