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Archive for Março, 2010

Março 26th, 2010

Carta de uma apaixonada

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Uma pessoa… Decidiu-me mandar esta carta… Muito agradecido… Doce.

Gosto de cada gesto, de cada sensação, de cada sorriso, de cada palavra, de cada ternura, de cada lágrima, de cada momento, de cada segredo, de cada confidência , de cada desabafo, de cada confiança, do brilho dos meus olhos, de cada mensagem, de cada doidice, de cada gargalhada, de cada sonho, de cada fotografia, de cada recordação, de cada conforto, de cada brincadeira, de cada estupidez, de cada ciúme, de cada surpresa, de cada beijo pensado, de  cada  adormecer ao ouvir a tua voz, de cada troca de mimos, de cada tanta coisa… Gostava também de cada amo-te, de cada palavra tornurenta que tinhas…

Gosto daquilo que tu és, quando és tu mesmo… Gosto de ti… São dias e dias separados mas para mim unidos, formando um só… Vou lutando por tudo para não te perder… Para ter mais que não seja um bocadinho de ti… O tempo passa, e cada vez mais vou necessitando de ti. És o meu refúgio, o meu motivo de sorrir, contigo caminharei por essa estrada longa, mesmo que tenha muitos desvios e pedras nada me vai separar de ti. Ao teu lado cresci, aprendi, sonhei, realizei, sorri, chorei, pensei imensas coisas… tudo o que já passamos foi algo que valeu a pena e que não aconteceu em vão.

Começo a amar-te como nunca amei ninguém, quero-te como nunca quis ninguém, desejo-te como nunca desejei ninguém, orgulho-me de ti como nunca orgulhei de ninguém… olho para ti como um “TUDO”, vejo-te como a minha maior dependência, o meu vicio, imagino-te ao meu lado para sempre, QUERO-TE comigo. Sei que são coisas da minha cabeça… Coisas impossíveis talvez de acontecer… Como tu dizes tens o coração fechado… Tudo o que possa pensar ou querer não passa de pedidos pendentes… Digo a mim mesma, que nada nem ninguém nos conseguirá separar, nunca, tentem o que tentarem, faças o que fizeres, aconteça o que acontecer mas nunca conseguirão por-nos longe um do outro. Sabes, a nossa importância será dada a nós mesmos, à nossa vida, aos nossos sonhos e ambições . As vezes uma simples maneira de sorrires, uma simples palavra tua é a resposta para muitas das minhas perguntas . Outras vezes cada expressão ou palavra tua é a duvida de muitas perguntas minhas… Faço palavras a sentir, sinto palavras a escrever. Sinto-te bem dentro de mim, cada bater de coração, com um pedaço de ti, fiz a minha vida… Não me perguntes porque… porque eu me sentir assim.. nem eu própria sei responder, o porque de te amar tanto..

És o motivo do meu sorriso, do brilho dos meus olhos, dos meus medos, das minhas lágrimas, das minhas certezas, das minhas dúvidas, dos meus sonhos, dos meus pensamentos, enfim da minha felicidade… És a minha maior certeza, simplesmente necessito só de ti.. Nunca duvides o quão importante és para mim. És o motivo de tudo em mim, és o motivo da minha vida . Percebes agora o quanto eu te amo e o quanto preciso que sejas meu? O quanto eu desejava ter um pouquinho do teu amor, do teu afeto? … Mas como disse são pedidos pendentes… E tudo será como é.. nada mudará e viverei na ilusão de alguma vez poder ter-te. Eu amo-te, tudo o que digo é sentido. Podes duvidar de mim.. Podes não acreditar nem um pouco de cada palavra que digo.. eu não te obrigo a acreditares em mim, nem nunca pedirei para acreditares.

AMO-TE EUSÉBIO FILIPE ANTUNES CUSTÓDIO

Março 21st, 2010

Suicídio Existencial

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Se não existisse, não escreveria, não sentia não fazia diferença na minha indiferença de mais um dia. Não seria quente, provavelmente minha alma seria fria, não existia, muito menos teria relevância, na insignificância da magia, que a minha escrita cria, como uma droga lírica e funcional, a única que quanto mais se consome, menos esta faz mal. Se não existisse, este espaço não passaria de um projeto, demasiado ambicioso e trabalhoso para passar ao concreto. Sem mim, na verdade não existiria muita diferença, se uma pessoa nunca vier ao mundo como sentiremos falta da sua existência.

Essa existência,
que me compensa e me comove,
me tome me tira, tropeça
e me promove.

Esse amor,
que me prende e liberta,
esta dor,
que me faz escrever à descoberta.

Se eu não fosse mais do que sou, mais do que tento ser, se não fosse esta paixão imensa e toda a vontade de escrever, não era, e por mera espera nesta vida sem Primavera, escreveria no céu, muito acima da nosso troposfera. A minha atmosfera é composta de palavras, sem elas, o meu ser simplesmente não se consegue descrever, preciso de palavras para respirar, são elas que na maioria me fazem viver.

Poderia escrever livros,
sem parar até ao seu final,
não escrevo em partes,
um ser que não é divisional.

Faço composições, conquisto corações com o meu modo de ser, crio discussões, falsas opiniões e falso viver. Há quem diga que não sou um, mas muitos seres dentre de mim, cada um vive e morre, vem e promove, só espero que todos triunfem no fim. Eu sou horas, dias, semanas de dicionários e folias, sou construção de fantasias, sou bolo de palavras às fatias, sou mais, sou menos, quebro a escala que está no meio, trago o poeta da atualidade que todos chamaram mas não veio. Eu vim… E se vim, marquei esta posição para ficar, nem que tenha de morrer por esta arte, nunca ninguém será capaz de  a tirar, nem que o rio corra sobre o meu corpo, o vento me coloque a voar no ar, eu escreverei nas nuvens para isto nunca acabar.

Poderia passar o mundo e deliciar-me nas linhas do céu, mas o mundo é efémero, e o céu é infinito e o meu mundo és tu. Podia então rasgar um pouco do céu para te mostrar meu mundo que ele não é tão grande como tu. Poderia ainda rasgar um pouco de mim para te oferecer, mas nunca rasgar o meu mundo para oferecer ao céu…

 

Março 19th, 2010

Demons from my past

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I know you suffered
But I don’t want you to hide
It’s cold and loveless
I won’t let you be denied

I want to reconcile the violence in your heart
I want to recognize your beauty is not just a mask
I want to exorcise the demons from your past
I want to satisfy the undisclosed desires in your heart

Muse

Março 14th, 2010

A ti poesia

Hoje é o nosso dia poesia
será que é hoje que aceitas meu pedido?
Durante anos guardando-me do mundo
para ser o teu comprometido.

Poderia desejar muito,
mas só te desejo a ti
num mundo de tanto, muito,
a ti recorro e transmito o que senti.

Porque querer ter voz
se me basta escrever para ser ouvido
nunca me questionas-te
tenho pena, fico comovido…

Queria um motivo, queria saber porque não,
o porque de nos amar-mos e não aceitares meu coração.
Poesia, se ao menos pudesse transformar irreal em vida
poderia gritar feliz, por ter cura para a minha ferida.

Porque não aceitas o que te dou?
Será que alguém te dá mais e melhor?
Queria desafiar esse ser, para saber
quem ama com mais ardor.

Será que não consigo ter amor,
por guardares o meu coração?
Podes liberta-lo por segundos
para saber qual a sensação?

Tanto é esse amor que me dás, mas sabes que não o posso transmitir, apenas vivo na tua mente, sou um ser inexistente, que nunca poderá beijar e sentir.

Mas porque poesia?
Explica-me a razão,
se não existes,
porque preenches o meu coração?

Sou apenas ilusão, que vive na visão do teu ser que existe, e se vivo é por essa paixão que no teu coração persiste.

Persiste e nunca a deixarei morrer
hoje tenho a certeza, que nasci para escrever.

Março 10th, 2010

Naquele banco

Fantasiei e nessa ficção, passeava junto ao jardim, acreditando ver-te chegar, observando em minha volta, esperando poder distinguir o teu sorriso, poder sentir-te presente. O sol brotava por entre as árvores, inseguro, tal como eu, impaciente por aparecer, como eu, ansioso que surgisses. Calcava as folhas esquecidas no chão, os papelinhos que outrora haviam sido dedicatórias das mais harmoniosas cartas de amor. Olhei em frente, alvejei os teus olhos, que me irradiaram como o sol, estava confuso, porque embora te vendo, não confiava na tua presença. Mas ali estavas, sentada, isolada, num diminuto banco de jardim. Aproximei-me dando passos tímidos, e sentei-me ao teu lado, sentei-me no teu banco. Minhas palavras eram tímidas, eram cobertas de amor, “amo-te”, dizia-te enquanto sentia teu calor. O mundo cessava, à medida que a minha face se acercava da tua, os meus lábios choravam, de alegria por finalmente tocarem os teus. Saborosos, doces e famintos, eram como se encontravam os meus, recetivos, doces e únicos, foi como recebi os teus. Minha mão tímida, passava por teu corpo suave, começando em teu pescoço, descendo por teus seios e acabando brincando em teu umbigo. O desejo era enorme, mas apesar disso, a palavra soou “amo-te calmamente”, ambos nos afastámos trocando olhares tímidos. Despedi-me desta sem beijos, apenas com um adeus, e agora, acordado, relembro o que sinceramente nunca aconteceu.