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O que aprendi com as minhas ex

Neste mundo de pessoas interesseiras e falsas o amor cada vez mais vem e vai. Nem todas as relações são feitas para durar para sempre e muitas nem chegam a durar o tempo suficiente para poderem ser chamadas de “relação”. Muitas vezes a relação acaba quando menos esperamos e isso é suficiente para nos deixar de coração partido. Todos sabemos como é doloroso curar um coração partido, mas esse tempo é bastante importante para perceber-mos o que aconteceu e como aprender com isso. Todos esses ensinamentos o irão tornar mais forte para o futuro e evitar que caia nos mesmos erros. Aqui ficam umas coisas que fui aprendendo com as minhas ex namoradas:
- Para sempre = Até à relação acabar – A palavra “sempre” deve estar muito presente em todas as relações, pelos menos era algo que eu ouvia com muita frequência. “Quero ficar contigo para sempre” e outras frases eram constantes e eu acreditava cegamente que assim seria, porque o amor que eu sentia era sempre enorme. Mas depois as relações acabavam, tal como acabava o sempre. Podia eu pensar que estas estavam a mentir, mas não estavam. Devem sim ver o “sempre” como até ao final da relação, pois se nunca acabar por certo será para sempre;
- Os amigos dela não eram os meus amigos – Durante a relação é normal que faça vários amigos e amigas novos. Podem até parecer e na verdade serem amigos, mas com o fim da relação esses mesmos amigos desaparecem, deixam de fazer contacto consigo. Eles irão sempre estar do lado da amiga, mesmo que saibam que esta foi a culpada e não tem razão e mesmo que achem que você é boa pessoa;
- Envolver a família não dá bom resultado – É claro que nem todas as pessoas são iguais, logo nem todas as famílias o serão. Mas pensem comigo, se não é fácil lidar com uma ex-namorada imaginem o que será ter de lidar com ela e também com a sua família! Um verdadeiro pesadelo. Isto pode ter dois lados, por um lado pode tornar-se agressivo para com a família ou então cair num tom implorativo e tentar de tudo para que vos ajude a fazer regressar a ex namorada. Agora imaginem quando as duas famílias estão envolvidas, são mesmo muitos sentimentos envolvidos. Se não tiverem a certeza que a relação é para durar e a certeza dos vossos sentimentos, não envolvam as vossas famílias;
- Levar para a intimidade cedo demais – Neste campo falo das relações físicas e das partilha da vida intima. É importante que saibam que neste mundo existem muitos malucos tal como existem também malucas! É importante deixas as coisas correr de forma natural e não apressar as coisas, porque as coisas à pressa podem correr mal e para além disso podem levar a interpretações erradas. Por isso tratem de controlar as hormonas. Primeiro procurem conhecer a outra pessoa e descobrir o que ela realmente deseja e só depois devem pensar em fazer a relação avançar para o próximo nível.
Das bonecas insufláveis às vaginas postiças

O mundo enlouquece a cada segundo que passa. Os humanos preocupam-se demasiado na evolução, evolução essa que por vezes tenta forçar a substituição de algo que nunca deve ou pode ser substituído. O ser humano é esperto e inteligente, já provamos isso, mas somos igualmente burros e ignorantes para não saber-mos utilizar da melhor forma esse mesmo auto-conhecimento. Existem coisas que não devem evoluir, que têm princípios que devem permanecer da mesma forma.
Talvez este título assuste alguns leitores que não estão habituados a tal conteúdo neste site, mas por vezes temos de ser diretos e disparar mesmo no centro do arco. Hoje fala-se de bonecas insufláveis, vaginas postiças e tudo o que vem substituir o que todos conhecemos por “sexo normal”.
Já lá vai o tempo das bonecas insufláveis. Estas bonecas que acredito terem divertido muitos homens (não sei como) evoluíram bastante ao longo dos anos, embora eu continue a defender que apenas servem para homens solitários que não têm qualidade nenhuma ou qualquer aptidão para conseguirem arranjar uma mulher que não seja de “dar à bomba”.
As bonecas insufláveis dos tempos passados evoluíram paras as Real Doll’s (como a da imagem inicial do artigo). Estas boneca são do mais realístico que existe! São completamente feitas de silicone para simular uma pele real. Os preços podem rondar os 2 mil até 10 mil euros, dependendo do que se pretende. Podem visitar o site oficial clicando AQUI.
A minha opinião sobre estas bonecas é exatamente a mesma de um blogger amigo, e sendo assim tomei a liberdade de citar o que este mesmo referiu:
É difícil imaginar o que leva alguém a escolher conviver com um arremedo de ser humano como uma real doll. É uma escolha consciente pelo isolamento da realidade, um misantropismo sociopata em que as pessoas se contentam com imagens vagas de humanidade. As real dolls extrapolam o conceito de masturbação, porque o que se tem ali é uma réplica sem vida de um ser humano. O sexo continua sendo solitário, mas nessa solidão se percebe a necessidade quase doentia de companhia. Deve ser triste, até mesmo sórdido, fazer uso de uma boneca dessas. É, provavelmente, o pior tipo de solidão que o homem conseguiu encontrar para si mesmo.
Só quem nunca esteve com uma mulher é que pode tentar criar algo que a possa substituir, e por incrível que pareça existem homens a separar-se das mulheres para viverem exclusivamente com estas bonecas. O mundo não está perdido mesmo? Existem quem tenha dezenas delas e quem gaste ordenados apenas para conseguir juntar o suficiente para comprar aquela bonequinha. Qual é a vantagem? Não sei queixam? Adeptos ou não aqui ficam mais umas imagens:
História de um sonho (Parte 2 de 2)
Por várias vezes folheava os meus cadernos como se de um livro se tratasse. Naquele momento era apenas um mero leitor que ambicionava tornar-se grande, com o que o próprio havia escrito. Imaginava o dia em que cada um dos meus simples cadernos se tornavam num livro de estante, não simples, mas sim complexo e originalmente meu. Sempre tive medo de sonhar porque tinha medo que a vida me traísse nas suas linhas e me deixasse esquecido no final de uma página, onde ninguém iria ler. Existem mais talentos neste mundo que pessoas. Existem menos oportunidades que talentos e consequentemente muitos são esquecidos. A vida ensinou-me a desejar e sonhar apenas enquanto durmo. Por várias vezes quis sonhar ser o escritor que as pessoas procuram. Que trás sorrisos. Que proporciona visitas ao céu de forma gratuita. Que espalha conhecimento e mais importante que tudo – que faz sonhar, sorrir e viver.
Por um dia na minha vida sonhei mais do que o sonho, lutei mais do que a luta, e escrevi numa bela prosa o momento que hoje relembro.
“Em tempos conheci, o que presentemente somente em pensamento reside. Aonde apelo em instantes em que a saudade briga, pela sua afirmação. Uma pessoa de tal maneira grandiosa que se tornou numa entidade outrora viva, que hoje me faz viver. De idade avançada e de conhecimento aguçado, insistia em comentar o meu trabalho de forma única. Era singular e excepcional o reconhecimento que lhe atribuía, como também era único o significado que este detinha na mesma. Mas tal belo ser, padecia de uma doença, denominada de cancro, uma designação demasiado escura para ser escrita numa folha branca e virgem. Revivo o seu desejo de querer ao som de minhas palavras. O seu desejo de poder prolongar as linhas da vida, com intuito de ficar presente nela e na companhia das palavras que escrevo. Relembro também como as minhas palavras a conduziam para um mundo que já havia vivido e que no presente, graças a mim testemunhava. O seu desejo materializou-se e a sua partida surgiu sem aviso. Desta mantenho presentes as palavras e o desejo que estas possam atingir um grande número de pessoas, como ocorreu na sua vida. Da sua morte guardo a força, porque ao ser relembrada nunca estará realmente morta, apenas tirou férias da vida”.
O sonho nasceu em suas palavras e na constatação de que realmente sou capaz. Não existe um motivo para sonhar, apenas reconhecemos que efectivamente o fazemos. A vida é constituída por pequenos sonhos que na sua soma formam uma grande realidade.
Por momentos deixei repousar o caderno. Tingi demasiadas páginas. A caneta cessou de escrever. A minha cabeça insistiu em não pensar. Envolto em meu cansaço deixei o corpo ceder à sua vontade. Adormeci. Desliguei do sonho pela qual a minha vida se estrutura e perdi-me efectivamente a sonhar. No caderno guardei as seguintes palavras.
“O mundo incumbiu-me de uma missão. Admirei o céu. Vi o azul tocar-me, numa chuva infinita de interrogações. Pensei ser possuidor de algo concreto. Pensei que sonhando controlaria o sonho. Pensei que o concretizava. Apercebi-me que na verdade sonhava… O sonho comanda a vida. Será possível viver numa dimensão paralela? Sonhar. Apenas sonhar e com este sonho viver uma vida de harmonia. Existe algo que me consome o interior e que exteriormente se expressa em poesia. Nunca me contentei com dissertações de fachadas e tretas. Cresci rodeado de palavras que sempre formei com letras.
Queria voar com um pedaço.
Queria marcar o meu passo.
Queria amarrar-te com laço.
Queria riscar a palavra fracasso.
Queria triunfar.
Semear e colher
Quero-me entregar.
Com esta arte morrer.
Procurei sonhos, tentei
compreender a vida e errei.
Venci, lutei e perdi.
Fiz tudo para provar ao mundo
que gosto, do que vivi.
Mas nada prova
e o meu ser comprova,
que venci, lutei e perdi.
Guardamos sonhos e canções. Guardamos memórias e lições. Guardamos versos, guardamos quadras. Há quem guarde segredos. Há quem revele fachadas. Existe quem vença. Quem perde e volta a tentar. Existe os que se aventuram e os que não regressam desse mar. Repartimos sensações e guardamos o que o coração tende em esconder. Por fim morremos em lágrimas, o que o coração não deixa ver. Pintamos num a4 expressivo as linhas que compõem toda uma vida. Por fim, riscamos na pele e rasuramos os erros até desvendar e provocar ferida. Abrimos portas e guardamos a chave para no futuro podermos voltar. Guardamos mágoa, rancor, que nos prende a um lugar. Guardamos sentimentos, silenciamos e obrigamos a não serem. Vemos e matamos coisas que julgamos, serem boas demais para um dia se terem.
Em sete chaves enferrujadas, guardo histórias nunca antes contadas. Vontades não reveladas, e certezas que nunca serão verificadas. Sonhos de outrora que agora deixaram de ser sonhados. Guardado em sete chaves em baús nunca encontrados. Tesouros que nunca terei, um sucesso jamais alcançado. Guardo um sonho desmembrado, de uma vida perdida no seu fado. Um suspiro profundo. Um desabafo mais que extenso. Entre tristeza e alegria, oscila o meu mundo tenso. Entre vitória e derrota. Entre ter ou ver partir. Entre vontade de triunfar e a vontade de desistir…
Um sonho por mais que seja extenso, não nos impede de o atingir. Maior será a sua extensão, se algum dia ponderarmos desistir. Não existem sonhos difíceis de alcançar. Existem apenas pessoas, que se empenham pouco para os realizar.”
História de um sonho (Parte 1 de 2)

Todos encerraram em si próprios um sonho. O sonho é indispensável à vida, na medida em que nos incumbe de alcançar um pretexto para a sua existência. Mas este sonho, não sobrevive mediante a temporária morte do nosso ser. O sonho forma e abraça a linha da vida, de olhos cravados para o dia, construindo com suas pedras o caminho a pisar. Segue-o como equilibrista. Partilho um amor narciso pelo sonho que me lidera e ofusca. O nascimento é a abertura da contagem decrescente para o paralelo com a morte. O início do fim do sonho. Vivemos para sonhar e eu sigo vigilante, no meu sonho de ser poeta. Escrevi outrora algo que soava como o seguinte:
“Sonhei. Peguei nos flocos de sonho, distintos no Inverno da minha vida e pensei. Em cada um guardo um segredo que não contei. Guardo um beijo que não dei. Guardo um sonho que não concretizei. Por isso neva, no Inverno da minha vida, nevam sonhos na neve fria e despida. Por isso permaneço, permaneço a ver nevar, por vezes paro e abdico, abdico de sonhar”.
Cada um de nós guarda um sonho, e se o guarda carrega-lhe importância. Eu costumo por várias vezes, viver num mundo mágico que apelido de fantasia. Nesse mundo, assim que fecho os olhos para a realidade, torno-me poeta. Na realidade em que vivo, apenas escrevo. Na realidade somente sou o que da fantasia não trespassa. A realidade é para mim a consciência da nossa passagem pela vida, a constatação de que estamos efectivamente vivos. A vida não é mais do que um resguardo mental, que edificamos mediante os tijolos e cimento disponível. O tijolo é todo o artifício físico necessário a uma boa e forte estruturação da vida humana e do sonho. O cimento é a força necessária para arrastar esses sonhos a bom rumo. Como o rio teima em cair no mar, o meu sonho despenha-se na meta.
O sol dourava o horizonte com tanto vigor, que parecia pairar no céu pequenas barras de ouro. Olhando pela janela, tudo parecia ganhar vigor, com a esplêndida cor, que o sol dourava. Eu perdido em pensamentos tingia o meu caderno com versos de esquecimento. Ponderei que tudo o que escrevera ninguém iria ler, tudo aquilo era efémero demais e acabaria por desaparecer. Mesmo assim escrevia, sobre um sonho que devorava a minha existência. Mesmo assim escrevia em grande o que em pequeno tinha de experiência. Continha um sonho.

Existe quem sonhe em grande, mas lute em pequeno, pela concretização do que pensa ser impossível. Pobres que desconhecem que a possibilidade apenas é impossível mediante duas letras. Nada é impossível a partir do momento em que nos comprometemos à sua concretização. A impossibilidade apenas reside na mente de quem a engorda. Eu não alimento o impossível, porque o alimento só lhe dá eficácia na sua afirmação e força para destruir o que delimitamos como sonho. O que espaça a impossibilidade da possibilidade são apenas duas letras que simbolizam respectivamente, coragem e medo.
Todos sonham. Mas sonhamos de forma insuficiente para recrutar coragem para transformar esse mesmo sonho em realidade. Falta coragem para provocar a fantasia dentro de cada ser e arrebata-la para o exterior com uma porção de realismo. A cascata da coragem não ascende no momento em que o sangue bombeia o cérebro e nos faz sonhar em grande. A cascata da coragem, apenas corre, sente e por fim morre, na pele de quem não a tem. E assim se desvanece o sonho.
Todos sonham. Mas o medo que designam de fracasso, cega-os ao ponto, de desconhecerem a proporção de sucesso. Entram assim numa teia de deduções pessimistas e de sorrisos minguados, transformam o sol negro e obscurecem o sonho. Pudesse ao menos a coragem pegar em seus braços o medo e marcharem anexos no curso da luta. Pudessem ao menos estes dois se fundir e no final dessa luta conhecer o sucesso. Pudessem ainda existir como entidade viva e fazerem brotar uma alma morta que mora dentro de um indivíduo enclausurado nos seus medos.
Aprendi a mensurar meu sonho e a impingir limites que facultam um afastamento mímico do que apelido de decepção. Sofremos porque tencionamos. Sofremos pelo facto de alimentarmos uma reprodução magnificente que se traduz no produto diminuto que colhemos. Cessa o que outrora se assemelhava grandioso, perdura somente a desilusão do pequeno que obtemos. Mas o que seria a vida sem um sonho? Ou vários?
A escrita na vida do ser humano

O ser humano respira palavras e consequentemente vê-se mergulhado constantemente na escrita, seja mediante a sua produção ou num prazer efémero de leitura. As palavras formam tudo o que nos rodeia. Inundam os nossos olhos como bibliotecas de conteúdo que folheamos de forma minuciosa. Por vezes ociosa e pouco criativa ou aberta a interpretações que deveriam ser suscitadas no ato de leitura. Quis o mundo fazer-nos cegos. Cegos para a realidade à qual a escrita nos transporta. Nos abandona e nos faz crescer e enfrentar de forma singular cada palavra.
A escrita é importante no ser humano, como a respiração é indispensável à sua sobrevivência. Mas quis o mundo sufocar-nos. Quis o mundo não nos deixar ver a sua grandeza e no pequeno da sua existência, reduzir cada artista a diminuto do seu talento. Quis o mundo que eu o contraria-se. Que voasse nos seus ventos adversos e sem perder uma única folha de papel, escrevesse em louvor de todos os artistas que vivem na sua escuridão. Que vivem ofuscados pelas palavras. Que se alimentam delas e fazem em cada livro um belo prato digno de qualquer bom chefe de cozinha, conhecido por todo o mundo. Deveras mais conhecido do que quem se alimenta por palavras.

Quis a vida entreter-nos no seu sofrimento. Mas eu poeta, encontrei refúgio nas palavras. Um porto de abrigo que me conduz no caminho certo que a vida ditou para mim. Sou grande em palavras, porque acredito que as palavras me fazem grande. Não o poderia ser de outra forma.
A vida ensinou-me que as palavras são armas. As palavras apaziguam na resolução de conflitos. Aquecem o coração mais gelado. Aconchegam o amigo mais querido. Servem de auxílio quando a racionalidade procura escapar às palavras e nos comove em lágrimas que eu prefiro soltar em palavras.
São as letras a formar palavras. As palavras a formar frases. As frases a exprimir sentimentos. Os sentimentos a formarem obras e as obras a alimentarem sonhos. Tão importante é sonhar! O que seria viver a vida sem sonhos?
Esta é a minha arte e a minha forma de viver. Quis o mundo que nunca desistisse dela. Quiseram as pessoas mergulhar em cada um dos meus sentimentos e os tomarem como efetivamente seus. Únicos. Singulares. E ao mesmo tempo globais no seu modo de sentir. Cada um que me sente, sente o tiro da minha arma. As palavras são balas e na minha escrita mato o tempo, vejo escorrer o sangue em sentimento e sou somente feliz.
A escrita na vida do ser humano, tem o poder da criação. O poder que muitos ignoram. O prazer que muitos questionam e mais ainda aquele que poucos prestam atenção. Não condeno em ações, tal como não o faço em palavras. Porque palavras são balas e embora pacífico, tenho sempre a arma carregada…













