Archive for Janeiro, 2010
Longas Horas
Caí e recaí onde não queria cair, agora tenho amor que nunca consegui sentir, podes chamar-me falso mas meu amor nunca o será, agora sofro para seguir o caminho que meu coração me dá.
Ao menos tu consegues, esperar sem perder a força, aguentando esse amor que tanto bate sem deixar moça. Já sofreste mais que eu, nada apaga a dor da partida, eu cá vou sobrevivendo, curando ferida após ferida. Não te posso prometer a perfeição pois não sei o caminho para a atingir, não sei já o que é amor e as formas de o sentir. Apenas sei que nada sei e que de tudo sei um pouco, nesta jornada da vida que aposta em por-me louco.
Nez, gostava de agradecer tudo aquilo que me ofereces, tudo aquilo que me dás, tudo aquilo que me prometes e cumpres sempre a sorrir, a tua amiga disse “há muito não a via assim sorrir”, só isso é capaz de me encher o coração, rasgar páginas do diário e deixar de viver na solidão.
Meus olhos gelam
Sinto frio e tremo,
sem termo, sem fim anunciado,
meus olhos gelam e quebram
tudo o que vejo parece errado.
Palavras, não são mais que pretextos à falsidade
todos lutam por prazer, dando uso à autoridade.
Versos, versos são agregados que pouca gente vai ler
meus olhos só vêm sofrimento, que mais ninguém consegue ver.
No fundo do túnel encontro a luz que teu sorriso me traz,
não sei que poder tem, só sei que me satisfaz,
fazes-me viver, sabes o quanto isso é importante?
Desprezei uma pedra preciosa para conhecer um diamante…
Sou artista, a minha arte é isto que podem ler,
é isto que podem rejeitar, e é isto que irão esquecer…
Toca-me leve

Toca-me leve,
toca-me para saber que é real a minha existência,
toca-me,
quero sentir a tua essência,
toca-me,
morro com a tua ausência.
Quando te vejo sorridente
meu mundo ganha outra cor,
contigo tudo é diferente,
esqueço passado, esqueço presente
apenas para acreditar no amor.
Fazes-me sentir vivo
e eu sigo, a vida que me dás
como um jogador perdido
rezo para que me saia o ás.
Gostava de te dar mais
porque o que te dou é pouco,
fazes-me sentir bem,
não fujas, fico louco.
Passos

Passo, e deixo o passo que não vou passar
reparo e fracasso, mas resta-me força para lutar
gritar, partir e deixar
tudo o que fizer e realizar
nunca mais vou pegar
tudo o que deixei
não quero mais lembrar.
Pensamentos que não penso
sonhos que deixo ao vento
aproveitando o momento
morrendo em modo lento
morrendo e vivendo.
Repara, o teu ser só na sala,
repara como partes, o fazer da tua mala,
repara a solidão, o sorriso falseado
repara, como te colocas-te nesse estado?
Eu sorrio, e luto pelo sonho que me dita,
triunfar no que amo, casar-me com a escrita,
assinar o papel eterno, de um amor sem mentira
contratar o cupido, para ser o alvo da mira.
Passos, eu passo e deixo a marca,
discurso de arrependimento, para mim já me farta.
Afundo-me em amor
Afundo-me em amor vivendo na felicidade de te ter, suprimiste toda a réstia de dor que o meu ser podia ter, agradeço em vão, embora a sensação seja paixão, esta situação que me prende e rende às amarras do coração. Como um mendigo perdido tendo na esmola motivo, como um nada que embora nada tenta ser ouvido, como um tudo, não completo do que é, pescador da vida lutando com sua própria maré. Corro ao vento e luto no relógio do tempo, podia perder a identidade mas manter todo o meu sentimento, este tormento que me atormenta e me comove, simples como a chuva que sobre minha cara chove.
Gostava de gritar mas a minha voz sai rouca e inaudível, como é que é possível, que algo tão belo seja indestrutível, seja vago mas ao mesmo tempo como uma certeza, seja feio e de feio belo guarde sua beleza. Como uma onda do mar, eu sigo um objetivo, a felicidade que me traz o teu sorriso sentido, aqui sentado escrevo o que o meu coração sente, a verdade das verdades pois meu coração não mente.














Caí e recaí onde não queria cair, agora tenho amor que nunca consegui sentir, podes chamar-me falso mas meu amor nunca o será, agora sofro para seguir o caminho que meu coração me dá.