Archive for the ‘Desabafos’ Category
O meu cansaço

Passei a noite contando as horas, que criavam o meu cansaço, o meu corpo esse… Já não existe, parece morto. Tudo parece ter morrido, tal como a minha força de sequer me levantar para encarar um novo dia. Sinto meus ossos rangerem, numa mecanização interna que mais parece uma velha fábrica em degradação. O trabalho faz a força, mas também traz a dor. Fiz isto tudo por ti sem sequer reclamar, pois gosto que mesmo que seja por breves instantes sintas algum orgulho em mim.
Hoje trago a dor da procura de orgulho de ontem, e ainda terei o gozo estampado no teu rosto, por me ver sofrer. O que ganhei com isso? Mesmo que tenha o teu orgulho por minutos, no dia seguinte tudo voltará a ser igual e o sofrimento, de aos teus olhos ser apenas um rapaz que nada faz irá continuar.
Do que vale dar tudo o que tenha, para uma pessoa que teima em ver isso como um nada?
Sendo não sendo

Sinto-me vivo morto, neste mundo grotesco, sou as marcas de uma pintura num cenário pitoresco. Sinto-me alegre triste, com motivos para viver morrer, sinto-me a saltar cair, sinto-me a querer não ter. Tudo o que sinto é verdadeiro falso, muitas vezes falso verdadeiro, muitas vezes não percebo as coisas incompletas por inteiro. Meu pensamento é concreto e confuso ao mesmo tempo, a minha alma é morta viva, ansiando por teu sustento. Eu sou apenas eu o que não sou mas serei, súbdito para uns, enquanto que para muitos sou o rei.
Sinto-me
Sinto-me a ruir, os meus ossos a partir, tudo em mim parece partido, embora vivo e forte, tudo em mim parece fraco mas forte como a morte. Sinto-me a ceder, tudo em mim é alegria e ao mesmo tempo tristeza, tudo é incerteza é feio mas tem beleza. Sinto-me a ruir, todo o meu corpo é uma ferida, sinto-me a ruir e meto um descanso na minha vida.
30 Minutos
30 minutos, 30 segundos, uma decisão
o mundo corre ao contrário nesta confusão
tudo parece invertido, trocado e torcido
todos queimam a lenha ninguém tem um motivo.
Porque todos correm se são aleijados
estamos todos calejados, partidos, empenados
nada do que fazemos será o correcto
tudo o que fazemos é demasiado discreto.
O mundo já não se compreende e a culpa é de quem o cria
no meio de tanta merda, eu não quero entrar na fatia
a musica vai a meio e eu com tanto por escrever
as palavras não saem tão depressa como queria o meu querer!
Tudo em mim é espontâneo e sai do coração
não preciso de guiões, minha escrita não tem comparação
não preciso de dicionário para expressar o que sinto
muitos pensam que não sou, outros pensam que minto.
Gostava de escrever mais mas a musica acabou
o beat foi-se e com ele a inspiração levou.




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O mais extenso desabafo
Oiço vozes que a escuridão me quer transmitir, sentimentos que pessoas não sentem mas teimam em mentir, na minha caixa agora aberta, a solidão vêm-me cumprimentar, eu abro a porta e peço para esta se sentar, esta agradece e diz que me conheça de algum lado, eu respondo afirmativo dizendo que sou retornado, estica a mão e toca no meu coração, o ambiente aquece e faço amor com a solidão. No final de 9 meses esta regressa com menina que é beleza, e disse com um sorriso a nossa filha chama-se tristeza. Uma lágrima corre no meu rosto de momentos de saudade, pego a tristeza nos meus braços e bebo um chá com a felicidade.