Sexta-feira, Setembro 18th, 2009
As meninas e a vergonha
Presumivelmente, da leitura do título, as leitoras deste meu blog estarão a pensar que irei recair num disserto claramente machista sobre as mulheres, não vos garanto o erro, nem a certeza, apenas uma conclusão, que serão vocês a tirar… mas seguindo em frente.
Os tempos mudam, as ideias mudas, e também as raparigas mudam. Desde os anos 60, em que obviamente ainda nem era projeto, as mulheres têm uma tendência de ostentação, uma vontade de ir mais além e quebrar certas regras, sobretudo as definidas pela nossa sociedade, diga-se de passagem, retrógrada. A mulher começou no grande, passou para o médio e acabou no pequeno, perguntam-se vocês o que e eu respondo… As cuecas! Sim as cuecas, quem inventou essas minúsculas coisas que atualmente se encontram no corpo das meninas? Ai tentação, é isso que elas representam, as mulheres são puras tentações para a carne fraca de quem se deixar levar. Mas… Existem mulheres e existem meninas e é esse assunto que me traz aqui hoje.
Quantos de vocês não viram já na rua, raparigas de cerca de 13, 14 anos pintadas como se tivessem 18, raparigas da mesma idade e já a fumar. Atualmente na sociedade em que vivemos, tudo surge demasiado cedo e da forma errada. As raparigas começam a fumar por “parecer bem”; “para não ficar atrás das outras”; “para serem mais velhas”, mas não percebem o que está por detrás de um simples cigarro (longos anos de dependência). Depois temos o sexo, e os namoros que se transformam em troféus, os homens acabam por ser simples troféus que cada uma delas coleciona. As relações sexuais iniciam-se cada vez mais prematuramente e pelas mesmas razões que o tabaco ou semelhantes. No fundo e onde eu quero chegar é que falta um pouco de maturidade a estas jovens para conseguirem perceber a idade que têm e os limites que essa mesma idade traz a cada uma. Por vezes o erro maior vem dos pais por permitirem certas coisas, mas esse é um assunto pelo qual não quero entrar.
Sempre costumei dizer que estas miúdas na linguagem vulgar da sociedade “as pitas” são como peluches, têm um exterior muito bonito e adorável, mas na verdade sem a pele que as cobre (a roupa nas raparigas) acabam por ser todas semelhantes, crianças! E artifícios de outras crianças e não de pessoas maduras que já ultrapassaram a dita fase de amadurecimento. No fundo acho que era isto que queria dizer, e aproveito para referir também uns pontos. A ironia do próprio título “As meninas e a vergonha”, um confronto em que ganham as meninas pelo simples facto de não terem vergonha nenhuma. Queria também dizer que não quero atingir nem pretendo atingir nenhuma rapariga com este texto, não é mesmo essa a minha intenção, claro que existem estas raparigas que refiro neste artigo, como também existem todas as outras que estão fora dele.
Category: Artigos
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