Archive for Agosto, 2010
Este amor cego
Sufoca-me amor.
Melhor. Afoga-me no teu leito.
Leva este jovem escritor,
para o teu mundo perfeito.
Marca meu corpo.
Melhor. Marca a minha alma.
Sem ti eu dou em louco,
amor minha morna calma.
Faz-me sonhar grande.
Melhor. Dá-me o caminho do sonho.
Não encontro por mais que ande,
erro naquilo que proponho.
Aqui sonhando, sonho.
Aqui ficando, fico.
Aqui exponho, expondo.
Este mundo aflito.
Deitado no sabor do tempo

Parei para deixar passar o tempo. E na sua passada suave, como um sentimento que em mim se crave, fiz dele um passatempo. Olhei em redor, tudo o que tinha em poesia, fragmentos de prosa de outro dia, que não conseguia apagar. Desfolhei a minha mente em páginas infindáveis e incompletas, páginas essas que virão a ser descobertas, por novos jovens poetas.
Hoje o poeta, fala de alma e coração, deixa palavras soltas no tempo para no futuro construírem uma nova emoção. Procuro sentir e fazer sentir a imensa dispersão de sentimentos que cada um guarda no seu interior. Desde paixão, raiva, ódio, até à última réstia de amor. Quero que sintam tudo!
E aí a prosa, transforma-se em poesia,
o sol beija a lua, no nascer do novo dia,
e a poesia que hoje trago, diferente da que fazia,
hoje sou um simples mago, espalhando sua magia.
A minha realidade, realiza-se no coração de cada um leitor. A pior desilusão, é não existir a sensação, dentro do seu interior. Não interessa qual, não interessa de que forma, apenas importa a luz, que deixa a vossa alma morna.
Por um

Por um abraço e um beijo teu,
viraste Julieta e eu Romeu.
Por um abraço e um beijo teu,
o amor levou-me tudo o que era meu.
Por um beijo e um abraço,
te peguei e segurei teu braço.
Por um beijo e um abraço,
embrulhei meu coração com laço.
Por um sorriso e um abraço,
por um abraço e um sorriso,
eu abrando o meu passo,
para te acompanhar ao paraíso.
Sem nexo

Vou escrever o poema mais incorreto,
mais feio e sem nexo.
O poema que ninguém vai ler,
o poema que não é poema
e todos irão esquecer.
Vou escrever algo mesmo mau
pior que atirei o pau,
ao gato, eu atiro o pau à rima,
vai ser tão mau, mas tão mau,
que até irá arrefecer o clima.
Todos irão achar ridículo
que o poeta morreu,
pena que numa própria escrita,
lá o poeta renasceu.
Neste poema não sou poeta
sou o palhaço que está a escrever,
coisas sem senso,
que ninguém irá ler.
Mas a desgraça continua,
alguém a faça parar,
isto é como facadas à poesia
e sou eu poeta a dar.
Prefiro esfaquear-me
que esfaquear tão bela arte,
que raio fiz eu aqui
acabei de me por de parte.
O que eu queria,
queria fazer um poema mesmo feio,
sem nexo, e com paleio,
como garotos dentro da sala de aula no recreio.
Se ao menos pudesse

Se conseguisse beijar o beijo, que jamais te fiz beijar. Se conseguisse desvendar a perfeição, arredar a mão e tocar. Tocar o coração que nunca observaste quanto ama. Poder separar amor, prazer, paixão que me ama.
Sinto uma queimadura que me apega, me faz queimar em teu corpo. Acende-me de loucura, me fascina, me deixa louco. Se o amor apresentasse forma, por certo seria uma miragem. O meu amor tem uma forma apenas, a tua imagem.
Como pode o amor ser perfeito, se o ser humano é só imperfeição. Alimenta-se o ódio e raiva, quando só permanece amor no coração. Porque se desatam palavras que nunca necessitavam ser ditas, porque? Maldição. Pudesse eu prender, tudo de mal fora do coração.
Somente quero amar. Quero que tomes o meu corpo como nunca foi tomado. Quero ser tocado. Quero ser amado. Quero amar. Quero tocar. Quero explorar. Quero tudo o que quero e mereço ter. Quero. Desespero. Dá-me uma oportunidade de te ter.













