Água no caminho
Cada passo que piso, calca o chão impreciso, o meu sorriso é um aviso de tudo o que procuro e preciso, o paraíso que nunca foi, nem será conciso. Cada passo que dou e darei, deixa marcas concretas, mas discretas do que sou e onde errei. Cada mundo onde vivo e onde já vivi, é um reflexo distorcido do que sou, mais um ser que não era e voou, mais um ser que é e ficou, mais um ser vivido, por essa razão sofrido que muito nesta vida já passou.
Cada passo dado já não pode ser mudado, cada passo passou foi dado já não volta por nenhuma razão e em nenhum caso. Cada passo nos marca, cada luta nos retrata e cria uma imagem distorcida do veneno que não nos mata.
Cada passo, só pode ser dado por quem comanda o sozinho, eu não estou sozinho nesta luta mas já o estive por momentos sem carinho. Agora sou eu, o vigilante que vive e nunca morreu, uma pessoa mais forte que a força do amor, uma pessoa que ama e por amar, nunca partirá sem sentir o sabor…













